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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nossa Senhora do Rosário



A cidade romana de Pompéia, ao sul de Nápoles, foi destruída pelo vulcão Vesúvio no ano 79. As ruínas permaneceram soterradas sob dez metros de cinzas até o início do século XVII, quando foram encontradas. Os trabalhos arqueológicos sistemáticos, realizados até hoje, só começaram quase duzentos anos depois da descoberta. Próximo ao local, a cerca de cinco minutos, existe o chamado Vale de Pompéia. Nele, à sombra do velho vulcão adormecido, foi erguido um santuário dedicado à Nossa Senhora do Rosário, que deu vida à nova cidade de Pompéia, mais conhecida como: "Cidade da Caridade", ou melhor ainda, "Cidade de Maria". Vamos conhecer sua história e saber se faz jus ao nome 

Bartolo Longo nasceu em Latiana seus pais eram: a filha de um alto magistrado e um respeitável médico, que lhe deram sólida formação religiosa e intelectual. Estudante de direito em Nápoles, se tornou um ativista político anticlerical e abandonou o catolicismo. Mas, um professor viu a possibilidade de resgatar a ovelha perdida e apresentou Bartolo ao Padre Radente, um dominicano com muito carisma. Guiado pelo padre, reencontrou a fé em Cristo, voltou à oração do Rosário e sua devoção à Nossa Senhora se fez mais vigorosa. Ingressou na Ordem Terceira Dominicana e se tornou um Irmão leigo, com nome de "Irmão Rosário". 

Em 1864, aos vinte e três anos, advogado formado, abandonou a carreira para se dedicar a Deus e às obras de caridade. Através dele conheceu a Condessa Mariana de Fusco, viúva, de muita fé, dona de vasto patrimônio e também engajada em obras da Igreja, que o contratou como seu particular administrador. Em 1872, Bartolo foi ao Vale de Pompéia, verificar as terras da condessa e alí se deparou com um triste cenário: muitas famílias trabalhando nas escavações das ruínas da antiga Pompéia, afastadas do convívio da fé. Naquele instante, Bartolo sentiu que era alí que devia pregar o Rosário. 

Bartolo e a Condessa Mariana, animados por uma ardente fé, ergueram a capela paroquial da nova Pompéia, dedicada à Nossa Senhora do Rosário. A única dificuldade encontrada foi quanto a imagem dessa devoção. Mas, Bartolo acabou recebendo de uma Irmã, uma antiga pintura, que a Condessa Mariana mandou restaurar. 

No quadro Maria está sentada, segurando o Menino Jesus sentado sobre sua perna direta. Aos seus pés estão São Domingos de Gusmão e Santa Catarina de Sena, que recebem um Rosário do Menino Jesus e de Maria, respectivamente. Ele foi exposto pela primeira vez em 13 de fevereiro de 1876 e desde então milagrosos prodígios ocorrem diante dele. A fama da intercessão da Virgem de Pompéia correu por toda a região e uma multidão de fiéis e peregrinos foram para lá, ver a imagem. 

Em março do mesmo ano Bartolo iniciou a construção de uma igreja maior. Ao mesmo tempo foi criando obras de caridade e instituições assistenciais destinadas às famílias dos trabalhadores das escavações. Em 1884, para divulgar o projeto e arrecadar donativos, fundou uma tipografia e criou a revista mensal "O Rosário e a nova Pompéia", difundida no mundo até hoje. Para dirigir os orfanatos e as escolas dos filhos e filhas dos encarcerados, fundou as congregações: "Filhas do Santo Rosário" e "Irmãos das Escolas Cristãs", da Ordem Terceira Dominicana. 

A invocação à Virgem do Rosário de Pompéia cresceu tanto que, em 1887, ela foi coroada com um rico diadema, antes benzido pelo Papa Leão XIII. Bartolo ofereceu o Santuário e todas as obras de caridade a esse pontífice, em 1893. A igreja foi elevada à condição de Basílica, em 1901. Mas essa não é outra devoção mariana, senão apenas a veneração de Nossa Senhora do Rosário, em Pompéia, na Itália.

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