Rádio

sábado, 27 de setembro de 2014

São Vicente de Paulo, presbítero



Vicente de Paulo foi, realmente, uma figura extraordinária para a humanidade. Pertencia a uma família pobre, de cristãos dignos e fervorosos. Nasceu em Pouy, França, no dia 24 de abril de 1581.

Na infância, foi um simples guardador de porcos, o que não o impediu de ter uma brilhante ascensão na alta Corte da sociedade de sua época. Aos dezenove anos, foi ordenado padre e, antes de ser capelão da rainha Margarida de Valois, ficou preso durante dois anos nas mãos dos muçulmanos. O mais curioso é que acabou sendo libertado pelo seu próprio "dono", que, ao longo desse período, Vicente conseguiu converter ao cristianismo.

Todos o admiravam e respeitavam: do cardeal Richelieu à rainha Ana da Áustria, além do próprio rei Luís XIII, que fez questão absoluta de que Vicente de Paulo estivesse presente no seu leito de morte.

Mas quem mais era merecedor da piedade e atenção de Vicente de Paulo eram mesmo os pobres, os menos favorecidos, que sofriam as agruras da miséria. Quando Mazarino, em represália às barricadas erguidas pela França, quis fazer o país entregar-se pela fome, Vicente de Paulo organizou, em São Lázaro, uma mesa popular para servir, diariamente, refeições a duas mil pessoas famintas.

Apesar de ter sempre pouco tempo para os livros, tinha-o muito quando era para tratar e dar alívio espiritual. Quando convenceu o regente francês de que o povo sofria por falta de solidariedade e de pessoas caridosas para estenderem-lhe as mãos, o rei, imediatamente, nomeou-o para ser o ministro da Caridade. Com isso, organizou um trabalho de assistência aos pobres em escala nacional. Fundou e organizou quatro instituições voltadas para a caridade: a "Confraria das Damas da Caridade", os "Servos dos Pobres", a "Congregação dos Padres da Missão", conhecidos como padres lazaristas, em 1625, e, principalmente, as "Filhas da Caridade", em 1633.

Este homem prático, firme, dotado de senso de humor, esperto como um camponês, e sobretudo realista, que dizia aos sacerdotes de São Lazaro: "Amemos Deus, irmãos meus, mas o amemos às nossas custas, com a fadiga dos nossos braços, com o suor do nosso rosto", morreu em Paris no dia 27 de setembro de 1660.

Canonizado em 1737, são Vicente de Paulo é festejado no dia de sua morte, pelos seus filhos e sua filhas espalhados nos quatro cantos do mundo. E por toda a sociedade leiga cristã engajada em cuidar para que seu carisma permaneça, pela ação de suas fundações, que florescem, ainda, nos nossos dias, sempre a serviço dos mais necessitados, doentes e marginalizados.

O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,43b-45Naquele tempo:

Todos estavam admirados
com todas as coisas que Jesus fazia.
Então Jesus disse a seus discípulos:
'Prestai bem atenção às palavras que vou dizer:
O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.'
Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia.
O sentido lhes ficava escondido,
de modo que não podiam entender;
e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO
Muitas pessoas encontram dificuldades para compreender o que Jesus nos fala, e essas dificuldades existem porque verdadeiramente não conhecem Jesus e não comungam as suas propostas e os seus valores. A única contribuição que podemos dar para que essas pessoas possam compreender Jesus é, auxiliados pela graça divina, nos lançarmos num verdadeiro trabalho missionário, juntamente com toda a Igreja, no sentido de possibilitar às pessoas um verdadeiro encontro com o Divino Mestre, a fim de que possam de fato conhecê-lo, compreender a sua Palavra e viver o seu Evangelho.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Tu és o Cristo de Deus

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,18-22

Aconteceu que,
Jesus estava rezando num lugar retirado,
e os discípulos estavam com ele.
Então Jesus perguntou-lhes:
'Quem diz o povo que eu sou?'
Eles responderam: 'Uns dizem que és João Batista;
outros, que és Elias; mas outros acham
que és algum dos antigos profetas que ressuscitou.'
Mas Jesus perguntou: 'E vós, quem dizeis que eu sou?'
Pedro respondeu: 'O Cristo de Deus.'
Mas Jesus proibiu-lhes severamente
que contassem isso a alguém.
E acrescentou: 'O Filho do Homem deve sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei,
deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia.'
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO
Jesus não é simplesmente um personagem histórico ou um mero objeto da razão humana, é uma pessoa viva, e uma pessoa só pode ser verdadeiramente conhecida através do encontro e do relacionamento. Só conhece verdadeiramente Jesus quem realiza na sua própria vida a experiência do Ressuscitado presente e atuante na sua história pessoal e comunitária, quem descobre que Cristo não é o sobrenome de Jesus, mas quem ele é verdadeiramente: o Messias, o Ungido de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Deus Encarnado, o Redentor de toda a humanidade. Mas é preciso que a descoberta de tudo isso seja de forma existencial, de modo que essas verdades não sejam um conjunto de palavras teóricas e vazias, mas manifestam o que Jesus significa nas nossas vidas.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Quem é esse homem sobre quem ouço falar essas coisas?

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,7-9

Naquele tempo:
O tetrarca Herodes ouviu falar
de tudo o que estava acontecendo,
e ficou perplexo, porque alguns diziam
que João Batista tinha ressuscitado dos mortos.
Outros diziam que Elias tinha aparecido;
outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado.
Então Herodes disse: 'Eu mandei degolar João.
Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?'
E procurava ver Jesus.
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO
Vemos o surgimento de diferentes formas de misticismo e as diferentes religiões estão se multiplicando por todos os lados. Para nos defender, afirmamos que existem falsos profetas que ficam enganando o povo para ganhar dinheiro e fazer da religião meio de vida. À luz do Evangelho de hoje, podemos analisar este fato. As pessoas falam muitas coisas a respeito de Jesus, embora muitas vezes porque desconhecendo verdade, e esse desconhecimento se dá porque não evangelizamos como devemos e também porque conhecemos a nossa fé de modo superficial, mas não admitimos a nossa ignorância e manifestamos nossa opinião como verdade de fé, basta ver o acúmulo de bobagens que cristãos de meia tigela veiculam na Internet, em sites que afirmam ser católicos , mas que na verdade são caóticos e escondem Jesus.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,1-6

Naquele tempo:
Jesus convocou os Doze,
deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios
e para curar doenças,
enviou-os a proclamar o Reino de Deus
e a curar os enfermos.
E disse-lhes: 'Não leveis nada para o caminho:
nem cajado, nem sacola, nem pão,
nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas.
Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí;
e daí é que partireis de novo.
Todos aqueles que não vos acolherem,
ao sairdes daquela cidade,
sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles.'
Os discípulos partiram e percorriam os povoados,
anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO
O Evangelho de hoje é uma espécie de "Manual do Evangelizador". Ele nos mostra que o evangelizador não age em nome próprio, pois ele não evengeliza por que quer, mas porque é enviado por Deus. Os poderes que tem para evangelizar não são próprios, são recebidos para serem usados em uma finalidade própria. Os bens materiais não podem ser um empecilho para o trabalho, nem podem ofuscar a força do anúncio e do testemunho. A inserção e a participação na vida das pessoas e das famílias é fundamental. Mas o mais importante são os dois objetivos que caracterizam o profetismo: a luta contra toda espécie de mal, que se manifesta na ordem da cura, e a proclamação da presença do Reino de Deus na vida de todas as pessoas.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

terça-feira, 23 de setembro de 2014

São Pio de Pietrelcina, presbítero



Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento" em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinqüenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas.

Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. No ano 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, no ano 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.

Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,19-21

Naquele tempo:
A mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.
Então anunciaram a Jesus:
'Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver.'
Jesus respondeu:
'Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.'
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Coloca a lâmpada no candeeiro, a fim de que todos os que entram, vejam a luz

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,16-18

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
Ninguém acende uma lâmpada
para cobri-la com uma vasilha
ou colocá-la debaixo da cama;
ao contrário, coloca-a no candeeiro,
a fim de que todos os que entram, vejam a luz.
Com efeito, tudo o que está escondido
deverá tornar-se manifesto;
e tudo o que está em segredo deverá tornar-se conhecido
e claramente manifesto.
Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis!
Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais;
e àquele que não tem,
será tirado até mesmo o que ele pensa ter.'
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO

O conhecimento da Palavra de Deus é muito importante, mas não é suficiente para que uma pessoa se torne verdadeiramente cristã. O importante é assumir os valores que estão presentes nela, de modo que a Palavra de Deus se torne vida das pessoas, e assim elas testemunhem esses valores para todos e manifestem o amor de Deus para com seus filhos e filhas. Jesus nos faz uma grave advertência no Evangelho de hoje: "Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis!" Existem doutores na Palavra de Deus, mas que fazem da Palavra de Deus apenas objeto de conhecimento. É claro que o conhecimento da Palavra de Deus é importante, mas devemos ser doutores na sua vivência.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Martírio de São João Batista


A festa da natividade de são João Batista ocorre no dia 24 de junho. Ela faz parte da tradição dos cristãos como esta que celebramos hoje, do martírio de são João Batista. No calendário litúrgico da Igreja, esta comemoração iniciou na França, no século V, sendo introduzida em Roma no século seguinte. A origem da comemoração foi a construção de uma igreja em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João Batista. 

João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no evangelho de são Lucas: "Na verdade vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista". João Batista foi o precursor do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades. 

A ousadia do profeta despertou a ira do rei, que imediatamente mandou prendê-lo. João Batista permaneceu na prisão de Maqueronte, na margem oriental do mar Morto, por três meses. Até que, durante uma festa no palácio daquela cidade, a filha de Herodíades, Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou para o rei e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a exuberância da juventude, o que proporcionou a todos um estonteante espetáculo. 

No final, ainda entusiasmado, o rei Herodes disse que ela poderia pedir o que quisesse como pagamento, porque nada lhe seria negado. Por conselho da mãe, ela pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, a palavra do rei foi mantida. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. O martírio por decapitação de são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

São Pio X, papa


"Um pobre pároco da roça", assim se definia.
Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser padre.

Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e piedosa, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903.

No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo". Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença.

Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples pároco do campo". Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de são Pedro". Quando alguém o chamava de "padre santo", ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família.

No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O seu testamento assim se inicia:"Nasci pobre, vivi pobre e desejo morrer pobre".

O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

100 ANOS DA FAMÍLIA PAULINA



Foi no dia 20 de agosto de 1914, em um momento de oração e a bênção de uma minúscula tipografia que se iniciava a Família Paulina.

Uma grande família para uma grande missão, ou, no dizer de Pe. Tiago Alberione, “uma grande árvore ” com dez ramos.

Apóstolo da Comunicação
Tiago Alberione nasceu em São Lourenço de Fossano, na Itália, no dia 4 de abril de 1884. Na passagem do século 19 para o 20, estando em oração, Alberione sentiu que deveria fazer alguma coisa pelas pessoas do novo século. Foi um profeta que soube responder plenamente aos apelos de Deus. Sua resposta foi de extraordinária fecundidade para a Igreja e para o mundo. Alberione morreu no dia 26 de novembro de 1971 e foi declarado Bem-aventurado no dia 27 de abril de 2003 pelo Papa João Paulo II.

A espiritualidade paulina
A espiritualidade paulina, centrada em \"Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida\", é atualíssima e leva em consideração Jesus em sua totalidade e o ser humano na sua integralidade. Diante dos problemas atuais da humanidade, neste início de século e de milênio, nada melhor que enfrentá-los, buscando iluminação nas palavras e ações de Jesus. Ele sempre tem algo a ensinar, a cada dia, ao homem e à mulher que buscam a vida em plenitude. 

Em Maria, Rainha dos Apóstolos, temos o modelo para o equilíbrio entre a mística da vida e do trabalho apostólico. Ela, a primeira comunicadora de Jesus, é nossa inspiração e síntese de fé.

Paulo é o discípulo apaixonado por Jesus, no qual se inspirou Tiago Alberione. Ele é o nosso exemplo de ação missionária, nosso protetor e pai.

A partir de 1914 e 1915, surge a Família Paulina que concretiza o grande carisma acalentado no coração de Alberione: Viver Jesus Cristo, Mestre e Comunicador, Caminho, Verdade e Vida e anunciá-lo com os mais modernos e eficazes meios que o progresso humano oferecer. Para responder às novas exigências apostólicas vão surgindo através dos anos as diversas Congregações e Institutos da Família Paulina:10 vozes que anunciam o Evangelho

1914 - Sociedade São Paulo – Padres e Irmãos Paulinos
Nós, Paulinos, proclamamos o Reino de Deus na missão específica de anunciar o Evangelho na cultura da comunicação. Fomos fundados em 1914 pelo Bem-aventurado Tiago Alberione, na Itália, e hoje encontramo-nos nos cinco continentes.

Como consagrados, somos chamados a falar ao maior número possível de pessoas de forma atual e profunda. 

Somos Paulinos porque anunciamos o Evangelho do Mestre com a mesma ousadia do nosso pai e inspirador, São Paulo. 

O jovem, quando ingressa numa de nossas comunidades, já vive a missão paulina, de forma concreta, desde a sua chegada. É a missão que nos dá identidade na Igreja. 

Se você acredita que o anúncio do Evangelho com os meios de comunicação pode transformar o mundo, junte-se a nós e seja Paulino também.
Site: www.paulinos.org.br - E-mail: centrovocacional@paulinos.org.br


1915 - Filhas de São Paulo - Irmãs Paulinas
Nós, Irmãs Paulinas, somos chamadas e enviadas para viver e comunicar Jesus Cristo, Mestre Caminho, Verdade e Vida, na cultura da comunicação. Corno Irmãs comunicadoras de Jesus Cristo vivemos e realizamos nossa missão em comunidade. 

Nossa espiritualidade está centrada em Jesus Mestre, em Maria, Rainha dos Apóstolos e em São Paulo apóstolo, de quem aprendemos o ardor missionário. A Eucaristia e a Palavra são fontes para nossa espiritualidade paulina.

Como mulheres consagradas para o anúncio do Evangelho nos colocamos a serviço da Palavra de Deus. O fundador, Bem-aventurado Tiago Alberione nos deixou a herança missionária de fazer dos meios de comunicação nosso lugar e espaço de evangelização. Por isso, ele nos dizia: \"o rádio, a televisão, o microfone, os filmes... são nossos púlpitos (lugares de pregação). Os livros, as mensagens, as músicas, as livrarias são igrejas de onde anunciamos o Evangelho\". Realizamos juntas esta missão, colocando a comunicação a serviço da vida. 

Se você se sente chamada a entregar sua vida por esta causa, comunique-se conosco! 
Acesse nosso blog http://www.blogpaulinas.blogspot.com.br e e-mail: irmaspaulinas@hotmail.com

1917 - União dos Cooperadores Paulinos 
Padre Alberione, além das congregações religiosas e dos institutos, organizou leigos e leigas que estivessem estreitamente ligados à missão e à espiritualidade de suas fundações. 

Os Cooperadores Paulinos ajudaram as congregações nascentes em tudo aquilo que era necessário, participando de sua mística e missionariedade. No pensamento de Padre Alberione, os Cooperadores são benfeitores, sim, mas, ao mesmo tempo, pessoas que compartilham do mesmo ideal com os membros das várias fundações.

É formada por homens e mulheres, jovens e adultos - que acreditam no ideal e no valor do carisma paulino e prolongam, nos mais variados ambientes, os múltiplos apostolados da Família Paulina.

São chamados a viver o apostolado paulino em todas as dimensões: catequese, redação, inserção nos meios de comunicação, evangelização, inserção nas diversas pastorais, acreditando que o carisma paulino é atual e urgente e constitui um grande desafio para o mundo de hoje.
E-mail: cooperadores@paulinas.com.br

1924 - Discípulas do Divino Mestre
Nós, Irmãs Discípulas do Divino Mestre, cultivamos uma espiritualidade litúrgica, centrada na pessoa de Jesus Mestre que se faz presente na Palavra, na Eucaristia e na comunidade reunida. Assim como Maria e o apóstolo Paulo, vivemos nossa consagração em comunidades de oração e de atividades apostólicas, no seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida. Nossa missão na Igreja se insere no amplo horizonte do sacerdócio dos batizados, dos ministérios litúrgicos e da pastoral litúrgica. Essa missão acontece também através da formação litúrgica e da produção de subsídios que colocam a arte e a criatividade a serviço da Liturgia. 

Se você sente no coração o desejo de consagrar sua vida a Deus, seguindo Jesus, venha nos conhecer, venha partilhar da nossa vida e da nossa missão. 
E-mail: vocacional@piasdiscipulas.org.br 

1938 - Irmãs de Jesus Bom Pastor (Irmãs Pastorinhas) 
Nós, Irmãs de Jesus Bom Pastor, temos como centro de nossas vidas a pessoa de Jesus Bom Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Alimentamo-nos da Palavra de Deus e da Eucaristia. Vivemos em pequenas comunidades a consagração religiosa, a vida de oração, a partilha de vida e dos bens e a missão comum.

Com um carisma bem definido, participamos da missão de Cristo Pastor, na edificação e no crescimento das comunidades cristãs, em colaboração e reciprocidade com os padres, bispos e leigos na Igreja. 

Movidas pela compaixão do Jesus Bom Pastor, vivemos com simplicidade e disponibilidade nos lugares mais necessitados de evangelização, atuamos no anúncio da Palavra de Deus, na orientação bíblica, na catequese e liturgia, na formação de agentes de pastorais, nos movimentos populares e projetos sociais...

Você se sente atraída por esta missão? Entre em contato conosco! Venha ser Irmã Pastorinha, colocando sua vida a serviço de Deus e dos irmãos e irmãs na missão Pastoral. 
E-mail: vocacional@irmaspastorinhas.com.br

1959 - Instituto Rainha dos Apóstolos (Irmãs Apostolinas) 
No seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, sob o olhar da Rainha dos Apóstolos e no espírito de São Paulo, nós, Irmãs Apostolinas, somos chamadas e enviadas a anunciar o Deus que chama \"consumindo a vida pelas vocações\". 

Em nossa atuação pastoral, buscamos despertar a consciência de que todos somos vocacionadas e vocacionados. Ajudamos e acompanhamos as pessoas na descoberta e vivência de sua vocação e ministério na Igreja e no mundo para que o Reino de Deus aconteça entre nós. 

Na simplicidade, na fraternidade e na oração realizamos nossa missão por meio de encontros e retiros vocacionais, orientação vocacional, semanas vocacionais, exposição vocacional, experiência de oração, formação de lideranças, participação nas equipes de Pastoral Vocacional e por meio do Centro Vocacional. 

A você jovem, aberta à vida, ao amor, ao compromisso vocacional, o nosso convite: venha juntar-se a nós consagrando sua vida pelas vocações!
E-mail: apostolinas@hotmail.com

1960 - Institutos Seculares: 

Padre Alberione, em sua preocupação apostólica, buscou contemplar todas as pessoas. Assim deu início aos Institutos de Vida Secular Consagrada e à União dos Cooperadores Paulinos.

Instituto São Gabriel Arcanjo - Gabrielinos
É destinado a homens solteiros que, como leigos consagrados, exercem sua missão na sociedade, usando dos meios que têm ao seu alcance para tornar conhecido Jesus Mestre. 

Instituto Nossa Senhora da Anunciação - Anunciatinas 
Destina-se a mulheres que se consagram a Deus no ambiente da própria família. As Anunciatinas realizam sua missão onde vivem, tendo como suporte espiritual a herança deixada pelo Bem-aventurado Tiago Alberione.

Instituto Jesus Sacerdote
Destina-se a sacerdotes diocesanos que aspiram viver a espiritualidade e missão paulinas e proclamam, onde se encontram, nuanças dessa vivência.

Instituto Sagrada Família
Tem como fim a santificação da vida conjugal e familiar. Cada casal que participa do Instituto acolhe o dom dos votos de pobreza, castidade e obediência e busca testemunhar o Evangelho no ambiente onde vive e age.
E-mail: institutospaulinos@paulinos.org.br

Agradeça conosco este grande dom de Deus!
Irmã Patrícia Silva, fsp

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Hora da Vida" 2014 propõe celebrar a dignidade da pessoa humana

A edição 2014 traz como tema de reflexão "Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas", propondo sete encontros, com diferentes abordagens.

Brasília,  (Zenit.orgRedacao

Em sua 4ª edição, o subsídio “Hora da Vida” é convite à sociedade para a celebração da Semana Nacional da Vida, de 1º a 7 de outubro, e Dia do Nascituro, comemorado na quarta-feira, 8.  Trata-se de uma mobilização em todo o país, com intensa programação nas dioceses, paróquias e comunidades, com objetivo de propor a sociedade debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até seu fim natural.
De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, “compreender e admirar são passos necessários para acolher e respeitar a vida, para superar a visão da cultura dominante que tende a banalizar e a considerar de maneira superficial”.
A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da CNBB. O Dia do Nascituro celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. Visando auxiliar na organização e vivência das atividades de evangelização destas datas, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar oferecem o subsídio “Hora da Vida” 2014.
A edição 2014 traz como tema de reflexão “Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas”, propondo sete encontros, com diferentes abordagens.  O primeiro tema é “Vida e cultura do encontro”, tendo como base os ensinamentos da primeira Exortação Apostólica do papa Francisco, “Evangelli Gaudium”. Outras temáticas são sugeridas para as reuniões em grupos como responsabilidade política e social, educação para o amor, memória e gratidão; todos eles voltados para a reflexão sobre a vida.
Dom Petrini explica que o material “constitui em uma preciosa ajuda para compreender; com fundamento em conhecimentos científicos e teológicos, a beleza da vida, sua grandeza e dignidade, seu incomparável amor; numa linguagem acessível, mesmo para quem não é especialista”.
Santificar a vida
O “Hora da Vida” deste ano tem a colaboração da Comissão da Pastoral Familiar do regional Sul 4 da CNBB. No texto de apresentação, o bispo de Caçador (SC) e referencial da Pastoral Familiar, dom Severino Clasen, explica sobre o tema escolhido. “Queremos uma pátria livre de opressão, contra toda espécie de exploração e atitudes que machucam a vida”. O bispo lembrou que todos são “chamados a cuidar e preservar a vida como dom maior”, e ainda, “santificar a vida”.         
O material contém discursos e homilias do papa Francisco sobre a missão e a vida, além de reflexão do pontífice a respeito da proteção do nascituro. As comunidades contam com sugestões de celebrações e roteiros de vigílias de oração, bênção para crianças, pessoa idosa e enfermas. A Comissão Nacional orienta que se organizem reuniões familiares, comunitárias e de grupos, em todos os ambientes para aprofundar o valor único e próprio da vida. Outras iniciativas podem ser promovidas na cidade como caminhadas, seminários de estudos, fóruns de debates, entre outros.
Como adquirir
O subsídio está disponível para venda com os casais coordenadores paroquias, diocesanos e regionais da Pastoral Família e pelo site www.lojacnpf.org.br. Pedidos também podem ser feitos pelos telefones (61) 3443 2900 / Fax: (61) 3443-4999 ou por e-mail vendas@cnpf.org.br
(Fonte: Comissão Nacional da Pastoral Familiar - CNPF)

Vaticano: judeus, cristãos e muçulmanos demonstraram que a convivência pacífica é possível

Momento histórico nos jardins do Vaticano: as três delegações rezaram uma ao lado da outra, cada qual conforme a tradição da sua religião
Por Sergio Mora
CIDADE DO VATICANO, 09 de Junho de 2014 (Zenit.org) - No entardecer deste domingo, 8 de junho de 2014, os jardins do Vaticano registraram um acontecimento excepcional: pela primeira vez na história, os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Palestina, Mahmud Abbas, se reuniram para rezar pela paz, a convite do papa Francisco, em pleno Vaticano. Estavam presentes também o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, e o custódio da Terra Santa, o padre franciscano Pierbattista Pizzaballa.
O Santo Padre fez o convite no dia 25 de maio, durante a sua viagem à Terra Santa. Na Palestina, ele disse, surpreendendo o mundo: “Senhor presidente Mahmoud Abbas, neste lugar, onde nasceu o Príncipe da Paz, eu desejo convidar o senhor e o presidente Shimon Peres a elevarmos juntos uma intensa oração, pedindo a Deus o dom da paz. Ofereço a minha casa no Vaticano para acolher este encontro de oração”.
Neste domingo, 8 de junho, pouco depois das 18 horas, o Santo Padre recebeu os presidentes em sua residência na Casa Santa Marta. Após a recepção privada de cada um, os mandatários se reuniram no hall de entrada, onde, sem que estivesse programado, trocaram um abraço. Uniu-se a eles o patriarca Bartolomeu. Da Casa Santa Marta, todos se dirigiram de carro, juntos, até o local da celebração: um espaço dos jardins vaticanos entre a chamada “Casina Pio IV” e a área dos Museus do Vaticano. Participaram da cerimônia, ainda, dois amigos de longa data do papa argentino, o rabino Abraham Skorka e o líder muçulmano Abbud Omar, que, junto com Bergoglio, empreenderam há muitos anos, ainda em Buenos Aires, este caminho do diálogo inter-religioso.
O início do encontro de oração pela paz foi às 19 horas (horário de Roma), com uma abertura musical. “Nosso Senhor lhes conceda a paz! Viemos a este lugar, israelenses e palestinos, judeus, cristãos e muçulmanos, para oferecer a nossa oração pela paz, pela Terra Santa e por todos os seus habitantes”, proclamou-se na introdução.
O encontro teve três momentos: louvor, perdão e invocação de paz, seguidos por uma conclusão.
A oração da delegação judia
O salmo número oito de Davi abriu a oração dos representantes judeus; vieram a seguir o salmo 147 e o Hino ao Onipotente. Depois de um intervalo musical, realizou-se o pedido de perdão recitado em hebraico, seguido pelo salmo 25 e pelo salmo 130. Encerrou-se esta parte da cerimônia com uma meditação musical judaica.
A oração da comunidade cristã
A comunidade cristã realizou a sua prece começando com um agradecimento pela criação, em inglês, seguido pela leitura do salmo 8 e pela leitura do livro de Isaías.
“Rezemos: Deus Pai Onipotente, nós, aqui reunidos, vossos filhos judeus, cristãos e muçulmanos, vos reconhecemos como nosso Criador. Vimos dar-vos graças pela beleza e maravilha da vossa criação".
Seguiu-se um intervalo musical. A segunda parte da oração cristã começou com um pedido de perdão recitado em italiano, com a leitura de uma oração de João Paulo II: “... Rezemos para que, contemplando Jesus, nosso Senhor e nossa paz, os cristãos sejam capazes de arrepender-se das palavras e das atitudes causadas pelo orgulho e pelo ódio, pelo desejo de dominar os outros, pela inimizade para com os membros de outras religiões e para com os grupos mais frágeis da sociedade, como migrantes e itinerantes. Rezemos por todos aqueles que sofreram atos contrários à dignidade humana e por aqueles cujos direitos foram pisoteados”.
“Concedei que os nossos progenitores, nossos irmãos e irmãs, e todos nós, vossos servidores, que, por graça do Espírito Santo, nos dirigimos a vós com arrependimento sincero, possamos sentir a vossa misericórdia e receber o perdão dos nossos pecados. Nós vos pedimos por meio de Cristo, nosso Senhor. Amém”.
Após uma pausa de silêncio, seguiu-se a oração: “Deus Pai Onipotente, dai-nos a graça de apresentar-nos humildemente diante de vós e de implorar o vosso perdão por termos ofendido a vós e os nossos irmãos e irmãs. Nós não fomos custódios da vossa criação, especialmente em vossa Terra Santa. Empreendemos guerras, cometemos violência, ensinamos o desprezo pelos nossos irmãos e irmãs, ofendendo profundamente a vós, ó Pai de todos nós. Dai-nos a graça de nos empenharmos novamente para agir com justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente com nosso Deus, por meio de Cristo, nosso Senhor. Amém”.
Depois de mais um breve intervalo musical, veio a invocação de paz, em árabe, iniciada pela leitura da oração de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz”.
A oração da comunidade muçulmana
“Seja louvado Deus, que criou o céu e a terra, que transformou as trevas em luz, que fez surgir todas as coisas do nada...”. Assim começou a oração islâmica, terminada com outro intervalo musical, após o qual foi feita a invocação pela paz, em árabe e encerrada com uma última interpretação musical muçulmana.
O evento foi concluído com as palavras do papa Francisco: shalom, paz, salam. Seguiram-se as palavras dos dois presidentes, todas em favor da paz, culminadas com um aperto de mãos. Juntos, Francisco, Peres e Abbas plantaram uma pequena oliveira, como símbolo do desejo de paz entre os povos palestino e israelense.
Fonte: zenit.org

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Nos fará bem pedir ao Senhor que nos dê o dom da fortaleza

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 14 de Maio de 2014

Refletimos nas catequeses passadas sobre os primeiros três dons do Espírito Santo: a sabedoria, o entendimento e o conselho. Hoje pensemos naquilo que o Senhor faz: Ele vem sempre para nos apoiar na nossa fraqueza e faz isto com um dom especial: o dom da fortaleza.
1. Há uma parábola, contada por Jesus, que nos ajuda a acolher a importância deste dom. Um semeador sai para semear; nem toda a semente que espalha, porém, dá fruto. Aquilo que acaba pelo caminho é comido pelos pássaros; aquilo que cai em terreno rochoso ou em meio a espinhos semeia, mas logo é secado pelo sol ou sufocado pelos espinhos. Somente aquilo que termina em terreno bom pode crescer e dar fruto (cfr Mc 4, 3-9 // Mt 13, 3-9 // Lc 8, 4-8). Como o próprio Jesus explica aos seus discípulos, este semeador representa o Pai, que espalha abundantemente a semente da sua Palavra. A semente, porém, muitas vezes encontra a aridez do nosso coração e, mesmo quando é acolhida, corre o risco de permanecer estéril. Com o dom da fortaleza, em vez disso, o Espírito Santo liberta o terreno do nosso coração, liberta-o do torpor, das incertezas e de todos os nossos medos que possam impedi-Lo, de modo que a Palavra do Senhor seja colocada em prática, de modo autêntico e alegre. É uma verdadeira ajuda este dom da fortaleza, dá-nos força, liberta-nos também de tantos impedimentos.
2. Há também momentos difíceis e situações extremas nas quais o dom da fortaleza se manifesta de modo extraordinário, exemplar. É o caso daqueles que se encontram diante de experiências particularmente duras e dolorosas, que perturbam suas vidas e de seus entes queridos. A Igreja resplandece com o testemunho de tantos irmãos e irmãs que não exitaram em dar a própria vida para permanecerem fiéis ao Senhor e ao seu Evangelho. Mesmo hoje não faltam cristãos que em tantas partes do mundo continuam a celebrar e a testemunhar a sua fé, com profunda convicção e serenidade, e resistem mesmo quando sabem que isso pode comportar um preço mais alto. Também nós, todos nós, conhecemos pessoas que viveram situações difíceis, tantas dores. Pensemos naqueles homens, naquelas mulheres que levam uma vida difícil, lutam para levar adiante a família e educar os filhos: fazem tudo isso porque há o espírito de fortaleza que os ajuda. Quantos homens e mulheres – nós não sabemos seus nomes – que honram nosso povo, nossa Igreja, porque são fortes: fortes em levar adiante sua vida, sua família, seu trabalho, sua fé. Estes nossos irmãos e irmãs são santos, santos no cotidiano, santos escondidos em meio a nós: têm justamente o dom da fortaleza para poder levar adiante o seu dever de pessoas, de pais, de mães, de irmãos, de irmãs, de cidadãos. Temos tantos! Agradeçamos ao Senhor por estes cristãos que são de uma santidade escondida: é o Espírito Santo que têm dentro que os leva adiante! E nos fará bem pensar nessas pessoas: se elas fazem tudo isso, se elas podem fazê-lo, por que não eu? E nos fará bem também pedir ao Senhor que nos dê o dom da fortaleza.
3. Não é preciso pensar que o dom da fortaleza seja necessário somente em algumas ocasiões, ou em situações particulares. Este dom deve constituir um pano de fundo do nosso ser cristão, na ordinariedade da nossa vida cotidiana. Como disse, em todos os dias da vida cotidiana devemos ser fortes, temos necessidade desta fortaleza, para levar adiante a nossa vida, a nossa família, a nossa fé. O apóstolo Paulo disse uma frase que nos fará bem ouvir: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4, 13). Quando enfrentamos a vida ordinária, quando vêm as dificuldades, recordemos isto: “Tudo posso naquele que me fortalece”. O Senhor nos dá a força, sempre, não a deixa faltar. O Senhor não nos dá uma prova maior do que podemos tolerar. Ele está sempre conosco. “Tudo posso naquele me fortalece”.
Queridos amigos, às vezes podemos ser tentados a nos deixar levar pela preguiça ou, pior, pelo desânimo, sobretudo diante dos cansaços e das provações da vida. Nestes casos, não vamos desanimar, invoquemos o Espírito Santo para que, com o dom da fortaleza, possa aliviar o nosso coração e comunicar nova força e entusiasmo na nossa vida e no nosso seguimento a Jesus.
(Trad.:Canção Nova)

SÃO MATIAS, APÓSTOLO


No capítulo I dos Atos dos Apóstolos vem narrada a eleição desse apóstolo, chamado a recompor o número dos Doze, após a defecção de Judas Iscariotes. Pedro sugeriu o método já posto em prática no Antigo Testamento: tirar a sorte entre dois candidatos. Eram estes José, cognominado o Justo, e Matias. Ambos preenchiam os requisitos para a missão apostólica.
“É necessário, pois, que, destes homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, a começar pelo batismo de João até o dia em que nos foi arrebatado, haja um que se torne conosco testemunha de sua ressurreição.” Antes de tirar a sorte, os apóstolos pediram: “Mostra, Senhor, qual foi que escolheste”. 
A sorte recaiu em Matias.
É conveniente saber que, antes de fazer parte do reduzido grupo dos apóstolos, reunidos à espera de Pentecostes, o escolhido seguiu Jesus desde o começo de sua vida pública, em meio ao grupo dos discípulos cujo número aumentava, e dia após dia foi testemunha da ressurreição. Depois da descida do Espírito Santo, igualmente para o apóstolo Matias teve início a missão de pregar o Evangelho na Judéia. Mas desde esse momento não houve mais notícias a seu respeito.
A tradição faz chegar até nós a imagem de um ancião, que segura uma alabarda — símbolo de seu martírio. Mas não é certo que tenha morrido mártir, assim como não se pode comprovar que haja morrido em Jerusalém — ou que santa Helena tenha levado suas relíquias a Tréveris, sob a guarda da abadia que traz seu nome.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Homilia do papa na Casa Santa Marta: é Deus quem evangeliza, não a burocracia

O papa Francisco nos pede docilidade ao Espírito Santo, diálogo e confiança na graça

Cidade do Vaticano,  (Zenit.orgRedacao | 217 visitas

Em sua homilia na missa desta quinta-feira na Casa Santa Marta, o papa Francisco recordou que “quem faz a evangelização é Deus”, contrapondo esta verdade ao excesso de burocratização que pode obstaculizar a aproximação das pessoas de Deus.
O Santo Padre destacou o modelo seguido pelo apóstolo Felipe, que, como indicam os Atos dos Apóstolos, ressalta três qualidades cristalinas de um cristão: a docilidade ao Espírito Santo, o diálogo e a confiança na graça.
O primeiro caso acontece quando o Espírito Santo pede que Felipe interrompa as suas atividades e vá atrás da carruagem em que o ministro da rainha da Etiópia está viajando entre Jerusalém e Gaza.
“Felipe obedece, é dócil à palavra do Senhor. Sem dúvida, ele teve que deixar de lado muitas coisas que tinha para fazer, porque os apóstolos, naqueles tempos, estavam muito ocupados com a evangelização. Ele deixa tudo de lado e vai. E isso nos faz ver que, sem esta docilidade à voz de Deus, ninguém pode evangelizar, ninguém pode anunciar Jesus Cristo, ou, no máximo, vai anunciar a si mesmo. É Deus quem chama, é Deus quem coloca Felipe no caminho. E Felipe vai, é dócil”.
O encontro com o ministro etíope é, para Felipe, uma ocasião de anúncio do evangelho. Mas este anúncio, explicou Francisco, não é um ensinamento que chega do alto, uma imposição. É um diálogo que o apóstolo tem o cuidado de iniciar, respeitando a sensibilidade espiritual do seu interlocutor, que está lendo, mas sem conseguir entender, uma passagem do profeta Isaías.
“Não podemos evangelizar sem dialogar, não podemos. Porque temos que partir justamente de onde está a pessoa que tem que ser evangelizada”.
O papa recorda que alguém poderia dizer: “Mas assim perdemos muito tempo, porque cada um tem a sua história, tem as suas ideias...”. E Francisco observa: “Deus perdeu mais tempo na criação do mundo e fez um grande trabalho”.
Ele nos pede “perder o tempo com a outra pessoa, porque é aquela pessoa que Deus quer que nós evangelizemos, que lhe demos a notícia de que Jesus é o mais importante. Mas do jeito que essa pessoa é agora, não do jeito que deverá ser”.
As palavras de Felipe suscitam no ministro etíope o desejo de ser batizado e, no primeiro curso d’água, é o que acontece. Felipe batiza o etíope, “o põe nas mãos de Deus e da sua graça”. E o papa completa: o ministro passará a transmitir a fé e “talvez isto nos ajude a entender melhor que quem faz a evangelização é Deus”.
O Santo Padre nos convidou a meditar sobre esses três momentos da evangelização: a docilidade para evangelizar e fazer o que Deus nos manda; o diálogo com as pessoas, que precisa partir do contexto em que elas estão; e terceiro, confiar na graça: é mais importante a graça do que toda a burocracia.
Francisco nos incentivou, finalmente, a recordar que “nós, na Igreja, muitas vezes somos uma empresa que fabrica impedimentos para as pessoas chegarem à graça. Que nosso Senhor nos faça entender isso”.

Fonte: http://www.zenit.org/pt/articles/homilia-do-papa-na-casa-santa-marta-e-deus-quem-evangeliza-nao-a-burocracia

terça-feira, 6 de maio de 2014

Homilia do papa Francisco na Casa Santa Marta: A Igreja é fecunda e mãe quando dá testemunho de Jesus Cristo

Nesta terça-feira, o Santo Padre recorda que a Igreja não é uma universidade da religião

Cidade do Vaticano,  (Zenit.orgRedação

O cristão que não dá testemunho se torna estéril, disse o Santo Padre na missa celebrada hoje de manhã na capela da Casa Santa Marta. Durante a homilia, Francisco refletiu sobre o martírio de Santo Estêvão, narrado nos Atos dos Apóstolos.
O papa indicou que a Igreja não é "uma universidade da religião", mas sim o povo que segue Jesus: só assim "ela é fecunda e mãe".
"O martírio de Estêvão deriva do martírio de Jesus", observou Francisco. O Santo Padre percorreu o caminho que levou o primeiro mártir da Igreja até a morte. Ele também, como Jesus, tinha se visto diante dos "ciúmes dos dirigentes que queriam eliminá-lo", disse o papa. Também contra ele há "falsos testemunhos", um "julgamento feito um pouco depressa". E Estêvão lhes diz, como Jesus tinha dito, que eles estão resistindo ao Espírito Santo.
O papa considerou que "aquela gente não estava tranquila, não estava em paz no próprio coração". Eles "tinham ódio" no coração. Francisco explicou que "esse ódio foi semeado no coração deles pelo diabo", "é o ódio do demônio contra Cristo"; um ódio "que fez o que quis com Jesus na sua Paixão e que agora repete o mesmo com Estêvão". E, no martírio, podemos ver claramente "essa luta entre Deus e o demônio".
Por outro lado, Jesus tinha dito aos seus que eles deviam se alegrar por ser perseguidos por causa do seu nome: "Ser perseguido, ser mártir, dar a vida por Jesus é uma das bem-aventuranças", recordou. Por isso, "o demônio não pode ver a santidade de uma Igreja ou a santidade de uma pessoa sem tentar fazer alguma coisa contra". E é isso o que ele faz com Estêvão, mas "ele morre como Jesus: perdoando".
O pontífice explicou que "martírio é a tradução da palavra grega que também significa testemunho. Podemos dizer que, para um cristão, o caminho segue as pegadas desse testemunho, as pegadas de Jesus para dar testemunho dele e, muitas vezes, esse testemunho acaba dando a vida. Não podemos entender um cristão sem que ele seja testemunha, sem que ele dê testemunho. Nós não somos uma religião de ideias, de pura teologia, de coisas bonitas, de mandamentos. Não, nós somos um povo que segue Jesus Cristo e dá testemunho, mas quer dar testemunho de Jesus Cristo. E esse testemunho, algumas vezes, chega a dar a vida".
Lemos nos Atos dos Apóstolos que, quando Estêvão foi morto, "começou uma violenta perseguição contra a Igreja de Jerusalém". O papa explicou que essas pessoas "se sentiam fortes e o demônio as impulsionava a fazer isso"; e, assim, "os cristãos se dispersaram na região da Judeia e da Samaria".
O papa prosseguiu a homilia indicando que as perseguições fizeram com que essa "gente fosse para longe" e, em todo lugar que chegava, como conta a Escritura, dava testemunho de Jesus. Foi assim que "começou" a "missão da Igreja". E muitos se convertiam escutando essa gente. Francisco recordou que um dos Padres da Igreja explicava isto dizendo que "o sangue dos mártires é a semente dos cristãos".
"O testemunho, tanto na vida cotidiana como no meio das dificuldades, perseguições, com a morte, é sempre fecundo. A Igreja é fecunda e mãe quando dá testemunho de Jesus Cristo. Mas quando a Igreja se fecha em si mesma, ela se acha, digamos assim, uma 'universidade da religião', com muitas ideias bonitas, com muitos templos, com muitos museus bonitos, com muitas coisas bonitas, mas não dá testemunho, se torna estéril. Com o cristão acontece o mesmo. O cristão que não dá testemunho se torna estéril, sem dar a vida que recebeu de Jesus Cristo".
Falando da figura de Estêvão, o papa destacou que ele "estava cheio de Espírito Santo" e advertiu que "não se pode dar testemunho sem a presença do Espírito Santo em nós". "Nos momento difíceis, em que temos que escolher o caminho justo, em que temos que dizer 'não' a tantas coisas que, talvez, tentam nos seduzir, nós podemos contar com a oração ao Espírito Santo e Ele nos torna fortes para seguirmos este caminho do testemunho", encorajou o papa.
Para concluir, o pontífice perguntou: "Pensando hoje nesses dois ícones, Estêvão, que morre, e as pessoas, os cristãos, que fogem da violenta perseguição e vão para toda parte, vamos nos perguntar: como é o meu testemunho? Sou um cristão que é testemunha de Jesus ou sou um simples numerário desta seita? Sou fecundo porque dou testemunho ou permaneço estéril porque não sou capaz de deixar que o Espírito Santo me leve adiante na minha vocação cristã?".
Fonte: http://www.zenit.org/pt/articles/homilia-do-papa-francisco-na-casa-santa-marta-a-igreja-e-fecunda-e-mae-quando-da-testemunho-de-jesus

segunda-feira, 5 de maio de 2014

CNBB abre inscrições para primeira Missão Jovem na Amazônia

Comissões Episcopais para Juventude pretendem despertar iniciativas missionárias de católicos no Brasil

Brasília,  (Zenit.orgLilian da Paz

Estão abertas as inscrições para a Missão Jovem na Amazônia. Inspiradas pelo apelo do Papa Francisco na JMJ 2013 - ‘Ide, sem medo, para servir’ – as Comissões Episcopais para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), decidiram organizar este grande chamado missionário.
A ideia da missão jovem veio também da realização de um seminário sobre o tema, realizado em 2012, ainda em preparação para a Jornada do Rio de Janeiro. A concretização do projeto veio no fim do ano passado com o 1º Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, em que diversas dioceses tiveram a oportunidade de se candidatarem para receber uma missão juvenil.
As dioceses escolhidas para a primeira edição da Missão Jovem na Amazônia foram Roraima, Coari, Borba e Parintins (estas três últimas na Amazônia). Estas Igrejas locais vão receber 60 jovens selecionados de todas as regiões do país. Os escolhidos passarão por formação online e presencial, sendo enviados à missão na primeira quinzena de dezembro, ainda neste ano. Durante 10 dias estes jovens vão viver a realidade das dioceses da Missão, levando o amor de Cristo. 
Com o término da missão, os jovens se reúnem para uma avaliação em Manaus (AM) entre os dias 13 e 15 de dezembro. Lá eles irão partilhar as experiências vividas e vão redigir uma carta destinada à Igreja no Brasil com intuito de fomentar outras iniciativas como essa, animando o caráter missionário dos católicos no país.
Quem quiser participar da Missão deve ter entre 18 e 35 anos de idade. As inscrições podem ser feitas pelo endereço eletrônico www.jovensconectados.org.br/missao-jovem-na-amazoniaaté as 23 horas e 59 minutos do dia 31 de maio.
Fonte: http://www.zenit.org/pt/articles/cnbb-abre-inscricoes-para-primeira-missao-jovem-na-amazonia

Homilia do papa na Casa Santa Marta: cristãos sem vaidade e sem sede de poder e dinheiro

Francisco afirma que é preciso seguir o Senhor com retidão de intenção

Cidade do Vaticano,  (Zenit.orgRedacao

Há pessoas na Igreja que seguem Jesus por vaidade ou por sede de poder e dinheiro. Que nosso Senhor nos dê a graça de segui-lo só por amor. Esta foi a mensagem do papa Francisco extraída das leituras de hoje e explicada na homilia da missa celebrada na capela da Casa Santa Marta.
No evangelho do dia, Jesus repreende a multidão que o procura porque tinha se saciado depois da multiplicação dos pães e dos peixes. O Santo Padre nos convidou a perguntar se seguimos o Senhor por amor ou para ter alguma vantagem. “Porque nós somos todos pecadores e sempre existe algo de interesse que tem que ser purificado no seguimento de Jesus. Temos que trabalhar interiormente para segui-lo por causa dele mesmo, por amor. Jesus alude a três atitudes que não são boas para segui-lo ou para buscar a Deus. A primeira é a vaidade”. Em particular, explicou o pontífice, ela aparece nos dirigentes religiosos que dão esmola ou jejuam para aparecer.
“Eles gostavam de se exibir e se comportavam como verdadeiros pavões! Eram assim. E Jesus diz: ‘Não, não pode ser assim. Não pode. A vaidade não faz bem’. E, algumas vezes, nós fazemos as coisas tentando nos mostrar um pouco, procurando a vaidade. A vaidade é perigosa, porque nos faz cair imediatamente no orgulho, na soberba, e, depois, tudo termina nisso. Eu me pergunto: Como é que eu sigo Jesus? As coisas boas que eu faço, faço escondidas ou gosto que todo o mundo me veja?”.
“E também penso em nós, os pastores, porque um pastor que é vaidoso não faz bem ao povo de Deus”. Pode ser um sacerdote, um bispo, mas, se ele “gosta da vaidade”, então “não segue Jesus”.
“A outra coisa que Jesus repreende em quem o segue é o poder. Alguns seguem Jesus, mas ‘só um pouco’, não com plena consciência, um pouco inconscientemente. Porque eles procuram o poder. O caso mais claro é o de João e Tiago, os filhos de Zebedeu, que pediam a Jesus a graça de ser o primeiro-ministro e o vice-primeiro-ministro quando chegasse o Reino. E na Igreja há muitos ‘arrivistas’! Há muitos que usam a Igreja para subir… Se é isso que você quer, faça alpinismo: é mais saudável! Mas não venha à Igreja tentar subir! E Jesus repreende esses arrivistas que procuram o poder”.
“Só quando vem o Espírito Santo é que os discípulos mudam. Mas o pecado em nossa vida cristã permanece e seria bom nos perguntarmos: Como é que eu sigo Jesus? Só por Ele, até a cruz, ou procuro o poder e uso um pouco a Igreja, a comunidade cristã, a paróquia, a diocese para ter um pouco de poder?”.
“A terceira coisa que nos afasta da retidão de intenções é o dinheiro”.
“Quem segue Jesus por dinheiro tenta se aproveitar economicamente da paróquia, da diocese, da comunidade cristã, do hospital, do colégio… Pensemos na primeira comunidade cristã, que teve essa tentação: Simão, Ananias e Safira… Essa tentação existiu desde o começo e nós conhecemos tantos bons católicos, bons cristãos, amigos, benfeitores da Igreja, inclusive com condecorações várias… Muitos! Mas, depois, descobrimos que eles fizeram negócios um pouco obscuros: eram verdadeiros especuladores e ganharam muito dinheiro! Eles se apresentavam como benfeitores da Igreja, mas recebiam muito dinheiro e nem sempre era dinheiro limpo”.
“Peçamos ao Senhor a graça do Espírito Santo de ir atrás dele com retidão de intenção: só por Ele. Sem vaidade, sem desejos de poder e sem desejos de dinheiro”.

Fonte: http://www.zenit.org/pt/articles/homilia-do-papa-na-casa-santa-marta-cristaos-sem-vaidade-e-sem-sede-de-poder-e-dinheiro

domingo, 4 de maio de 2014

3º DOMINGO DA PÁSCOA

1ª LEITURA: At 2,14.22-23
SALMO 15(16)
2ª LEITURA: 1Pd1,17-21
EVANGELHO: Lc 24,13-35



A liturgia de hoje nos conscientiza de que Jesus, apesar – e por meio – de seu sofrimento e morte, é aquele que realiza plenamente o que a experiência de Deus no Antigo Testamento já deixou entrever, aquilo que se reconhece nas antigas Escrituras quando se olha para trás à luz do que aconteceu a Jesus. Ao tomarmos consciência disso, brota-nos, como nos discípulos de Emaús, um sentimento de íntima gratidão e alegria (“Não ardia o nosso coração…?” [Lc 24,32]) que invade a celebração toda, especialmente quando, ao partir o pão, a comunidade experimenta o Senhor ressuscitado presente no seu meio.

A saudade é a benfazeja presença do ausente. Quando alguém da família ou uma pessoa querida está longe, a gente procura se lembrar dessa pessoa. É o que aconteceu com os discípulos de Emaús. Jesus fora embora… mas, sem que o reconhecessem, estava caminhando com eles. Explicava-lhes as Escrituras. Mostrava-lhes o veio escondido do Antigo Testamento que, à luz daquilo que Jesus fez, nos faz compreender ser ele o Messias: os textos que falam do Servo Sofredor, o qual salva o povo por seu sofrimento (Is 52-53); ou do Messias humilde e rejeitado (Zc 9-12); ou do povo dos pobres de Javé (Sf 2-3) etc. Jesus ressuscitado mostrou aos discípulos de Emaús esse veio, textos que eles já tinham ouvido, mas nunca relacionado com aquilo que Jesus andou fazendo… e sofrendo.

Isso é uma lição para nós. Devemos ler a Sagrada Escritura por intermédio da visão de Jesus morto e ressuscitado, dentro da comunidade daqueles que nele creem. É o que fazem os apóstolos na sua primeira pregação, quando anunciam ao povo reunido em Jerusalém a ressurreição de Cristo, explicando os textos que, no Antigo Testamento, falam dele, como mostra a primeira leitura de hoje. Para a compreensão cristã da Bíblia,é preciso ler a Bíblia na Igreja, reunidos em torno de Cristo ressuscitado.

O que aconteceu em Emaús, quando Jesus abriu as Escrituras aos discípulos, é parecido com a primeira parte de nossa celebração dominical, a liturgia da Palavra. E muito mais parecido ainda com a segunda parte, o rito eucarístico: Jesus abençoa e parte o pão, e nisso os discípulos o reconhecem presente. Desde então, a Igreja repete esse gesto da fração do pão e acredita que, neste, Cristo mesmo se torna presente.

Emaús nos ensina as duas maneiras fundamentais de ter Cristo presente em sua ausência: ler as Escrituras à luz de sua memória e celebrar a fração do pão, o gesto pelo qual ele realiza sua presença real, na comunhão de sua vida, morte e ressurreição. É a presença do Cristo pascal, glorioso – já não ligado ao tempo e ao espaço, mas acessível a todos os que o buscam na fé e se reúnem em seu nome.

Pe. Johan Konings, sj
Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e mestre em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina. Atualmente é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Dedica-se principalmente aos seguintes assuntos: Bíblia – Antigo e Novo Testamento (tradução), evangelhos (especialmente o de João) e hermenêutica bíblica. Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A-B-C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje; Sinopse dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e da “Fonte Q”.

Fonte: http://vidapastoral.com.br/roteiros/4-de-maio-3o-domingo-da-pascoa

terça-feira, 29 de abril de 2014

Santa Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja


Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo.

Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população européia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.