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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Brasil: bispos divulgam nota pedindo reforma política

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Em coletiva, abordam temas como JMJ, mídia e ministério dos esportes
BRASÍLIA, sexta-feira, 28 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – “Há mecanismos hoje para coibir a corrupção em nosso país, mas a Reforma política certamente poderá ajudar muito nessa questão”: está afirmação é do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, 27, último dia da reunião do Conselho Permanente da entidade.
Dom Damasceno reiterou a posição da CNBB que, através de uma nota intitulada “Reforma Política: urgente e inadiável!” defendeu uma reforma que ultrapasse o campo eleitoral. “Nós desejamos que não aconteça apenas uma reforma eleitoral, mas uma Reforma Política, como diz a nota que nós assinamos, que seja uma ‘reforma urgente e inadiável que deve ultrapassar os limites de uma simples reforma eleitoral porque sua função é coibir a corrupção que corrói as instituições do Estado brasileiro’, por…

31º DOMINGO DO TEMPO COMUM

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Autenticidade de vida e testemunho do Evangelho
Leituras: Ml 1,14b-2,1.8-10; 1 Ts 2,7b-9.13; Mt 23, 1-12


“Se eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais” (Jo 13,14-15). O próprio Jesus se torna sempre a realização encarnada da Palavra que nos entrega. Seu exemplo precede seu ensino, e deste constitui a força interior que lhe dá autoridade e eficácia. 
Movido pelo impulso do Espírito e inspirado pelo exemplo de Jesus, Paulo afirma que seu ministério apostólico no meio da comunidade dos tessalonicenses foi exatamente a atuação do exemplo e do mandamento de Mestre: “foi com muita ternura que nos apresentamos a vós, como uma mãe que acalenta seus filhinhos. Tanto bem vos queríamos, que desejávamos dar-vos não somente o evangelho de Deus, mas até a própria vida” (1 Ts 2,7b-8). E acrescenta pouco depois “Bem sabeis que exortamos a cada um de vós, como um pai aos filhos” (1 Ts 2, 11)…

FESTA DO DIVINO MESTRE

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JOÃO 14,6 NO CONTEXTO DA ÚLTIMA CEIA


Algumas sugestões para leitura

1. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, faz parte da comunhão íntima entre Cristo e os Apóstolos na última Ceia. O ambiente é o Cenáculo, onde os sinóticos referem brevemente à instituição da Eucaristia, juntamente com alusões à traição de Judas e à iminente paixão de Cristo (cf. Mt 26,17-35; Mc 14,12-31; Lc 22,14-38), o quarto Evangelho que já dedicara ao pão eucarístico todo o capítulo 6, se estende, ao contrário, através de cinco capítulos (13-14-15-16-17), características por profunda unidade interna, a nos transmitirem o clima espiritual e as confidências de Cristo em torno da mesa da instituição eucarística. 
O axioma de Cristo “Caminho, Verdade e Vida” exige, pois, para uma justa e plena compreensão, a intimidade com Cristo, e mais especificamente, o clima eucarístico que eleva o olhar espiritual diretamente ao mistério da morte e ressurreição do Senhor. — Será bom ter presente, sob este aspecto, a radical or…

DIA DE REFLEXÃO, DIÁLOGO E ORAÇÃO PELA PAZ E A JUSTIÇA NO MUNDO "PEREGRINOS DA VERDADE, PEREGRINOS DA PAZ"

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
Assis, Basílica de Santa Maria dos Anjos Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Queridos irmãos e irmãs, distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo, queridos amigos,
Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres…

"A Jornada Mundial da Juventude é do Rio de Janeiro"

RIO DE JANEIRO, terça-feira, 18 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – A decisão do Papa Bento XVI anunciada no dia 21 de agosto passado em Cuatro Vientos foi nítida e inquestionável: “Compraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira”.
A JMJ 2013 é do RJ e cabe à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em íntima e harmoniosa comunhão com o Pontifício Conselho para os Leigos, que é o principal responsável das Jornadas Mundiais, ser a primeira e oficial organizadora desse evento eclesial.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil como organismo a serviço da comunhão das arquidioceses e dioceses brasileiras, através da sua recém criada Comissão Episcopal Pastoral da Juventude, juntamente com as diversas instânci…

SÃO SIMÃO E SÃO JUDAS, APÓSTOLOS

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São Judas Tadeu


Judas, apóstolo que celebramos hoje, para não ser confundido com Judas Iscariotes, "apóstolo da perdição", o traidor de Jesus, foi chamado nos evangelhos de Judas Tadeu. O nome Judas vem de Judá e significa festejado. Tadeu quer dizer peito aberto, destemido, melhor ainda, magnânimo. 
Era natural de Caná da Galiléia, na Palestina, filho de Alfeu, também chamado Cléofas, e de Maria Cléofas, ambos parentes de Jesus. O pai era irmão de são José; a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto Judas era primo-irmão de Jesus e irmão de Tiago, chamado o Menor, também discípulo de Jesus. 
Os escritos cristãos dessa época revelam mesmo esse parentesco, uma vez que Judas Tadeu seria um dos noivos do episódio que relata as bodas de Caná, por isso Jesus, Maria e os apóstolos estariam lá. 
Na Bíblia, ele é citado pouco, mas de maneira importante. No evangelho de Mateus, vemos que Judas Tadeu foi escolhido por Jesus. Enquanto nas escrituras de João ele é narrado mais clar…

A virtude da prudência

JOÃO PAULO II
1ª AUDIÊNCIA GERAL
Quarta-feira, 25 de Outubro de 1978
Quando na quarta-feira, 27 de Setembro, o Santo Padre João Paulo I falou aos que tomavam parte na audiência geral, ninguém podia imaginar que se tratasse da última vez. A sua morte — depois de 33 dias de pontificado — surpreendeu e encheu o mundo inteiro de luto profundo. Ele que despertou na Igreja tão grande alegria e inspirou nos corações dos homens tanta esperança, em tão breve tempo consumou e levou a termo a sua missão. Na morte que teve, verificaram-se as palavras tão repetidas do Evangelho: Estai preparados, porque o Filho do homem virá na hora em que menos pensardes (Mt. 24, 44). João Paulo I vigiava sempre. A chamada do Senhor não o surpreendeu. Seguiu-a com a mesma vibrante prontidão com que, a 26 de Agosto, tinha aceitado a eleição para o sólio de São Pedro.
Hoje apresenta-se a vós, pela primeira vez, João Paulo II. À distância de quatro semanas daquela audiência geral, deseja saudar-vos e falar convosco. D…

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, presbítero

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O brasileiro Antônio de Sant´Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Seu pai era Antônio Galvão de França, capitão-mor da província e terciário franciscano. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros de Pindamonhangaba. O casal teve onze filhos. Eram cristãos caridosos, exemplares e transmitiram esse legado ao filho. 
Quando tinha treze anos, Antônio foi enviado para estudar com os jesuítas, ao lado do irmão José, que já estava no Seminário de Belém, na Bahia. Desse modo, na sua alma estava plantada a semente da vocação religiosa. Aos vinte e um anos, Antônio decidiu ingressar na Ordem franciscana, no Rio de Janeiro. Sua educação no seminário tinha sido tão esmerada que, após um ano, recebeu as ordens sacerdotais, em 1762. Uma deferência especial do papa, porque ele ainda não tinha completado a idade exigida. 
Em 1768, foi nomeado pregador e confessor do Convento das Recolhidas de Santa Teresa, ouvindo e aconselhando a todos. Entre suas penitentes encon…
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O Encontro da Paz em números


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Serão 176 os expoentes das diversas tradições não-cristãs e não-judaicas que participarão do encontro inter-religioso de Assis no próximo dia 27 de outubro.
Os números do próximo Dia de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e pela Justiça no Mundo – “Peregrinos da verdade, peregrinos da paz” – foram expostos nesta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé por Dom Pier Luigi Celata, secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso.
Dos 176 líderes que confirmaram sua presença, 4 representam as religiões tradicionais da Índia, África e América.
Participarão também 18 expoentes das religiões estendidas pela Índia, entre os quais se destacam 5 personalidades hindus com dois acompanhantes, entre eles Rajhmoon Gandhi, já presente no encontro de 1986. Em total, seriam 3 jainistas, 5 sikh, 1 zoroastriano e, pela primeira vez em Assis, 1 bahai.
Das demais religiões asiáticas, esta…

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM

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Dois mandamentos, um só amor
Leituras: Ex 22, 20-26; 1 Ts 1, 5c-10; Mt 22,34-40


“Mestre, qual é o maior mandamento da lei?”
“Se alguém disser: ‘Amo a Deus’, mas odeia seu irmão [na linguagem semítica “odiar” equivale a “não amar”], é um mentiroso: pois quem não ama seu irmão, a quem vê, a Deus, a quem não vê, não poderá amar.” (1 Jo 4, 20)
As palavras cortantes do “discípulo a quem Jesus amava”, não deixam dúvidas nem ilusões: o irmão é o “sacramento” no qual Deus se torna visível e tangível, aqui e agora. Nele se encontra Deus a cada dia e em cada momento e situação da vida. Quem não reconhece a Deus no irmão e não o ama, partilhando de suas necessidades e promovendo sua dignidade, ilude a si mesmo e talvez os demais, mas não pode enganar a Deus: é um mentiroso!
O amor é como a linfa vital que brota da única raiz, e se estende até os pormenores dos ramos e às folhas mais longínquas da árvore; do contrário, os ramos morrem e não dão frutos. O amor é como o sangue impelido pelo coração at…

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL 2011

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«Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21)


Por ocasião do Jubileu do Ano 2000, o Venerável João Paulo II, no início de um novo milénio da era cristã, afirmou com força a necessidade de renovar o empenho de levar a todos o anúncio do Evangelho «com o mesmo entusiasmo dos cristãos da primeira hora» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 58). É o serviço mais precioso que a Igreja pode prestar à humanidade e a cada pessoa que está em busca das razões profundas para viver em plenitude a própria existência. Por isso, o mesmo convite ressoa todos os anos na celebração do Dia Missionário Mundial. Com efeito, o anúncio incessante do Evangelho vivifica também a Igreja, o seu fervor, o seu espírito apostólico, renova os seus métodos pastorais a fim de que sejam cada vez mais apropriados às novas situações — inclusive as que exigem uma nova evangelização — e animados pelo impulso missionário: «A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade cristãs, dá-lhe novo ent…