Rádio

sábado, 9 de maio de 2015

Maria foi Discípula, depois Mestra

PARTE 5
Maria Discípula e Missionária



O Padre Alberione proclama também a missão materna de Maria em relação à Igreja: “A Igreja é confiada a Maria. Na criação, na redenção, na distribuição das graças e na glória, Maria ocupa um lugar proeminente. Sempre para dar Jesus Cristo ao mundo e a cada alma. É Mãe de Deus e da Igreja. Todos os bens passam por Maria. De Maria, a vida. Ela é nossa mãe” (VH XXII).
Não só a missão de Maria como também a missão da Igreja é vista a partir dos títulos de Cristo: “Jesus Cristo elege os doze, que chamou de apóstolos, para continuar e dilatar, no mondo, sua missão. Designa a Igreja.... para continuar a ser nela o Caminho, a Verdade e a Vida...Bendito sejais, porque estabelecestes a Igreja como nossa Mestra, Mae e Guia... Meditarei sempre a vossa palavra: ‘Como o Pai me enviou, assim eu vos envio’: pregai, guiai e santificai todos” (VH XI; cf. XVIII, XIX, XX).
Assume uma importância especial observar que, para o Padre Alberione, o título Rainha dos Apóstolos tem seu enfoque não em “rainha”, mas em “apóstolos”, ou seja quer afirmar o quanto Maria é Apóstola. Em outras palavras: como discípula de Jesus Caminho e Rei ela é também a missionária por excelência: “O apostolado nosso é uma irradiação de Jesus Cristo. É ao mundo dar todo Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida. Maria participa nele mais que todos os Doutores, os Pregadores, os Missionários. É Apóstola e Rainha de todo apostolado por predestinação e vocação eterna de Deus”[1].
A descrição quem é o apostolo, feita pelo Bem-aventurado Tiago Alberione, se aplica de modo especial a Maria:
“Apóstolo é quem leva Deus na própria alma e o irradia ao redor de si. É um santo que acumula tesouros, e comunica o que excede às almas. É um coração que ama tanto a Deus e os homens, e não pode mais comprimir em si quanto sente e pensa. É um ostensório que contém Jesus Cristo, e expande uma luz inefável ao redor de si. É um vaso de eleição que reversa, porque cheio demais, e de sua plenitude todos podem gozar. É um templo da Santíssima Trindade, a qual é sumamente operante; de todos os poros transpira Deus: com as palavras, as obras, as orações, os gestos, as atitudes; privadamente e em público. Agora, com este retrato, examinai o rosto de pessoas, próximas ou distantes: reconheceis nele o apóstolo? Em sumo grau, com inatingível semelhança é o resto de Maria. Seguirá depois Paulo”[2].
Todos estes ensinamentos do Bem-aventurado Tiago Alberione sobre Cristo e Maria encontram uma ressonância muito atual no Documento de Aparecida, que, do ponto de vista mariano, insistiu mais no aspecto do seguimento e da imitação de Maria como discípula e missionária[3]. Podemos pensar que se vivesse hoje o Padre Alberione subscreveria as seguintes afirmações:
«Hoje, quando em nosso continente latino-americano e caribenho se quer enfatizar o discipulado e a missão, é ela quem brilha diante de nossos olhos como imagem acabada e fidelíssima do seguimento de Cristo. Esta é a hora da seguidora mais radical de Cristo, de seu magistério discipular e missionário ao qual nos envia o Papa Bento XVI: "Maria Santíssima, a Virgem pura e sem mancha, é para nós escola de fé destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra. O Papa veio a Aparecida com viva alegria para nos dizer em primeiro lugar: Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino, envia a vocês a partir do alto”» (N. 270)

                                                            


[1] G. Alberione, Maria Regina degli Apostoli, 1948, p. 18.
[2] Id., p. 34-35.
[3] Os ensinamentos sobre Maria podem ser encontrados especialmente nos números: 1, 37, 43, 99, 141, 261, 262, 265, 266-272, 274, 280, 300, 320, 364, 451, 524, 537, 553.

Vós não sois do mundo

Evangelho do dia: Jo 15,18-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
Se o mundo vos odeia,
sabei que primeiro me odiou a mim.
Se fôsseis do mundo,
o mundo gostaria daquilo que lhe pertence.
Mas, porque não sois do mundo,
porque eu vos escolhi e apartei do mundo,
o mundo por isso vos odeia.
Lembrai-vos daquilo que eu vos disse:
'O servo não é maior que seu senhor'.
Se me perseguiram a mim,
também perseguirão a vós.
Se guardaram a minha palavra,
também guardarão a vossa.
Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome,
porque não conhecem aquele que me enviou.
Palavra da Salvação.

Reflexão
Todas as pessoas vivem segundo uma hierarquia de valores que norteiam a sua existência. Esta hierarquia de valores é determinada pelas experiências da vida, pela educação recebida, pela cultura em geral e pelos conhecimentos adquiridos. Quando uma pessoa é de fato alguém de fé, a fé passa a ser o elemento fundamental da sua hierarquia de valores, toda a sua vida é direcionada para ela e todos os esforços são no sentido de defender e assumir esses valores. Mas quem vive segundo a hierarquia de valores proposta pelo mundo, defende com todas as suas forças os valores do mundo e combate os valores da fé, odiando quem é de Jesus.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Maria foi Discípula, depois Mestra

PARTE 4
Maria e Jesus Verdade, Caminho e Vida



O Bem-aventurado Alberione explica a relação entre Maria Mestra e Jesus Mestre: “Jesus é Mestre enquanto é Caminho, Verdade e Vida; e Maria é, portanto, Mestra porque tem santidade, sabedoria, graça, vida. Jesus é o Mestre absoluto e único; Maria é Mestra por participação, dependência e em relação a Jesus Cristo, assim como é Co-redentora e Rainha por dependência e participação a Jesus Redentor e Rei”[1].
Se como discípula de Jesus Verdade e Mestre Maria se torna Mestra, como discípula de Jesus Caminho e Rei ela recebe o título de Rainha. E é importante notar que no caloroso ambiente da devoção a Maria, na inauguração do Santuário Rainha dos Apóstolos, Alberione indica uma missão social que podemos atribuir principalmente ao título de Rainha. Título este que recebeu uma consagração especial com a proclamação da festa de Maria Rainha, instituída por Pio XII no ano mariano de 1954, mediante a encíclica Ad caeli reginam, publicada no dia 11 de outubro.
Por uma feliz coincidência nos fins de 1954 estava sendo acabada a construção do Santuário-Basílica da Rainha dos Apóstolos em Roma, consagrado e aberto ao culto no dia 30 de novembro.
Numa memorável hora de adoração o Bem-aventurado Tiago Alberione entregou a Maria o Santuário como agradecimento à Virgem pela proteção durante a guerra e fez esta oração:
“Tu, ó Maria, tens uma missão social:
Primeiro: santificaste uma casa, domicílio das virtudes doméstica; guarda a primeira sociedade que é a família.
Segundo: deste início à vida religiosa com o voto de virgindade e a observância de uma perfeita obediência e pobreza: guarda a sociedade religiosa.
Terceiro: carregaste nos braços a Igreja nascente, sociedade sobrenatural instituída pelo teu Filho Jesus: guarda a Igreja.
Quarto: a ti foi confiada a humanidade, da qual es mãe espiritual e que deve irmanar-se numa sociedade supranacional: graças a Ti se unam os homens na verdade, caridade, justiça: guarda a Sociedade das Nações.
Quinto: Em Jesus Cristo és  a Mãe da civilização, que brota do Evangelho e se realiza na obra da Igreja: guarda a verdadeira civilização”[2].
Como discípula de Jesus Vida e Sacerdote, Maria recebe o título de Mãe, cuja função de maternidade inicia na Encarnação e é proclamada no Calvário: “No Calvário, Maria nos gerou. O mistério da Encarnação consuma-se no mistério da Redenção. Com a sua morte Cristo mereceu-nos definitivamente a graça de vivermos de sua vida. O que era veio à luz. Por conseguinte, assim como a nossa geração espiritual, iniciada no mistério da Encarnação, consumou-se no mistério da Redenção; assim também a maternidade espiritual de Maria, que começa em Nazaré, completou-se no Calvário; e lá foi proclamada”.



[1] G. Alberione, Maria: Discepola e Maestra, Id. p. 2.
[2] G. Alberione, Dedicazione del Santurario della Regina degli Apóstoli, in San Paolo, Novembre-Dicembre 1954, p. 3.

Amai-vos uns aos outros

Evangelho do dia: João 15,12-17

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros,
assim como eu vos amei.
Ninguém tem amor maior
do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos,
se fizerdes o que eu vos mando.
Já não vos chamo servos,
pois o servo não sabe o que faz o seu senhor.
Eu chamo-vos amigos,
porque vos dei a conhecer
tudo o que ouvi de meu Pai.
Não fostes vós que me escolhestes,
mas fui eu que vos escolhi
e vos designei para irdes e para que produzais fruto
e o vosso fruto permaneça.
O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome,
ele vo-lo concederá.
Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.
Palavra da Salvação.

Reflexão
Jesus não quer que nós sejamos seus servos, mas seus amigos. O servo trabalha em função do seu salário e não tem nenhum compromisso com o seu senhor além do vínculo do trabalho. O amigo é comprometido com o outro, acredita nos seus valores e luta com ele na conquista de um ideal comum. Assim, quando Jesus nos chama de amigos, ele quer dizer que está compromissado conosco na construção do ideal do Reino de Deus e quer que todos nós também sejamos seus amigos, comprometidos com ele na construção da civilização do amor.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Maria foi Discípula, depois Mestra

PARTE 3
Maria Discípula e Mestra



Para expor seu pensamento sobre o discipulado de Maria, Alberione recorre a uma esplêndida pagina do livro Jesus Mestre, do Padre João Roatta, ao falar da prova de sensibilíssima devoção ao Fundador expressa no Santuário-Basílica Rainha dos Apóstolos, consagrado na conclusão do Ano Mariano, em 1954:
“A função da Virgem-Mãe é aquela de fazer nascer e formar gradualmente Jesus também em todos aqueles que devem “tornarem-se conformes à imagem do seu Filho”. Maria nos está diante como Mãe e Mestra, para nos oferecer um ensaio maravilhoso de como se torna verdadeiros “discípulos” de Cristo, e para nos guiar a construir a pessoa segundo a forma do Verbo.
  Maria de fato é o exemplar suprimo do discipulado, como nos afirma claramente Santo Agostinho: «Para Maria valeu mais o ser discípula de Cristo do que o ser sua Mãe; foi para ela coisa mais feliz o ser discípula sua do que ser Mãe. Por isso Maria era bem-aventurada, porque também, antes de dá-lo à luz, havia carregado em seu seio o Mestre».
É um pensamento que será amplamente desenvolvido por São Bernardo, para nos guiar a estudar as admiráveis disposições da “discípula” perfeita do Altíssimo.
Exemplar perfeito do “discipulado”, Maria se torna o exemplar perfeito do “magistério” ao lado do seu Filho Jesus. Há uma viva relação entre Maria Santíssima e o Mestre da humanidade. Tornada Mãe de Cristo, após ter sido sua “discípula” perfeitíssima, ela se tornou por sua vez Mestra de Cristo, segundo a bela expressão de Santo Efrém: «Ave, ó Maria, que educaste o Cristo comunicador da vida, o Cristo misericordiosíssimo criador e formador de todo o mundo».
Na história pedagógica universal não há nada de mais belo que esta reciprocidade divino-humana, pela qual o eterno Mestre formou para si a Mãe, admirável discípula, para que ela pudesse educá-lo para a forma humana, na qual deveria mostrar-se como Mestre perfeito dos homens.
É por isso que se vai a Jesus Mestre através de Maria, a verdadeira Mestra da humanidade, enquanto educadora de Jesus. Eis a causa da criação de um caloroso ambiente mariano no qual ser perfeitamente dispostos ao encontro com Jesus Cristo”(João Roatta, Jesus Mestre). 

Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Evangelho do dia: Jo 15,9-11

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
Como meu Pai me amou,
assim também eu vos amei.
Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos,
permanecereis no meu amor,
assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai
e permaneço no seu amor.
Eu eu vos disse isto,
para que a minha alegria esteja em vós
e a vossa alegria seja plena.
Palavra da Salvação.


Reflexão
Os mandamentos que Deus nos deu na verdade constituem-se na grande manifestação do seu amor, pois os mandamentos de Deus nos possibilitam a descoberta dos valores que podem fazer o homem verdadeiramente feliz. O cumprimento dos mandamentos tem dois significados: o primeiro é a correspondência ao amor de Deus que nos amou primeiro, e o segundo é trilhar os caminhos para a verdadeira felicidade, pois o amor faz com que permaneçamos unidos a Deus, que é a única fonte da verdadeira alegria, a alegria plena, que é a alegria da perfeita comunhão com aquele que nos ama com amor eterno.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Maria foi discípula, depois Mestra

PARTE 2
Jesus e Maria ao centro dos dois Testamentos



Pouco depois de publicar a Via Humanitatis o Padre Alberione assim resume o caminho para a contemplação do mistério cristão: “A Criação, a promessa do Redentor, a Encarnação, a Vida de Jesus Cristo, a obra da Igreja, a nossa santificação e a vida futura no Céu têm todas um fio de guia: ao centro está Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida; o final a glorificação de Deus: Uno na natureza e Trino nas Pessoas”[1].
Após ainda dez anos de reflexão o Padre Alberione traça este caminho, apresentando seu desenvolvimento em quatro manifestações de Deus em seu plano: “Querendo manifestar-nos a sua glória e tornar outros seres participantes da sua beatitude, mostrou-se como é: Caminho, Verdade e Vida. Realizou e continua realizando esta obra em quatro manifestações: a criação, a revelação, a Igreja, o céu”[2].
E ao expor os vários pontos desse projeto o Bem-aventurado Tiago Alberione faz esta afirmação lapidar: “Jesus e Maria ao centro dos dois Testamentos”[3].
É interessante notar que, em 1959, logo após a publicação desses ensinamentos destinados a servir como um projeto de enciclopédia de Jesus Mestre, Caminho Verdade e Vida, o Padre Alberione se dedicou a estudar e publicar um escrito sobre Maria (Maria, Discípula e Mestra[4]), em que os títulos Mãe, Mestra e Rainha (paralelos aos de Cristo Vida, Verdade e Caminho) recebem a sua luz da consideração de Maria como Discípula: “Maria foi antes discípula e mestra depois”.



[1] G. Alberione, Introduzione, in Stefano Lamera, Gesú Maestro Via Veritá e Vita, , EP, Alba, 1949.
[2] G. Alberione, Ut perfectus sit homo Dei, II 148-161
[3] G. Alberione, Ut perfectus sit homo Dei, II 156.
[4] G. Alberione, Maria: Discepola e Maestra, in San Paolo, Novembre-Dicembre 1959, pp. 1-10.

Eu sou a videira e vós os ramos

Evangelho do dia: Jo 15,1-8

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:
'Eu sou a videira verdadeira
e meu Pai é o agricultor.
Todo ramo que em mim não dá fruto
ele o corta;
e todo ramo que dá fruto,
ele o limpa, para que dê mais fruto ainda.
Vós já estais limpo
por causa da palavra que eu vos falei.
Permanecei em mim
e eu permanecerei em vós.
Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo,
se não permanecer na videira,
assim também vós não podereis dar fruto,
se não permanecerdes em mim.
Eu sou a videira
e vós os ramos.
Aquele que permaneceu em mim, e eu nele,
esse produz muito fruto;
porque sem mim nada podeis fazer.
Quem não permanecer em mim,
será lançado fora como um ramo e secará.
Tais ramos são recolhidos,
lançados no fogo e queimados.
Se permanecerdes em mim
e minhas palavras permanecerem em vós,
pedí o que quiserdes
e vós será dado.
Nisto meu Pai é glorificado:
que deis muito fruto
e vos torneis meus discípulos.
Palavra da Salvação.



Reflexão
O verdadeiro evangelizador tem plena consciência de que ele não atua por suas próprias forças. Também sabe que a missão à qual participa não é uma missão sua ou mesmo humana. Jesus é o grande missionário do Pai e todos nós participamos da tríplice missão de Jesus pela graça do Batismo. Por isso, só podemos produzir frutos para o Reino de Deus, frutos que permanecem para a vida eterna, se estamos unidos a Jesus para participar da sua obra. Se nos separamos de Jesus, deixamos de realizar a obra do Reino para realizar a nossa própria obra, e o resultado disso é o fracasso de todos os nossos esforços.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

terça-feira, 5 de maio de 2015

Maria foi discípula, depois Mestra

PARTE 1
Maria no projeto trinitário


A relação do Bem-aventurado Tiago Alberione com Maria, a Mãe de Jesus, foi tecida, ao mesmo tempo, de devoção, reflexão e ação.
O título que mais amou e propagou foi o de Maria, Rainha dos Apóstolos. Na realidade, este título era inseparável de outros dois: Maria Mãe e Mestra.
Tratava-se de uma herança recebida de Leão XIII, que na encíclica Adjutricem popoli christiani (Auxiliadora do povo cristão – 05/09/1895) havia declarado que a partir do Cenáculo Maria aceitou e cumpriu a sua missão de ajudar «admiravelmente os primeiros fiéis com a santidade do seu exemplo, com a autoridade dos seus conselhos, com a doçura dos seus incentivos, com a eficácia das Suas orações, tornando-se assim verdadeiramente mãe da Igreja e mestra e rainha dos Apóstolos, aos quais comunicou também aqueles divinos oráculos que ela “conservava ciosamente no seu coração”»
É na ação onde transparece de modo tangível a devoção a Nossa Senhora por parte do Padre Alberione, ou seja, em tudo aquilo que ele promoveu para torná-la conhecida, amada e seguida. São numerosos seus escritos marianos. Inspirou a ícone da Rainha dos Apóstolos. Fez o filme “Mater Dei”, primeiro filme italiano inteiramente a cores. Construiu o Santuário Basílica Rainha dos Apóstolos, que cobre uma superfície de 2.883 metros quadrados, ocupa um volume de 109.574 metros cúbicos e tem a altura de 101,47 m., do pavimento ao alto da cúpula, que é a quarta maior da cidade de Roma.
Foi em vista da decoração deste santuário que no Natal de 1947 o Padre Alberione pôs por escrito seus estudos e reflexões marianas, no livrinho O Caminho da Humanidade (em latim: Via Humanitatis - abrev.= VH)[1].
Este título encerra uma verdadeira chave para interpretar o pensamento teológico e mariano do Padre Alberione e constitui, também, a sua proposta de contemplação do mistério cristão, não unicamente ao redor da vida de Cristo (como na via crucis ou nos mistérios do rosário), mas partindo do desígnio trinitário da criação e percorrendo toda a História da Salvação até seu cumprimento final.
O caminho da humanidade é assim traçado no Proemio da Via Humanitatis: “Tudo vem de Deus-Princípio; para voltar a Deus-Fim: para a sua gloria e para a felicidade do homem”.
Mas o Caminho é Cristo Caminho, Verdade e Vida, e é nele que se realiza a adoção e a herança dos filhos de Deus: “O homem e a humanidade per Cristo invisível, na Igreja visível têm todo o bem temporal e eterno. Todos os filhos são esperados na casa do Pai celeste; cada um deles, por Maria, pode encontrar o Caminho-Cristo. Todos a indiquem com espírito de caridade e de apostolado”.
No primeiro quadro da Via Humanitatis o Padre Alberione propõe a seguinte contemplação: “A Santíssima Trindade beatíssima recolhe-se em conselho: do qual nasce o decreto: “Façamos o homem a imagem e semelhança nossa”. Maria Santíssima na mente de Deus é prevista obra-prima da criação. Deus é o primeiro Princípio e o último Fim de toda a criação”.
Encontramos no Documento de Aparecida uma afirmação que resume praticamente o pensamento do Padre Alberione: “A Virgem Maria é a imagem esplêndida da conformação ao projeto trinitário que se cumpre em Cristo. Desde a sua Concepção Imaculada até sua Assunção, recorda-nos que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade, e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos”(N. 141).



[1] G. Alberione, Via Humanitatis, Tip. Figlie di S. Paolo, Roma, dicembre 1959

Maio: mês de Nossa Senhora