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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Maria foi Discípula, depois Mestra

PARTE 4
Maria e Jesus Verdade, Caminho e Vida



O Bem-aventurado Alberione explica a relação entre Maria Mestra e Jesus Mestre: “Jesus é Mestre enquanto é Caminho, Verdade e Vida; e Maria é, portanto, Mestra porque tem santidade, sabedoria, graça, vida. Jesus é o Mestre absoluto e único; Maria é Mestra por participação, dependência e em relação a Jesus Cristo, assim como é Co-redentora e Rainha por dependência e participação a Jesus Redentor e Rei”[1].
Se como discípula de Jesus Verdade e Mestre Maria se torna Mestra, como discípula de Jesus Caminho e Rei ela recebe o título de Rainha. E é importante notar que no caloroso ambiente da devoção a Maria, na inauguração do Santuário Rainha dos Apóstolos, Alberione indica uma missão social que podemos atribuir principalmente ao título de Rainha. Título este que recebeu uma consagração especial com a proclamação da festa de Maria Rainha, instituída por Pio XII no ano mariano de 1954, mediante a encíclica Ad caeli reginam, publicada no dia 11 de outubro.
Por uma feliz coincidência nos fins de 1954 estava sendo acabada a construção do Santuário-Basílica da Rainha dos Apóstolos em Roma, consagrado e aberto ao culto no dia 30 de novembro.
Numa memorável hora de adoração o Bem-aventurado Tiago Alberione entregou a Maria o Santuário como agradecimento à Virgem pela proteção durante a guerra e fez esta oração:
“Tu, ó Maria, tens uma missão social:
Primeiro: santificaste uma casa, domicílio das virtudes doméstica; guarda a primeira sociedade que é a família.
Segundo: deste início à vida religiosa com o voto de virgindade e a observância de uma perfeita obediência e pobreza: guarda a sociedade religiosa.
Terceiro: carregaste nos braços a Igreja nascente, sociedade sobrenatural instituída pelo teu Filho Jesus: guarda a Igreja.
Quarto: a ti foi confiada a humanidade, da qual es mãe espiritual e que deve irmanar-se numa sociedade supranacional: graças a Ti se unam os homens na verdade, caridade, justiça: guarda a Sociedade das Nações.
Quinto: Em Jesus Cristo és  a Mãe da civilização, que brota do Evangelho e se realiza na obra da Igreja: guarda a verdadeira civilização”[2].
Como discípula de Jesus Vida e Sacerdote, Maria recebe o título de Mãe, cuja função de maternidade inicia na Encarnação e é proclamada no Calvário: “No Calvário, Maria nos gerou. O mistério da Encarnação consuma-se no mistério da Redenção. Com a sua morte Cristo mereceu-nos definitivamente a graça de vivermos de sua vida. O que era veio à luz. Por conseguinte, assim como a nossa geração espiritual, iniciada no mistério da Encarnação, consumou-se no mistério da Redenção; assim também a maternidade espiritual de Maria, que começa em Nazaré, completou-se no Calvário; e lá foi proclamada”.



[1] G. Alberione, Maria: Discepola e Maestra, Id. p. 2.
[2] G. Alberione, Dedicazione del Santurario della Regina degli Apóstoli, in San Paolo, Novembre-Dicembre 1954, p. 3.

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