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Mostrando postagens de Abril, 2012

A nossa solidariedade com Cristo que sofre

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PAPA JOÃO PAULO II
22ª AUDIÊNCIA GERAL
Quarta-feira, 11 de Abril de 1979
1. Durante a Quaresma, a Igreja, referindo-se às palavras de Cristo, ao que ensinaram os profetas do Antigo Testamento, e à própria tradição de séculos, exorta-nos a uma especial solidariedade com todos quantos sofrem e experimentam dalgum modo a pobreza, a miséria, a injustiça e a perseguição. Disso falámos na quarta-feira passada, continuando as nossas reflexões quaresmais sobre o actual significado da penitência que se exprime por meio da oração, do jejum e da esmola. A exortação à solidariedade, em nome de Cristo, com todas as tribulações e as necessidades dos nossos irmãos, e não apenas com aqueles que entram no raio do nosso olhar e da nossa mão, mas com todos, mesmo com os gritos das almas e dos corpos atormentados, é quase a essência mesma de viver espiritualmente o período da Quaresma na existência da Igreja. Na última semana da Quaresma — depois de tais preparações (e só depois delas) — a Igreja exorta-no…

A esmola: sinal universal de justiça e solidariedade

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JOÃO PAULO II
21ª AUDIÊNCIA GERAL
Quarta-feira, 4 de Abril de 1979
Irmãs e Irmãos caríssimos
1. Desejo voltar mais uma vez aos assuntos das nossas três meditações quaresmais: oração, jejum e esmola; sobretudo a esta última. Se a oração, o jejum e a esmola formam a nossa conversão a Deus, conversão que é expressa de modo mais exacto com o termo grego «metánoia», se elas constituem o principal tema da liturgia quaresmal, um estudo penetrante desta liturgia persuade-nos que a «esmola» ocupa nesta um lugar especial. Procurámos explicá-lo brevemente na quarta-feira passada, apoiando-nos no ensinamento de Cristo e dos Profetas do Antigo Testamento, que ressoa muitas vezes na liturgia quaresmal.
Existe porém a necessidade de actualizar esta matéria, de a traduzir, por assim dizer, não só em linguagem de termos modernos, mas também em linguagem da realidade humana actual: interior e social, ao mesmo tempo. Como se referem à realidade actual as palavras pronunciadas há milhares de anos, num conte…

DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR

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Leituras: Is 50,4-7; 21(22); Fl 2,6-11; Mc 14,1-15,47
AMBIENTE
Marcos procura, no seu Evangelho, apresentar a figura de Jesus de acordo com duas grandes coordenadas. Uma, desenvolvida na primeira parte do Evangelho, apresenta Jesus como o Messias, enviado por Deus aos homens para lhes propor o Reino (cf. Mc 1,14-8,30); outra, tratada na segunda parte do Evangelho, apresenta Jesus como o Filho de Deus, que para cumprir a missão que o Pai lhe confiou tem de passar pela morte, mas a quem Deus ressuscitará (cf. Mc 8,31-16,8). A leitura que hoje nos é proposta é o relato da paixão de Jesus. O relato, inegavelmente fundamentado em acontecimentos concretos, não é uma simples reportagem jornalística da condenação à morte de um inocente; mas é, sobretudo, uma catequese destinada a apresentar Jesus como o Filho de Deus que aceita cumprir o projecto do Pai, mesmo quando esse projecto passa por um destino de cruz. Marcos pretende que os crentes a quem a catequese se destina concluam, como o centur…