Rádio

sábado, 24 de outubro de 2009

Contigo é bem melhor

Não posso caminhar
Com minhas próprias forças
Contigo é bem melhor
Contigo o pouco é muito
Sem Ti o tudo é nada
Minha vida é Teu mandar.
O teu caminho é o meu.

Não eu não posso, não vou
Dar um passo sequer
Se Deus não for comigo não irei jamais.

(Anderson Freire e Junior Maciel)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Insatisfação nas Criaturas

Deus das virtudes, convertei-nos, mostrai-nos a vossa face, e seremos salvos. Para qualquer parte que se volte a alma humana, é à dor que se agarra, se não se fixa em Vós, ainda mesmo que se agarre às belezas existentes fora de Vós e de si mesma. Estas nada teriam de belo, se não se proviessem de Vós. Nascem e morrem. Nascendo, começam a existir; crescem para se aperfeiçoarem; e, quando perfeitas, envelhecem e morrem. Nem tudo envelhece, mas tudo morre. Por isso, os seres, quando nascem se esforçam por existir, quanto mais depressa crescem para existir tanto mais se apressam a não existir. Tal é sua condição. Só isso lhes destes, porque são partes de coisas que não existem simultâneamente, e que, desaparecendo e sucedendo-se, perfazem todas juntas um todo de que são partes. É assim que as conversas se completam por meio de sinais sonoros. Não existiriam na sua totalidade se cada palavra, depois de emitidas as sílabas, não se extinguisse, para outra lhe suceder.


Que minha alma Vos louve por tudo isso, ó meu Deus, Criador de todas as coisas. Que não se agarre a elas pelo visco do amor que entra pelos sentidos do corpo. Também as coisas caminham para não existirem, e dilaceram a alma com desejos pestilenciais, porque ela quer existir e gosta de descansar no que ama. Mas não tem onde, porque as coisas não são estáveis: fogem. Quem as pode seguir com a sensibilidade? Quem as pode alcançar mesmo quando presentes? A sensibilidade é vagarosa porque é sensibilidade. Tal é a sua condição. É suficiente para aquilo para que foi criada; mas não o é para reter as coisas que transitam de um princípio devido para um fim que lhes é devido, porque, no vosso Verbo, que as criou, ouvem estas palavras: "Daqui até ali".
(AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p.109)

A Verdadeira Amizade

É isto o que se ama nos amigos. De tal maneira se amam que a consciência humana se julga por culpada, se não ama a quem lhe paga amor com amor, ou se não paga com amor a quem primeiro a amou, só procurando na pessoa do amigo os sinais exteriores da benevolência. Daqui, esse luto quando alguém morre, as trevas de dores, o coração umedecido pela mudança da doçura em angústia e a morte dos vivos pela perda da vida dos mortos.


Feliz o homem que Vos ama, feliz o que ama o amigo e Vós, e o inimigo por amor de Vós. Só não perde nenhum amigo aquele a quem todos são queridos n'Aquele que nunca perdemos. E quem é Esse, senão o nosso Deus, o Deus que criou o céu e a terra e os enche porque, enchendo-os, os criou? Ninguém Vos perde, a não ser quem Vos abandona; e, se Vos deixa, para onde vai, para onde foge, senão de Vós manso, para Vós irado? Onde é que não encontra, no seu castigo, a vossa lei? "A vossa lei é a verdade", e "Vós a mesma verdade".
(AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 108.)

Angústia

Vm, sim, agora vem todos os dias para meu deleite! Antes vinha apenas alguns dias da semana, apenas na parte da tarde. Agora vem também na parte da manhã. Ah, quero nem pensar quando eu tiver de voltar à rua. Parece que meu dia não é completo seu que eu o possa ver, admirar seu sorriso, o meu céu!
Sim vem óh amado, estou lhe esperando como nunca antes esperei por alguém. Com amor eterno que jamais imaginei poder algum dia possuir. Arde em meu peito uma vontade de estar sempre contigo. Vem para mim pois sem você minha vida não tem cor. Vem, flor mais bela e mais perfumada do campo! Sou seu, só seu, todo seu!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Salve Rainha!

Salve Rainha Mãe de Deus
És Senhora nossa Mãe!
Nossa doçura, nossa luz, doce Virgem Maria!
Nós a Ti clamamos, filhos exilados;
Nós a Ti voltamos nosso olhar confiante!
Volta para nós, óh Mãe
Teu semblante de amor!
Óh! Dá-nos teu Jesus, óh Mãe!
Quando a noite passar!
Salve Maria, Mãe de Deus
És auxilio do cristão!
Óh Mãe clemente, óh Mãe piedosa!
Óh doce Virgem Maria!

Magnificat

Magnificat anima mea Dominun
Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo
Quia respexit humilitatem ancillae suae:
Ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes
Quia fecit mihi magna, qui potens est:
Et sanctum nomen ejus.
Et misericordia ejus a progenie in progenies timentibus eum
Fecit potentiam in brachio suo:
Dispersit superbos mente cordis sui
Deposuit potentes de sede, et exaltavit humiles
Esurientes implevit bonis:
Et divites dimisit inanes
Suscepti Israel puerum suum, recordatus misericordiae suae
Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini ejus in secula.
Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto
Sicut era in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum, Amen.

Pelas mãos de Maria, encontramos Jesus

Maria é, pois, Rainha. Mas saibamos todos, para consolação nossa, que é uma Rainha cheia de doçura e de clemência, sempre inclinada a favorecer e fazer bem a nós pobres pecadores. Quer por isso a Igreja (...) que a saudemos com o nome de Rainha de Misericórdia. O próprio nome de Rainha (...) denota piedade e providência para com os pobres, enquanto que o de imperatriz dá ares de severidade e de rigor. A magnificência dos reis e das rainhas consiste em aliviar os desgraçados (...). Enquanto que os tiranos governam tendo em vista apenas seu interesse pessoal, devem os reis procurar o bem de seus vassalos. Por isso, na sagração de reis se lhes unge a testa com óleo. É o símbolo da misericórdia e benignidade de que devem estar animado para com seus súditos.

Devem, pois, os reis principalmente empregar-se nas obras de misericórdia, mas sem omitir, quando necessária, a justiça para com os réus. Não assim Maria. Bem que seja Rainha, não é rainha de justiça, zelosa do castigo dos malfeitores. É Rainha de Misericórdia, inclinada só à piedade e ao perdão dos pecadores. Por isso, quer a Igreja que expressamente lhe chamemos Rainha de Misericórdia. (...)

Podemos temer por ventura que Maria desdenhe empenhar-se pelo pecador, por vê-lo tão carregado de pecados? Ou nos devem intimidar a majestade e a santidade desta grande Rainha? (...) Porque quanto ela é mais excelsa e mais santa, tanto é mais doce e mais piedosa para com os pecadores, que se querem emendar e a ela recorrem. Nela nada há de terrível nem de severo. É toda benigna e amável para com os que a procuram.



Santo Afonso Maria de Logório, Glórias de Maria. Editora Santuário, p. 36 e 39

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Convite a meu amado

Essa insegurança, esse esperar angustiante me matam! Este silêncio dos que não se decidem logo é fatal! Por favor, se puder, não me faça esperar tanto. Não sei até onde consiguirei suportar isso. Como é difícil amar dessa forma! Tenho medo da decepção, mesmo sabendo que ela não existe. Só quero uma coisa, creio que não esteja exigindo demais. Quero você! Será que você ainda não conseguiu entender? Quantos bilhetinhos mais terei de lhe entregar? O que nos impede de sermos um no amor? Pois até que você se decida, continuarei com meus bilhetinhos, meus olhares, meus "bom dia", enfim, continuarei a lhe esperar! Meu coração é seu, moço! Ele é só seu! Vamos andar de bicicleta juntos? Passo na prefeitura para lhe buscar! Eu ajudo você a entregar os documentos nas repartições. Vamos andar de bicicleta juntos?

Procuro um abrigo

Procuro abrigo nos corações
de porta em porta desejo entrar.
Se alguém me acolhe com gratidão
faremos juntos a refeição.

Eu nasci pra caminhar assim,
dia e noite; vou até o fim.
O meu rosto o forte sol queimou,
meu cabelo o orvalho já molhou:
Eu cumpro a ordem do meu coração.

Vou batendo até alguém abrir.
Não descanso. O amor me faz seguir
É feliz quem ouve a minha voz,
e abre a porta, entro bem veloz:
Eu cumpro a ordem do meu coração.

Junto a mesa vou sentar depois
e faremos refeição, nós dois.
Sentirá seu coração arder
e esta chama tenho de acender;
Eu cumpro a ordem do meu coração.

Aqui dentro, o amor nos entretém;
e lá fora, o dia eterno vem.
Finalmente nós seremos um,
e teremos tudo em comum!
Eu cumpro a ordem do meu coração.