Rádio

segunda-feira, 21 de março de 2016

O Instituto São Gabriel Arcanjo

O Instituto “São Gabriel Arcanjo”, como o Instituto “Nossa Senhora da Anunciação”, já na sua denominação, é uma clara referência à Anunciação e ao mistério da Encarnação, no qual ele está inserido, e é prova da fé de Pe. Alberione neste mistério. Por volta dos anos sessenta, o Fundador garantia oralmente aos primeiros membros do Instituto: “Estais inseridos no mistério da Encarnação”.

Fundação
Em setembro de 1955, Pe. Alberione encontra pela primeira vez o jovem de Rímini, Odo Nicoletti, ao qual confidencia que está para fundar um Instituto formado por leigos. “Tão logo acabei de falar sobre minha busca vocacional, Pe. Alberione lentamente ergueu a cabeça – revela Nicoletti –, me olhou intensamente por alguns segundos e com um tom entre o paterno e o autoritário me disse, escandindo bem as palavras: ‘Em nome de Deus, te digo que o teu lugar é no Instituto que eu em breve fundarei; alguns jovens que contatei e que têm dificuldades e desejos semelhantes aos teus já deram a sua adesão… Tereis os votos religiosos, mas vivereis como seculares no mundo sem nenhum hábito especial ou sinal distintivo. Trabalhareis nas escolas, nos escritórios, em toda parte e aproximareis os homens a Deus, sobretudo com o vosso testemunho de vida. Deves ter muita fé, respeito, e te peço para não fazer perguntas’. Havia muita autoridade misturada com bondade por parte de Pe. Alberione, e eu recebi tais palavras com um estado de ânimo dividido entre o reconhecimento a Deus e uma espécie de indefinível tremor íntimo, pois chegavam ‘repentinas’ e eu sentia que eram endereçadas a mim de modo muito especial e compreendia também que exigiam uma resposta muito pessoal e imediata, sem nenhum tipo de escapatória”.

Nos vários diálogos com ele nos três anos (1955-1958) que precederam a fundação do Instituto, Odo Nicoletti recebe sábios conselhos para sua formação espiritual. “Já se passaram cinquenta anos daquele acontecimento para mim providencial – continua Nicoletti –. Resultados do encontro: eu saí daquele diálogo com ânimo mergulhado em uma profunda paz; jamais tive dúvidas a respeito da minha escolha vocacional, somente dificuldades, obviamente, em praticá-la”.

Em 1957, Pe. Alberione encontra muitas vezes Nicoletti; no ano seguinte ainda mais vezes. Em 16 de fevereiro de 1958, confidencia-lhe que será ele o primeiro a fazer parte de um Instituto secular masculino, que a Providência está preparando na Família Paulina.

No verão daquele ano, encontramos uma referência precisa: “O Instituto de São Gabriel assume o nome de São Gabriel Arcanjo – escreve Pe. Alberione – porque quer formar e encaminhar os seus membros a uma vida apostólica de inserção” (CISP 1302s). Ele apresenta como fim geral do Instituto “professar no meio do mundo a total consagração ao Senhor e a plena dedicação ao apostolado”, e como fim especial: “servir e cooperar com a Igreja dando à humanidade Jesus Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida, mediante a difusão do pensamento cristão, da moral cristã e de meios de elevação da vida individual e social, principalmente em formas modernas” (CISP 1303).

Ao se referir ao Instituto “São Gabriel Arcanjo”, ele repete: “Hoje o laicato católico está em pleno dinamismo e empenhado em muitas atividades. Os melhores sentem viva necessidade de contribuir para salvar a humanidade do materialismo, do ateísmo, do anticlericalismo maçônico. E há muitos jovens e homens que querem buscar a própria santificação numa vida estável, organizada juridicamente e guiada pela obediência, mas sem ingressar nos Institutos tradicionais, ou seja, sem abandonar seu ambiente de vida e de apostolado. A esses se apresenta o Instituto dedicado ao Arcanjo anunciador da Encarnação e da salvação, sob cujo patrocínio Pio XII colocou o cinema, o rádio e a televisão” (UPS III, 108).

Em 8 de setembro de 1958, o Fundador faz a meditação introdutória aos jovens do Instituto “São Gabriel Arcanjo”, que começam os Exercícios espirituais em Albano, em preparação ao noviciado. O dia 12 de setembro daquele ano conclui os Exercícios espirituais dos Gabrielinos, com o rito do ingresso em noviciado dos seguintes nomes: Antonio C., Francisco L., Ezio M., Odo Nicoletti, Luis P., Daniel Pennati, Walter T. Nessa data, 12 de setembro de 1958, considera-se fundado o Instituto “São Gabriel Arcanjo”.

Este primeiro grupo deve ser considerado o iniciador daquele núcleo de Gabrielinos dispostos a deslocar-se, conforme suas possibilidades, para uma forma de colaboração, dirigida e regulamentada, com os apostolados da Pia Sociedade de São Paulo ou de outras instituições da Família Paulina.

No projeto do Fundador isto deveria desenvolver-se cada vez mais, e a Família Paulina receber a colaboração, a “tempo integral” de leigos preparados para enfrentar as crescentes responsabilidades técnico-organizativas, permanecendo firme a continuidade da sua formação que o Instituto lhes deveria garantir.

Surgiram assim os primeiros grupos de Gabrielinos, respectivamente em Turim, Milão, Crema, Florença, onde se encontravam para os retiros mensais. Durante os exercícios espirituais anuais, em Ariccia, na Casa “Divino Mestre” frequentemente Pe. Alberione ia vê-los e dava-lhes as suas meditações e instruções. Continuamente mantinha-se informado sobre o Instituto.

Pe. Ângelo De Simone, ssp.
Conheça os INSTITUTOS PAULINOS DE VIDA SECULAR CONSAGRADA:
Instituto Nossa Senhora da Anunciação (para moças)
Instituto São Gabriel Arcanjo (para rapazes)
Instituto Santa Família (para casais)
Instituto Jesus Sacerdote (para sacerdotes e bispos diocesanos)
Para informações, dirigir-se a: Delegado dos Institutos Paulinos – Via Raposo Tavares, km 18,5 – 05576-200 – São Paulo – SP
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Visite o nosso site: http://www.paulinos.org.br/novo/institutos

sábado, 19 de março de 2016

Leitura Orante: José, homem justo

José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado

Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos os que, nesta rede da internet,
se reúnem em torno da Palavra:


Oração para antes de ler a Bíblia

Jesus Mestre, que dissestes:
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Mt 1,16.18-21.24a:


Jacó gerou José, o esposo de Maria,

da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.
Palavra da Salvação.

Refletindo


São José deve servir de modelo para todos nós. O Evangelho de hoje nos mostra muitos pontos da sua pessoa que devem inspirar-nos na vivência da fé e do compromisso com Deus e com a obra da Igreja. José pertence à descendência de Davi, faz parte dos planos de Deus para a salvação do mundo, como nós também fazemos parte dos planos de Deus para a nossa salvação e das demais pessoas. José é definido como justo, que na tradição bíblica corresponde à santidade, e nós devemos aspirar à santidade. Na dúvida, José não fica preso nos seus planos, mas descobre e realiza a vontade de Deus. Da mesma forma, nós devemos muitas vezes fazer um ato de humildade e procurar realizar a vontade de Deus, e não a nossa.


2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Medito em silêncio na presença de Deus.




Deus cumpre a promessa que fizera a Davi e chama José para ser o pai adotivo de Jesus. É a partir dele que a Palavra revela a sua origem, “José filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa!”. José foi um homem justo, isto é, ajustado à vontade de Deus e não relutou em atender ao anjo que lhe apareceu em sonho, mesmo que antes tenha decidido abandonar Maria. Voltou atrás diante da convocação que Deus lhe fez, em sonhos. José, era, portanto, um homem que tinha intimidade com Deus e conhecia os passos do seu Senhor, por isso conseguiu tomar uma decisão tão grave e radical. Ele é exemplo para os pais, porque cumpriu sua missão conforme a vontade de Deus deixando de lado o seu projeto de vida pessoal. José confiou no plano de Deus para a humanidade e cooperou para que a Salvação de Jesus nos fosse oferecida. Todos nós também podemos nos considerar homens e mulheres justos quando acolhemos e obedecemos ao chamado de Deus para cooperar com o Seu Plano de salvação. Embora não sejamos os primeiros, os mais ilustres, nós também podemos participar do sonho de Deus, pois, somos descendentes de Davi e herdeiros das promessas do Senhor a Abraão.



3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração do Dia, à São José:


Deus todo-poderoso, pelas preces de são José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Como o Senhor me convida a agir aplicando concretamente em minha vida esta leitura que acabei de meditar? Qual é a minha resposta a Deus e aos irmãos?
Conhecer a vida e imitar as virtudes de São José.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.
São José, esposo da Virgem Maria, rogai por nós.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Leitura Orante: Sou o Filho de Deus

Procuravam prender Jesus,
mas Ele escapou-lhes das mãos

Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos os que, nesta rede da internet,
se reúnem em torno da Palavra:


Oração para antes de ler a Bíblia

Jesus Mestre, que dissestes:
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Jo 10, 31-42:


Naquele tempo:
Os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. E ele lhes disse: 'Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?' Os judeus responderam: 'Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!' Jesus disse: 'Acaso não está escrito na vossa Lei: 'Eu disse: vós sois deuses'? Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou
e enviou ao mundo? Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.' Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. Muitos foram ter com ele, 
e diziam: 'João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade.' E muitos, ali, acreditaram nele.
Palavra da Salvação.

Refletindo



Quando a gente não está com o coração aberto, não está disposto a acolher a palavra de Jesus, não querendo de fato assumir um compromisso de fé com Deus e com os irmãos, não buscando novos valores e não querendo uma constante mudança de vida para cada vez mais procurar uma união mais íntima e profunda com Deus, qualquer coisa torna-se motivo para a crítica e para a rejeição de Jesus.


2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Medito em silêncio na presença de Deus.




A intimidade que Jesus mostrava ter com seu Pai constituía o ponto central do atrito com seus adversários. Na história de Israel, pontilhada de pessoas piedosas, jamais alguém havia manifestado estar tão próximo de Deus, como Jesus afirmava estar. Por isso, seus adversários não sabiam como tratá-lo. Preferiram apedrejá-lo, para se verem livres de sua presença incômoda.
E isto, não porque Jesus fosse arrogante e orgulhoso, e se prevalecesse de um poder que as outras pessoas não possuíam. Em verdade, ele não exigia para si um tratamento especial, por sua condição divina, nem tinha ambições políticas de tomar o poder, e submeter o povo a seus caprichos. Pelo contrário, o projeto de Jesus opunha-se a tudo isto.
O Mestre irritava os seus adversários, porque se recusava a aderir a uma das facções religiosas existentes. Pelo contrário, criticava-as e denunciava-lhes as incoerências. E tais denúncias eram feitas com uma autoridade, até então, desconhecida, que Jesus atribuía ao Pai.
Por outro lado, seus adversários pensavam estar agindo perfeitamente de acordo com a vontade de Deus. Conseqüentemente, não podiam aceitar que alguém, invocando a autoridade divina na condição de Filho, pudesse lançar-lhes em face acusações tão severas.
A situação de Jesus era extremamente perigosa diante de seus adversários. Entretanto, não teve medo de enfrentá-los, mesmo sabendo que podia ser eliminado por eles.



3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração da CFE 2016:

Deus da vida, da justiça e do amor,

Tu fizeste com ternura o nosso planeta,

morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.

Amém!


4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Como o Senhor me convida a agir aplicando concretamente em minha vida esta leitura que acabei de meditar? Qual é a minha resposta a Deus e aos irmãos?
Buscar conhecer cada vez mais a Jesus para conhecer melhor o Pai. Aderir ao projeto de Jesus e lutar por ele até o fim.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Leitura Orante: Palavra de vida

Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia

Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos os que, nesta rede da internet,
se reúnem em torno da Palavra:


Oração para antes de ler a Bíblia

Jesus Mestre, que dissestes:
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Jo 8,51-59:


Naquele tempo, disse Jesus aos judeus:
Em verdade, em verdade, eu vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte.' Disseram então os judeus: 'Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: 'Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte'. Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?' Jesus respondeu: 'Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se.' Os judeus disseram-lhe então: 'Nem sequer cinqüenta anos tens, e viste Abraão!' Jesus respondeu: 
'Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou'. Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.
Palavra da Salvação.

Refletindo



O nosso Deus é o Deus da vida e da vida em abundância. Ele é causa de alegria para todos os que verdadeiramente crêem nele e em Jesus ele manifesta todo o amor que tem por nós. Assim sendo, Jesus, que é o Filho do Deus vivo, veio nos ensinar o caminho da verdadeira vida, por isso nos diz que quem guarda a sua palavra jamais verá a morte. E como todos nós desejamos a vida e nos alegramos com ela, Jesus também é a causa de nossa alegria, assim como foi a causa para Abraão exultar de alegria ao ver o seu dia, ao reconhecer o seu Deus como o Deus da vida. Aos que não acreditam nas verdades do Reino de Deus e rejeitam os valores evangélicos, só resta a revolta, a tristeza e a morte.


2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Medito em silêncio na presença de Deus.



Quando Jesus falava em "minhas palavras", estava contrapondo seus ensinamentos aos de seus adversários. Onde está a divergência?
As palavras de Jesus têm origem no Pai, e são expressão do ensinamento divino. Já as palavras dos adversários não correspondiam, necessariamente, ao pensamento divino, pôr estarem contaminadas por uma série de elementos sem relevância, aos quais eles davam muito valor; o essencial, porém, nem sempre era devidamente valorizado.
Os ensinamentos de Jesus eram um constante convite à conversão, um apelo a usar de misericórdia, a exemplo do Pai. Os adversários, pelo contrário, insistiam na submissão estrita aos ditames da Lei, minuciosamente especificados. Bastava a mera obediência exterior da Lei, para a pessoa ser considerada justa.
As palavras do Mestre eram portadoras de vida, porque geradoras de comunhão, ao passo que as dos seus adversários, incapazes de tocar o íntimo do coração humano, acabavam por levar as pessoas a uma falsa confiança em Deus.
Evidentemente, as palavras de Jesus são mais exigentes e requerem um empenho maior do que as palavras de seus adversários. De fato, é fácil observar, exatamente, certas normas bem precisas. O difícil é aventurar-se na proposta feita por Jesus.



3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração da CFE 2016:

Deus da vida, da justiça e do amor,

Tu fizeste com ternura o nosso planeta,
morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.

Amém!


4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Como o Senhor me convida a agir aplicando concretamente em minha vida esta leitura que acabei de meditar? Qual é a minha resposta a Deus e aos irmãos?
Colocar-se à disposição de Deus, ouvindo e praticando os ensinamentos de Jesus.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Leitura Orante: Escravidão e liberdade

Se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres

Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos os que, nesta rede da internet,
se reúnem em torno da Palavra:


Oração para antes de ler a Bíblia

Jesus Mestre, que dissestes:
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Jo 8,31-42:


Naquele tempo:
Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: 'Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.' Responderam eles: 'Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: `Vós vos tornareis livres'?' Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai.' Eles responderam então: 'O nosso pai é Abraão.' Disse-lhes Jesus: 'Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. Vós fazeis as obras do vosso pai.' Disseram-lhe, então: 'Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus.' Respondeu-lhes Jesus: 'Se Deus fosse vosso Pai, vós certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo,  mas foi ele que me enviou.
Palavra da Salvação.

Refletindo



Em que consiste a liberdade? A resposta a esta pergunta sempre nos parece clara, mas só à primeira vista. O Evangelho de hoje nos mostra que os judeus pensaram que eram livres e, no entanto, não eram, porque existem muitas formas sutis de escravidão, sendo que as piores são as nossas tendências ao mal, as nossas imaturidades e as nossas fraquezas, e são piores porque brotam no nosso interior, nos enganando, porque pensamos que estamos fazendo a nossa vontade quando na verdade estamos cedendo aos nossos desejos, que não nos deixam ser livres. Somente permanecendo unidos a Cristo é que podemos vencer a nossa natureza e sermos verdadeiramente livres.



2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Medito em silêncio na presença de Deus.



Escravidão e liberdade resultam da postura que as pessoas assumem, diante de Jesus e de seu projeto. A liberdade brota da obediência ao Mestre, explicitada em forma de comunhão e solidariedade, de maneira especial, com os mais fracos e pequeninos. Este gesto de amor é possível quando o discípulo se liberta da tirania do egoísmo, e se projeta para além de si mesmo. A escravidão acontece quando, tiranizadas pelo egoísmo, as pessoas não são capazes de superar seus pequenos interesses, abrindo-se para Deus e para o próximo.
Existem religiosidades falsamente libertadoras, que levam as pessoas a se apegarem a elementos secundários, tornando-se incapazes de acolher o projeto de Deus.
Jesus entrou em atrito com gente deste tipo. O orgulho de pertencerem à descendência de Abraão levava certas pessoas a se oporem, abertamente, a Jesus, o enviado do Pai, e à sua proposta de conversão. Pensando ser filhos de Deus, acabavam por se fazer filhos de outro pai. Não pode haver contradição no agir de quem provém de Deus. Se rejeitam o Filho, é porque não estão enraizados no Pai.
A missão de Jesus consistiu em libertar a humanidade, fazendo-a conhecer a verdade. Não podemos nos contentar com uma libertação apenas aparente e enganadora. Só Jesus pode tornar-nos, efetivamente, livres.




3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração da CFE 2016:

Deus da vida, da justiça e do amor,

Tu fizeste com ternura o nosso planeta,
morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.

Amém!


4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Como o Senhor me convida a agir aplicando concretamente em minha vida esta leitura que acabei de meditar? Qual é a minha resposta a Deus e aos irmãos?
Libertar-se do egoísmo e aceitar Jesus e o seu projeto em minha vida.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

terça-feira, 15 de março de 2016

Leitura Orante: O que vem do alto

Quando tiverdes elevado o Filho do Homem,
então sabereis que eu sou

Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos os que, nesta rede da internet,
se reúnem em torno da Palavra:


Oração para antes de ler a Bíblia

Jesus Mestre, que dissestes:
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Jo 8,21-30:


Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus:'Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir.' Os judeus comentavam: 'Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'?' Jesus continuou: 'Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados.' Perguntaram-lhe pois: 'Quem és tu, então?' Jesus respondeu: 'O que vos digo, desde o começo. Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo.' Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. Por isso, Jesus continuou: 'Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado.' Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.Palavra da Salvação.

Refletindo


Os judeus compreendem que a morte de Jesus pode estar próxima, uma vez que Jesus fala de sua partida para onde eles não poderão ir, mas levantam a hipótese de suicídio por parte de Jesus, deixando de perceber que a causa da morte de Jesus é a própria incredulidade deles, da recusa diante da revelação sobre quem de fato é Jesus, da não aceitação do fato que Jesus é o Filho de Deus, o enviado do Pai para fazer a vontade dele e viver em plena comunhão com ele. Alguns judeus creram e a semente do Reino foi lançada, mas muitos não creram, o que resultou na morte de Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje? Medito em silêncio na presença de Deus.


Os contínuos desencontros entre Jesus e seus adversários, no parecer do Mestre, tinham sua origem na diferença de perspectiva de cada um. Este considerava tudo na perspectiva "do alto", de onde viera. Isto lhe possibilitava perceber a realidade com os olhos de Deus: olhar de amor misericordioso, de desejo de salvação e reconciliação, de interesse por todos, sem exceção. E mais: levava-o a agir como agia seu Pai.
Seus inimigos, ao invés, seguiam o caminho inverso, agindo como quem é "cá de baixo". Conseqüentemente, deixavam-se levar pelas paixões e pelo espírito mesquinho de intolerância, mostrando-se insensíveis em relação aos mais pequeninos, e não suportando quem lhes apontava os pecados. E o que era mais grave: não se davam conta do desígnio divino manifestado em Jesus, insurgindo-se abertamente contra ele.
É impossível entrar em comunhão com Jesus, sem o esforço decidido de colocar-se na mesma perspectiva dele, e considerar o mundo com o olhar de quem vê tudo com os olhos de Deus. Quanto mais puro for este olhar, maior o grau de comunhão com Jesus. Ao contrário, quem se deixa levar pelas paixões, jamais chegará a saber quem é o Mestre, nem tirará proveito de sua missão. Ele veio o Alto. Por conseguinte, é preciso elevar-se para poder descobrir-lhe a verdadeira identidade.



3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração da CFE 2016:

Deus da vida, da justiça e do amor,
Tu fizeste com ternura o nosso planeta,
morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.

Amém!


4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Como o Senhor me convida a agir aplicando concretamente em minha vida esta leitura que acabei de meditar? Qual é a minha resposta a Deus e aos irmãos?
Aprender a olhar os acontecimentos com o mesmo olhar que Jesus tinha e a agir como Ele agia.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Leitura Orante: Caminhando na Luz

Eu sou a luz do mundo

Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos os que, nesta rede da internet,
se reúnem em torno da Palavra:


Oração para antes de ler a Bíblia

Jesus Mestre, que dissestes:
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Jo 8,12-20:


Naquele tempo:
Disse Jesus aos fariseus: 'Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.' Então os fariseus disseram: 'O teu testemunho não vale, porque estás dando testemunho de ti mesmo.' Jesus respondeu: 'Ainda que eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é válido, porque sei de onde venho e para onde vou. Mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou. Vós julgais segundo a carne, eu não julgo ninguém, e se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro, porque não estou só, mas comigo está o Pai, que me enviou. Na vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Ora, eu dou testemunho de mim mesmo e também o Pai, que me enviou, dá testemunho de mim.' Perguntaram então: 'Onde está o teu Pai?' Jesus respondeu: 'Vós não conheceis nem a mim, nem o meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.' Jesus disse estas coisas, enquanto estava ensinando no Templo, perto da sala do tesouro. E ninguém o prendeu, porque a hora dele ainda não havia chegado.
Palavra da Salvação.

Refletindo

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje? Medito em silêncio na presença de Deus.

Ao autoproclamar-se "luz do mundo", Jesus reconhecia que este, marcado pelo pecado, não tinha como salvar-se por si mesmo. Foi necessário que o Pai enviasse o Filho com a missão de abrir perspectivas novas para a humanidade, a qual se fechara no próprio egoísmo. Portanto, somente por meio de Jesus é possível chegar à salvação.
Quando a humanidade deixa-se guiar por esta luz, descobre os caminhos que conduzem à vida. Quando vaga nas trevas, seu destino é a morte. Luz e trevas, vida e morte, condenação e salvação são as opções que todos temos de fazer.
O caminho orientado pela luz da vida comporta duas dimensões. A primeira é a dimensão histórica: consiste em trilhar o caminho do amor, da misericórdia e da solidariedade, no trato mútuo. É a vida manifestada num modo de proceder peculiar, próprio de quem possui a vida divina. A segunda corresponde à vida eterna, à comunhão plena com o Deus da vida.
O caminho de quem prefere as trevas também comporta as mesmas duas dimensões. A primeira consiste numa vida pontilhada de injustiças e de maldade para com o próximo. A segunda, por sua vez, corresponde à ruptura definitiva com o Deus da vida, ou seja, à morte eterna.
É sempre tempo de decidir-se, de acolher a luz oferecida por Jesus e, por ela, caminhar.


3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração da CFE 2016:

Deus da vida, da justiça e do amor,
Tu fizeste com ternura o nosso planeta,
morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.

Amém!


4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Como o Senhor me convida a agir aplicando concretamente em minha vida esta leitura que acabei de meditar? Qual é a minha resposta a Deus e aos irmãos? É preciso caminhar na luz trazida por Jesus, essa deve ser sempre a nossa opção.


Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

domingo, 13 de março de 2016

'Coisas novas': um mundo novo está aí!

Neste quinto domingo de Quaresma, a Igreja nos oferece um texto do evangelho de João.

Por Marcel Domergue*
Referências bíblicas
1ª leitura: "Eis que farei coisas novas, darei de beber a meu povo" (Isaías 43,16-21)
Salmo: Sl 125(126) - R/ Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!
2ª leitura: "Por causa de Cristo, eu perdi tudo, tornando-me semelhante a ele na sua morte" (Filipenses 3,8-14)
Evangelho: "Quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra" (João 8,1-11)

“Coisas novas”: um mundo novo está aí!
Esta expressão, retirada da primeira leitura, combina bem com as últimas linhas da segunda, em que Paulo diz: "Esquecendo o que fica para trás, (...) corro direto para a meta." O que Paulo havia deixado para trás? O que tinha vivido até ali, com certeza: como podemos ler no início desta passagem, uma vida centrada na "obediência à Lei de Moisés", mas que, dali em diante, foi substituída pela fé em Cristo e na justiça que ele nos traz. Justiça que nos torna conformes à Lei, mas que a ultrapassa.
Porque o que buscamos não é mais obedecer à sua letra, mas ao próprio Cristo. E isto se traduz no nosso amor, em resposta ao amor de Cristo por nós. Não se trata mais de um dever, mas de uma comunhão. De que forma, porém, tudo isto diz respeito à mulher adúltera?
É que no centro do relato, vemos Jesus inclinar-se para "escrever com o dedo sobre a terra" (tradução literal). Está tudo aí: Deus inclina-se sobre nós, sobre a terra de onde viemos e para onde haveremos de voltar. E escreve: “escreve com o dedo”. Ora, a expressão "escreve com o dedo" aparece somente três vezes nas Escrituras. A primeira, em Êxodo 31,18: o dedo de Deus escreveu a Lei sobre as tábuas de pedra. Deuteronômio 9,10 repete a mesma cena.
Por fim, Daniel 5 nos mostra a mão de Deus escrevendo no muro do palácio real as três palavras que significam a condenação do rei Baltazar, em nome da Lei de Deus. Agora, é Jesus quem escreve sobre a terra uma nova Lei, a última Lei: a Lei do amor. Lei que se inicia pelo perdão; perdão que chegará ao ponto de nos absolver do assassinato do Filho de Deus.

A nova Lei
Eis aí a mulher adúltera. Sozinha! Enquanto a Lei de Moisés prescreve também ao homem a condução à morte (Levítico 20,10). Por que tanta severidade? Se para os Hebreus o adultério se mostra como passível de morte, é porque tem algo a ver com o assassinato: o marido e a mulher enganados são, de alguma forma, postos de lado, são esquecidos, eliminados. É um assassinato virtual, se podemos dizer assim.
Foi preciso estar diante do que há de pior, para que Jesus escrevesse sobre a terra a nova Lei, a Lei de um amor capaz de absolver todas as faltas de amor. Notemos que, no início do relato, ninguém se dirige à mulher: ela é apenas um pretexto para uma discussão a respeito da Lei. E Jesus, levantando-se, pronuncia as suas primeiras palavras para devolver os acusadores a si mesmos.
Assim, o foco passa da mulher aos que a querem lapidar. E são eles mesmos confrontados com a Lei de Moisés: "Quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a lhe jogar uma pedra". A responsabilidade é pesada: ficam todos à espera desta pedra, para, também eles, por sua vez, iniciarem a lapidar. Ora, existe um homem apenas sobre a terra que é sem pecado: este que se inclinou novamente sobre o chão, para escrever a nova Lei, a lei do perdão por amor.
Os outros todos que a querem lapidar se encontram injustos, em conformidade com esta Lei, mesmo se fossem inocentes, o que não é o caso. Os mais velhos são certamente os mais culpados, ou os mais lúcidos. Escolham.

Da justiça ao amor
Na primeira Aliança, o povo inteiro é que muitas vezes é acusado de adultério: abandona Deus para voltar-se a outros deuses. A mulher do nosso evangelho, que não tem nome, representa, portanto, todo o seu povo. E mais: seu adultério é uma imagem de todas as nossas idolatrias: idolatria do sexo, mas também do dinheiro, do consumo, da notoriedade, do poder.
Idolatria da "justiça", no sentido de que desejamos e até mesmo exigimos que os culpados sejam punidos. O nosso sistema penal não procura somente a reeducação dos culpados e o retorno à ordem, mas uma revanche, do tipo “olho por olho, dente por dente”. Nesta exigência é que se apegam os acusadores da mulher adúltera. Além do mais, acusar o outro é um modo de afirmar-se a si mesmo como “um justo”. E é isto, precisamente, o que Jesus vai levá-los a questionar.
Terão de descobrir que não existe "justo nenhum, nem um só". Corrigindo: neste relato, há sim um justo: este mesmo que escreve sobre a terra. Para ele, sua justiça, em lugar de condenar, comunica-se aos injustos, tornando justos os que não o são. Pois este homem, precisamente, o único em quem a Lei não poderia encontrar qualquer defeito, é que será levado à morte.
Sua condenação não resultará de nenhuma infração à Lei: dará a sua vida gratuitamente. Saboreemos a ternura tranquila deste diálogo final entre Jesus e a mulher. Saímos aqui dos domínios do justo e do injusto, para penetrarmos no do amor verdadeiro. Saboreemos este diálogo final, que restitui àquela mulher a dignidade de pessoa humana.
Sítio Croire, 11-03-2016.
*Marcel Domergue (+1922-2015), sacerdote jesuíta francês.

sábado, 12 de março de 2016

Leitura Orante: Um profeta galileu?

Porventura o Messias virá da Galiléia?

Preparo-me para a Leitura Orante,
rezando com todos os que, nesta rede da internet,
se reúnem em torno da Palavra:


Oração para antes de ler a Bíblia

Jesus Mestre, que dissestes:
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. 
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Jo 7,40-53:


Naquele tempo:
Ao ouvirem as palavras de Jesus,
algumas pessoas da multidão diziam:
'Este é, verdadeiramente, o Profeta.'
Outros diziam: 'Ele é o Messias'.
Mas alguns objetavam:
Porventura o Messias virá da Galileia?
Não diz a Escritura que o Messias
será da descendência de Davi
e virá de Belém, povoado de onde era Davi?'
Assim, houve divisão no meio do povo
por causa de Jesus.
Alguns queriam prendê-lo,
mas ninguém pôs as mãos nele.
Então, os guardas do Templo
voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus,
e estes lhes perguntaram:
'Por que não o trouxestes?'
Os guardas responderam:
'Ninguém jamais falou como este homem.'
Então os fariseus disseram-lhes:
'Também vós vos deixastes enganar?
Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele?
Mas esta gente que não conhece a Lei,
é maldita!'
Nicodemos, porém, um dos fariseus,
aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente,
disse:
'Será que a nossa Lei julga alguém,
antes de o ouvir e saber o que ele fez?'
Eles responderam:
'Também tu és galileu, porventura?
Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta.'
E cada um voltou para sua casa.

Palavra da Salvação.

Refletindo
Muitas pessoas conhecem diversas coisas sobre Jesus, mas não conhecem verdadeiramente a Jesus, porque fundamentaram o seu conhecimento numa leitura racional e científica da Palavra e da História, mas nunca tiveram um encontro pessoal com Jesus, nunca entraram na sua intimidade através da oração, nunca procuraram contemplá-lo, nunca quiseram desenvolver uma espiritualidade. Essas pessoas sempre fizeram de Jesus um objeto de conhecimento e não uma pessoa de relacionamento. Nunca viram verdadeiramente Jesus, de modo que não podem compreendê-lo, segui-lo, amá-lo e viver de acordo com os valores que ele propôs.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje? Medito em silêncio na presença de Deus.

O fato de Jesus ter vindo da Galileia criava dificuldade para ser aceito como Messias. Conforme uma antiga tradição, o Messias viria de Belém, cidade de Davi, pois Deus havia prometido a esse rei que, para sempre, um de seus descendentes haveria de sentar-se no trono de Jerusalém. Esta esperança messiânica de caráter político-militar estava bem viva na mente do povo, mormente no momento em que o peso da dominação romana se fazia sentir.
Pelo que se percebe, as autoridades de Jerusalém ignoravam a verdadeira origem de Jesus. E não pareciam muito interessadas em conhecê-la. O motivo verdadeiro da resistência contra ele girava em torno da sua pregação. Os guardas, enviados para prendê-lo, voltaram admirados com o que ouviram de sua boca. A multidão, também, ficava boquiaberta ao ouvi-lo, a ponto de irritar as autoridades. Até mesmo o fariseu Nicodemos, que exercia um cargo de liderança entre os judeus, ficara tão fascinado com o Mestre, a ponto de se tornar discípulo dele, mas às escondidas. Será ele quem tomará, discretamente, a defesa de Jesus, sugerindo que, antes de condená-lo, seria preciso ouvi-lo para saber o que realmente estava fazendo.
A insistência na origem de Jesus ocultava o motivo verdadeiro de sua rejeição. Sem mudar de mentalidade, seus perseguidores haveriam de rejeitá-lo, mesmo sendo declaradamente de Belém. Seu modo de ser rompia todos os esquemas messiânicos da época.


3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração da CFE 2016:

Deus da vida, da justiça e do amor,
Tu fizeste com ternura o nosso planeta,
morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.

Amém!


4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Pedir ao Pai a graça de um encontro pessoal com Jesus Cristo. Rezar mais intensamente e com mais frequência para assim, ter mais intimidade com Jesus.


Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Bispo fala da Jararaca e vermelhetes metem o pé na jaca!

Precisamos reagir antes que o Brasil se torne o México dos anos 20. Lá, como aqui, haviam jararacas populistas, que se colocavam acima da lei e eram denunciadas pela Igreja Católica.


Publicamos abaixo mais um post do blog o Catequista. Como sempre, pode-se ler o original no próprio blog clicando aqui:
***
Oi, Povo Católico!
Bastou um bispo se pronunciar sobre a jararaca mais famosa do Brasil, que os vermelhetes vieram com tudo pra cima da Igreja.
Temos vivido perpetuamente isolados. Até agora, temos nos empenhado em ser forças sem contato algum, de tal maneira que os católicos quase não conhecemos uns aos outros.
E o mais grave e doloroso é que, apesar de os últimos acontecimentos terem nos revelado toda a nossa imensa fragilidade e desorganização, ainda assim fazemo-nos de desentendidos.
Continuamos acastelados em nosso isolamento, empenhados em viver isolados uns dos outros e a ajustarmo-nos aos nossos planos individuais segundo nossos modos de ver as coisas e nossas opiniões.
Enquanto os nossos inimigos nos dão lições de organização e nos fazem entender que a organização é uma necessidade imperiosa, nós continuamos aprisionados à nossa rotina e ao nosso isolamento, por mais que saibamos muito bem, por longa e dolorosa experiência, que este sistema não pode levar senão à derrota.
Continuamos extasiados ante o nosso número, orgulhosos e satisfeitos por sermos maioria neste país.
Mas também seguiremos sendo uma maioria importante, vencida, sujeita ao furor dos nossos perseguidores. Porque o número, por maior que seja, não basta para a vitória.
O número, para alcançar os êxitos que se buscam com ele, supõe, exige, pede ser sempre um verdadeiro número em ação.
E deixa de ser número quando somente é uma quantidade abstrata, mas na realidade não vive, não atua simultaneamente. E este agir simultaneamente, todos juntos, tem-nos faltado.
Por isso o nosso número não terá valor nenhum enquanto não nos organizarmos.Somente depois de nos organizarmos teremos uma coragem forte e invencível, e o nosso número se fara sentir. Por isso a organização é a necessidade suprema dos católicos. Somente assim o número de católicos será um número verdadeiro.
*****
Você leu até aqui? Achou que fiz uma boa leitura da situação atual do Brasil? Pois é… o texto que se inicia logo depois da figura não é meu, é do beato Anacleto González Flores, mártir da Guerra dos Cristeros, no México – também conhecida como Cristiada. Nesta guerra, os católicos mexicanos se levantaram contra o projeto de poder de um governo maçônico que chegou a tal ponto de dominação que suprimiu a liberdade religiosa, tomando as paróquias, proibindo imagens e símbolos religiosos (até dentro de casa) e banindo qualquer tipo de culto – até mesmo ensinar os filhos a rezar resultava em pesadas multas.
E sabe porque foi suprimida? Porque o governo sabia que precisava calar a boca dos bispos e padres o quanto antes. Antes que a maioria católica deixasse de ser um monte de conformados e passassem a ser uma maioria de verdade.
Guardando-se as devidas proporções, Dom Darci, ex-bispo auxiliar de Aparecida (agora Arcebispo de Diamantina), resolveu não ficar calado diante de todas as atrocidades que estamos vendo nos últimos anos e disse isso aqui em uma das preces da comunidade da missa de domingo:
“Peça, meu irmão e minha irmã, a graça de pisar a cabeça da serpente, de todas as víboras que insistem e persistem em nossa vida, daqueles que se autodenominam jararacas. Pisar a cabeça da serpente. Vencer o mal pelo bem. Por Cristo, Nosso Senhor…”
Pronto. Bastou uma simples prece da comunidade pra despertar a ira dos vermelhetes…
DomDarci01

Repare a diferença de tom entre o que ele falou e esse minúsculo extrato de todas as pedras que atiraram em um legítimo sucessor dos apóstolos. Quem estava realmente “pregando o ódio”?
Dom Darci estava certo? Certíssimo. Você pode até ser petista devoto (e neste caso não insista, você não é católico), mas não há como negar que tudo cheira muito mal neste governo. Podem até ser todos mais inocentes que uma criança de dois meses, mas não há a menor dúvida de que são extremamente incompetentes e desrespeitosos com o povo brasileiro. Principalmente quando um ex-presidente se coloca acima de toda a justiça e inflama seus correligionários a impedir a todo custo que ele seja investigado.
Isso sem falar na liberação do aborto, no escracho na educação, na ideologia de gênero… tudo promovido por essa mesma galera.
Devemos pisar nestas serpentes sim. E não é com violência não. É com protesto, com voto, com denúncia, com justiça e, acima de tudo, com orações e unidade.
Precisamos reagir antes que o Brasil se torne o México dos anos 20. Lá, como aqui, haviam jararacas populistas, que se colocavam acima da lei e eram denunciadas pela Igreja Católica. E era isso que acontecia:
Não podemos deixar a coisa chegar nesse ponto. Você pode até não ir às ruas no dia 13 de março. Mas abra o olho. Faço minhas as palavras do Beato Anacleto:
“Continuamos extasiados ante o nosso número, orgulhosos e satisfeitos por sermos maioria neste país.
Mas também seguiremos sendo uma maioria importante, vencida, sujeita ao furor dos nossos perseguidores. Porque o número, por maior que seja, não basta para a vitória.
O número, para alcançar os êxitos que se buscam com ele, supõe, exige, pede ser sempre um verdadeiro número em ação”.
[Fonte: O Catequista]