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sábado, 29 de outubro de 2011

"A Jornada Mundial da Juventude é do Rio de Janeiro"



RIO DE JANEIRO, terça-feira, 18 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – A decisão do Papa Bento XVI anunciada no dia 21 de agosto passado em Cuatro Vientos foi nítida e inquestionável: “Compraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira”.

A JMJ 2013 é do RJ e cabe à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em íntima e harmoniosa comunhão com o Pontifício Conselho para os Leigos, que é o principal responsável das Jornadas Mundiais, ser a primeira e oficial organizadora desse evento eclesial.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil como organismo a serviço da comunhão das arquidioceses e dioceses brasileiras, através da sua recém criada Comissão Episcopal Pastoral da Juventude, juntamente com as diversas instâncias governamentais do país, com empresas e patrocinadores, com associações e movimentos e com novas comunidades e instituições financeiras, serão ao longo desse período preparatório importantes colaboradores da nossa Arquidiocese carioca, mas não têm a primazia nem a oficialidade organizativa da JMJ 2013.

Nesses dois meses que passaram desde a JMJ Madrid houve, nas redes sociais e nos encontros com certas esferas da juventude brasileira, muitas notícias ambíguas e até mesmo desconcertantes que acabaram gerando incertezas e perplexidades no seio da Comissão organizadora Local, com sua sede no 7º andar do Edifício João Paulo II, onde está o governo arquidiocesano.

Camisetas ditas oficiais são oferecidas num site de jovens conectados, pronunciamentos de pessoas qualificadas dentro da Igreja confundem as mentes dos jovens sobre quem é, de fato e de direito, o organismo oficial responsável pela JMJ 2013, logomarcas e músicas que acompanham eventos prévios da Jornada, são mostrados na mídia como sinais oficiais desse evento, além do aparecimento de algumas empresas que atribuem a si o monopólio publicitário desse futuro acontecimento.

Todas essas afirmações e iniciativas são, sem dúvidas nenhuma, compreendidas dentro do momento eufórico causado pela decisão de Bento XVI, mas tiram a paz e as forças necessárias daqueles que devem pôr em marcha todos os trabalhos desse mega-evento eclesial e vão dificultando muito a união de esforços que deve existir entre o Pontifício Conselho para os Leigos, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e os Governos, Federal, Estadual e Municipal.

A JMJ 2013 é do RJ, e tal realidade não é de jeito nenhum um bônus para a Arquidiocese, já que ela colocou sobre seus ombros um ônus inimaginável, mas tudo que se realiza e se vive em comunhão e na graça dentro da Igreja Católica torna-se um jugo suave e um peso leve.

Os padres e os leigos voluntários que desde Madrid estão à frente dos diversos departamentos que estruturam o Comitê Organizador local, merecedores de confiança de Dom Orani e dos seus bispos auxiliares, necessitam muito daquela força pedida pelo Santo Padre Bento XVI a Deus após o anúncio oficial feito em Cuatro Vientos.

Eles pedem também a presença dessa comunhão pacífica de trabalhos e de esforços de todas as instâncias eclesiais e civis, para que interesses pessoais de caráter econômico e político não estejam por cima do que é o mais essencial nas Jornadas Mundiais: o encontro íntimo e particular dos jovens com Jesus Cristo.

Nos meses preparatórios desse mega-evento eclesial nada mais rico em termos humanos e nada mais profundo em termos divinos do que a existência do respeito mútuo, da justiça e da caridade cristãs, para que no intervalo de tempo entre a JMJ 2011 Madrid e JMJ 2013 Rio se consiga uma participação substanciosa da juventude mundial, uma aproximação maior dos jovens à Igreja Católica e a melhora da imagem da Santa Madre a Igreja na mídia nacional e internacional.

O que o Rio de Janeiro mais deseja é tornar amável o caminho do bem, que Deus veio trazer ao mundo, é anunciar com alegria aos nossos jovens do Terceiro Milênio a beleza atual do Evangelho, é contagiar os peregrinos, as autoridades, os jornalistas, as empresas, etc, com o estilo aberto, acolhedor, amistoso e comunitário do povo carioca que na sua fé e na sua esperança sabe dizer ao mundo que é possível conjugar as belezas naturais do Rio de Janeiro com as belezas divinas, como falava o Beato João Paulo II em 1997 ao pisar no solo da Cidade Maravilhosa: “ao lado da arquitetura humana está a arquitetura divina”.

O projeto de Deus para o Brasil e, mais concretamente, para o Rio de Janeiro, sede da JMJ 2013, é exatamente evidenciar a beleza da unidade dentro da diversidade, da comunhão eclesial dentro das distinções participativas, da fraternidade cristã dentro da pluralidade de interesses.

A JMJ 2013 e o RJ são os dois braços abertos para o Brasil e para o mundo como se vê no Cristo Redentor no alto do Corcovado.

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

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