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Mostrando postagens de Setembro, 2012

São Vicente de Paulo, presbítero

Antífona da entrada: Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar a boa-nova aos pobres e curar os corações contritos (Lc 4,18)
Cosme e Damião eram irmãos e cristãos. Na verdade, não se sabe exatamente se eles eram gêmeos. Mas nasceram na Arábia e viveram na Ásia Menor, Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a profissão de médico com muita competência e dignidade. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da morte, eram vistos como verdadeiros milagres.
Deixavam pasmos os mais céticos dos pagãos, pois não cobravam absolutamente nada por isso. A riqueza que mais os atraía era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos pagãos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais.
Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cr…

Vinte cinco anos atrás a JMJ chegou à América Latina

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Reflexões de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro
RIO DE JANEIRO, terça-feira, 24 de setembro de 2012(ZENIT.org) - Vinte cinco anos atrás a JMJ chegou à América Latina! Foi a primeira e a única até o momento atual. Depois desse tempo, ela retorna ao nosso continente, agora em nosso país, aqui no Rio de Janeiro.
Em 1987, o Papa viaja à Argentina e lá se realiza a II Jornada Mundial da Juventude, a primeira fora dos muros de Roma. O tema escolhido para aquele primeiro encontro foi: "Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor." (1Jo 4, 16)
Em sua mensagem, o Beato João Paulo II recorda que a América Latina é o continente da esperança, onde se encontra o maior número de jovens. Lembra também da opção preferencial pelos jovens, proclamada em Puebla de los Ángeles, México.
O grande objetivo daquela jornada era preparar os jovens, que são os adultos de hoje, para serem os apóstolos do novo milênio. O objetivo de todas as jornadas é permitir …

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: Sb 2,12.17-20; Sl 53(54),3-4.5.6.7 (R/. 6b); Tg 3,16-4,3; Mc 9,30-37
Jesus, sabendo que os discípulos “haviam discutido entre si qual deles seria o maior” (Mc 9,34), lhes dá uma lição de humildade: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos” (Mc 9,35). A humildade encontra-se nos fundamentos da vida interior, ou seja, ela está na raiz de outras virtudes. A humildade remove os obstáculos para que a pessoa receba as graças de Deus, já que “Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes” (Tg 4,6). A humildade e a fé formam um par maravilhoso: a primeira remove os obstáculos à graça, entre os quais o orgulho; a segunda estabelece o primeiro contato com Deus.
A humildade se funda na verdade e na justiça. Santa Teresa dizia que a humildade é andar em verdade. A humildade nos dá o conhecimento, cada vez mais profundo, sobre nós mesmos. Também se funda na justiça porque exige que o ser humano dê a Deus toda a honra e toda a glória.
Na prátic…

Santo andré kim taegón, presbítero, e Paulo Chóng Hasang, e seus companheiros mártires

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A Igreja coreana tem, talvez, uma característica única no mundo católico. Foi fundada e estabelecida apenas por leigos. Surgiu no início de 1600, a partir dos contatos anuais das delegações coreanas que visitavam Pequim, na China, nação que sempre foi uma referência no Extremo Oriente para troca de cultura.
Ali os coreanos tomaram conhecimento do cristianismo. Especialmente por meio do livro do grande padre Mateus Ricci, "A verdadeira doutrina de Deus". Foi o leigo Lee Byeok que se inspirou nele para, então, fundar a primeira comunidade católica atuante na Coréia.
As visitas à China continuaram e os cristãos coreanos foram, então, informados, pelo bispo de Pequim, de que suas atividades precisavam seguir a hierarquia e organização ditada pelo Vaticano, a Santa Sé de Roma. Teria de ser gerida por um sacerdote consagrado, o qual foi enviado oficialmente para lá em 1785.
Em pouco tempo, a comunidade cresceu, possuindo milhares de fiéis, Porém começaram a sofrer perseguições…

Na segunda narrativa da criação encontra-se a definição subjectiva do homem

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JOÃO PAULO II 42ª AUDIÊNCIA GERAL Quarta-feira, 19 de Setembro de 1979
1. Referindo-nos às palavras de Cristo sobre o tema do matrimónio, em que Ele apela para o «princípio», dirigimos a nossa atenção, há uma semana, para a primeira narrativa da criação do homem no Livro do Génesis (Gén. 1) Hoje passaremos à segunda que, sendo Deus nela chamado «Javé», é muitas vezes denominada «javista». A segunda narrativa da criação do homem (ligada à apresentação tanto da inocência e felicidade original como da primeira queda) tem, por sua natureza, carácter diverso. Embora não querendo antecipar as particularidades desta narrativa — porque nos convirá apelar para elas nas outras análises — devemos reconhecer que todo o texto, ao formular a verdade sobre o homem, nos maravilha com a sua profundidade típica, diversa da do primeiro capítulo do Génesis. Pode-se dizer que é profundidade, de natureza sobretudo subjectiva, e portanto, em certo sentido, psicológica. O capítulo 2.° do Génesis constitui, em …

Aprendendo a viver

Reflexões espirituais de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará
BELÉM DO PARÁ, segunda-feira, 17 de setembro de 2012 (ZENIT.org) - “Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia, mas ele não queria que ninguém o soubesse. Ele ensinava seus discípulos” (Mc 9,30-31). Jesus foi reconhecido e chamado muitas vezes de Rabi, Mestre. Reuniu em torno de si discípulos que dele aprendiam as lições da vida, aproveitando os encontros e desencontros diários. Uma das mais incômodas de tais lições, e a mais decisiva, foi o anúncio da paixão, repetida pelo menos três vezes. “Mas eles não compreendiam o que lhes dizia e tinham medo de perguntar” (Mc 9,32). Eram como estudantes cujo interesse não tem coragem de ir ao fundo das questões. No final das contas, na hora decisiva, a “turma de alunos” se dispersou. Após a Ressurreição, “Jesus apareceu aos onze discípulos, enquanto estavam comendo. Ele os criticou pela falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles…

Dom Raymundo Damasceno fala sobre Campanha Eleitoral

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O cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, concedeu entrevista aos principais jornais de São Paulo, no dia 15 de setembro, na qual afirma que "A Igreja não pode ter pretensões de poder". O jornal O Estado de São Paulo considerou as palavras do cardeal no contexto das discussões sobre participação política de igrejas na campanha eleitoral para a prefeitura de São Paulo (SP).
Leia, na íntegra,  matéria assinada por Roldão Arruda, publicada neste sábado, 15 de setembro, no jornal "O Estado de São Paulo": As declarações do presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida ocorrem um dia após a divulgação de uma nota da Arquidiocese de São Paulo com ataques ao PRB, partido de Celso Russomanno, líder nas pesquisas.
O texto, redigido a pedido do arcebispo d. Odilo Scherer, acusa diretamente o presidente do partido e coordenador da campanha de Russomanno, Marcos Pereira, pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Diz que ele, em artigo publicado em …

"Chegado o momento da partida, é com pena que deixo este querido Líbano" - Bento XVI de volta a Roma

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Apresentamos o discurso pronunciado por Bento XVI no Aeroporto Internacional de Rafiq Hariri de Beirute, ao fim de sua Viagem Apostólica ao Líbano.
Senhor Presidente da República, Senhores Presidentes do Parlamento e do Conselho de Ministros, Suas Beatitudes, amados Irmãos no Episcopado, Ilustres Autoridades civis e religiosas, Queridos amigos!
Chegado o momento da partida, é com pena que deixo este querido Líbano. Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as suas palavras e o ter favorecido, com o Governo cujos Representantes saúdo, a organização dos diversos acontecimentos que marcaram a minha presença no vosso meio, assistida de forma notável pela eficiência dos diversos serviços da República e do setor privado. Agradeço também ao Patriarca Béchara Boutros Raï e a todos os Patriarcas presentes bem como aos Bispos orientais e latinos, aos presbíteros e aos diáconos, aos religiosos e religiosas, aos seminaristas e aos fiéis que se deslocaram para me receber. Visitando-vos, é como se Pedro viesse …

São João Crisóstomo, bispo e doutor da igreja

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Por Pe. Pavlos Tamanini, Eparquia Ortodoxa Grega do Brasil
São João Crisóstomo nasceu na cidade de Antioquia. Cresceu no meio da multidão sem deixar-se contaminar por ela. Conheceu os pobres e desafortunados e soube amá-los como eram. Sua família era culta e possuía muitos bens . O pai de João, oficial de alto nível, morrera jovem.
Desde criança foi educado pela mãe, mulher admirável que, aos vinte anos, sacrificou sua juventude, renunciou a novas núpcias, para dedicar-se inteiramente a seu filho. João recebeu o Batismo mais ou menos aos dezoito anos de idade.
Concluídos seus estudos de cultura geral, de retórica e de filosofia, de forma brilhante, renunciou a uma carreira que se apresentava promissora, para receber as ordens menores. Quis partir para o deserto, mas sua mãe, que por ele sacrificara tudo, não lho permitiu. Fugiu, então, da agitação de Antioquia e estabeleceu-se fora das portas da cidade, a fim de encontrar a paz, consagrando-se à ascese e ao estudo bíblico.
Antioquia era u…

Santíssimo Nome de Maria

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O fato de que a Santíssima Virgem leve o nome da Maria é o motivo desta festividade, instituída com o propósito de que os fiéis encomendem a Deus, através da intercessão da Santa Mãe, as necessidades da igreja, agradeçam por seu onipotente amparo e seus inumeráveis benefícios, em especial os que recebem pelas graças e a mediação da Virgem Maria. Pela primeira vez, autorizou-se a celebração desta festa em 1513, na cidade espanhola de Cuenca; daí se estendeu por toda a Espanha e em 1683, o Papa Inocêncio XI a admitiu na igreja do ocidente como uma ação de graças pelo suspensão do sítio a Viena e a derrota dos turcos pelas forças do João Sobieski, rei da Polônia.
Foi imposto este nome à Senhora não casualmente ou por arbítrio humano, senão (como dizem os Santos) por disposição divina e instinto do Espírito Santo; e por ventura foi anunciado à S. Ana por algum Anjo, como foi o do Precursor a seu pai Zacarias. Considera, pois, neste nome, as suas significações.
Quanto às significações, to…

O ano da fé: um dom para criar o espaço da verdade e da liberdade

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Entrevista com monsenhor Waclaw Depo, Arcebispo Metropolitano de Czestochowa, sobre as perspectivas para o ano proclamado pelo Santo Padre Por Pe. Mariusz Frukacz

CZESTOCHOWA, quinta-feira, 6 de setembro de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos aqui a entrevista com o Arcebispo Metropolitano de Czestochowa, S.E. mons. Waclaw Depo, Presidente do Conselho para as Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Polonesa, sobre quais serão os pontos e os dons que o Ano da Fé, proclamado pelo Papa, trará para toda a humanidade.


ZENIT: Excelência, o que significa o Ano da Fé para a Igreja e para cada fiel? Mons. Depo: O Ano da Fé é um dom para a Igreja e para todos os fiéis. Um dom com o qual cada pessoa pode renovar o seu relacionamento com Cristo, assim como o evento por meio do qual os fiéis podem encontrar de novo o seu lugar na Igreja. Podemos dizer que o Ano da Fé será realizado com a adesão de cada pessoa e de cada família a Cristo. Nisto têm grande importância os movimentos católicos em nossas p…

Comunidade católica diante da legalização do aborto previsto no Anteprojeto do Código Penal brasileiro (Parte II)

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Conversa organizada por ZENIT entre o Prof. Paulo Fernando e o Pe. Paulo Ricardo
Por Thácio Siqueira
BRASILIA, quarta-feira, 5 de setembro de 2012 (ZENIT.org) – São três os valores inegociáveis segundo Bento XVI – em discurso ao Partido Popular Europeu no ano de 2006: vida, família monogâmica e educação dos filhos. Valores estes que não podem “seguir a arte da política e da negociação”, - afirma Pe. Paulo Ricardo - em uma conversa organizada por ZENIT entre o Prof. Paulo Fernando Melo, vice-presidente Pró-vida e pró-família e membro da comissão de bioética da arquidiocese de Brasília, e o Pe. Paulo Ricardo Azevedo Junior, do clero da arquidiocese de Cuiabá, e famoso pregador brasileiro.
Oferecemos aos nossos leitores a segunda parte dessa reflexão.


Prof. Paulo Fernando: diante desse quadro da cultura da morte, o que, efetivamente, uma pessoa de bem, um cidadão católico, pode fazer? Será que estaríamos na beira do abismo e realmente não tem mais o que se fazer? Pe. Paulo Ricardo: Devemos …