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sexta-feira, 4 de março de 2016

Vida espiritual dos Institutos Paulinos

“Uma só espiritualidade: viver integralmente o Evangelho; viver no Mestre divino enquanto ele é Caminho, Verdade e Vida; vivê-lo como o compreendeu São Paulo” (Pe. Alberione).

No Catecismo da Igreja Católica afirma-se que “todo o organismo sobrenatural tem sua raiz no santo batismo” (n. 1265). É, portanto, em força da ”consagração batismal” que certo número de batizados, como repete Pe. Tiago Alberione, “visam sobre todas as coisas Deus … e ao mesmo tempo esforçam-se por colaborar na obra da Redenção e dilatar o Reino de Deus”.

“No estudo da espiritualidade — escreve o Fundador em 1953 — pareceu sempre mais claro que cada uma tem lados bons, mas no fundo há sempre Jesus Cristo, Mestre divino … Se depois se passa ao estudo de São Paulo, encontra-se o Discípulo que conhece o Mestre divino na sua plenitude: ele o vive todo; mergulha nos mistérios profundos da sua doutrina, do seu coração, da sua santidade, da sua humanidade e divindade… São Paulo apresenta-nos o Cristo total como já se definira, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6) …. Nessa visão há Jesus Cristo integral; por esta devoção o homem é todo preso, conquistado por Jesus Cristo”.

Conduzida pelo Espírito, com o Espírito e no Espírito, a vida humana e cristã identifica-se, portanto, qual vida espiritual de todo batizado que segue o Mestre divino “Palavra junto de Deus” (Jo 1,1), “Unigênito no seio do Pai” (Jo 1,18), “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6), e se conforma a ele como o apóstolo Paulo: “Vivo, porém, não mais eu, mas Cristo vive em mim. A vida que eu agora vivo na carne, a vivo na fé, a do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo per mim” (Gl 2,20).

A vocação à vida secular na qual se professam os conselhos evangélicos é acolhida e atuada na cotidianidade. Para os membros dos Institutos Paulinos de vida secular consagrada, a vida segundo o Espírito é um desafio a discernir, acolher e viver, no conjunto das oportunidades providenciais, tempos e ambientes, locais verdadeiros do Espírito nos quais ele se torna presente à inteligência, alma, energia interior.
A “sua” respiração está neles desde o batismo. Eles deverão conquistar os sentidos interiores e a ação divina que quer expandir-se neles como já operou em São Paulo e no Fundador.

Os membros dos Institutos Paulinos de vida secular dão riqueza e originalidade impagável à comunidade eclesial e ao mundo porque são salgados, iluminados, fermentados pelo Espírito para serem por sua vez luz, sal, e fermento de sabedoria e de graça entre o povo.

Também se visíveis, ninguém os percebe se ele mesmo não se deixa imergir no Espírito. Aparentemente são como todos os outros, mas o seu vigor espiritual reside no Cristo, no Evangelho, nas bem-aventuranças, na oração, no Espírito Santo que os torna humanos e vizinhos ao próximo na cotidianidade dos encontros, para contribuir no interior da secularidade e fecundar evangelicamente a vida social, cultural, econômica, política, empresarial, lúdica e em todas as outras suas formas.
Vida espiritual e testemunho não são escandidos pela rigidez e inércia, e sim pelos princípios da flexibilidade sábia que não cria conflitos interiores entre contemplação e atividade, mas age como suporte para a autonomia na subsidiaridade, à emergência na caridade, à liberdade responsável, de modo que a participação da caridade de Deus ao mundo seja mais capilar, incisiva, contínua, eficaz, harmoniosa.

Referindo-se à vida espiritual e apostólica dos membros dos Institutos Paulinos de vida secular, Pe. Alberione assegura-lhes que atividade e contemplação não podem deixar de ser unidas. Entende-se com isso — dizia ele — que quem trabalha bem, com as devidas disposições, com fim imediato e necessário de ganhar o pão com o suor de sua fronte, cumpre a santa vontade de Deus, transformando assim, o trabalho em oração.

Entende-se também manter-se unido à oração perene da Igreja visto que o Fundador considerava que “nas 24 horas o sol vê na terra elevar-se continuamente o cálice e a hóstia para o céu … Um calvário sempre vivo, sempre verdadeiro, sempre atual, que se prolonga nos séculos, que glorifica o Senhor e faz chover graça e benção sobre a humanidade, também sobre a humanidade mais afastada de Deus.

Quem no dia entende viver unido a todas essas missas reza…, está em contínua adoração a Deus. Por outro lado, seja que tu comas, seja que tu bebas — diz São Paulo —, faze tudo para a glória de Deus (Cl 3,17)… Dir-se-á que não há tempo, então é preciso converter tudo em oração. Há almas que não sabem pensar senão no bem; almas que se conservam em contato habitual com Deus em qualquer lugar se encontrem. Em tudo o que fazem há a união com Deus”.

Ângelo De Simone, ssp
Conheça os INSTITUTOS PAULINOS DE VIDA SECULAR CONSAGRADA:
Instituto Nossa Senhora da Anunciação (para moças)
Instituto São Gabriel Arcanjo (para moços)
Instituto Santa Família (para casais)
Instituto Jesus Sacerdote (para sacerdotes e bispos diocesanos)

Para informações, dirigir-se a: Delegado dos Institutos Paulinos – Via Raposo Tavares, Km 18,5 – 05576-200 – São Paulo – SP
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