quarta-feira, 6 de maio de 2015

Maria foi discípula, depois Mestra

PARTE 2
Jesus e Maria ao centro dos dois Testamentos



Pouco depois de publicar a Via Humanitatis o Padre Alberione assim resume o caminho para a contemplação do mistério cristão: “A Criação, a promessa do Redentor, a Encarnação, a Vida de Jesus Cristo, a obra da Igreja, a nossa santificação e a vida futura no Céu têm todas um fio de guia: ao centro está Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida; o final a glorificação de Deus: Uno na natureza e Trino nas Pessoas”[1].
Após ainda dez anos de reflexão o Padre Alberione traça este caminho, apresentando seu desenvolvimento em quatro manifestações de Deus em seu plano: “Querendo manifestar-nos a sua glória e tornar outros seres participantes da sua beatitude, mostrou-se como é: Caminho, Verdade e Vida. Realizou e continua realizando esta obra em quatro manifestações: a criação, a revelação, a Igreja, o céu”[2].
E ao expor os vários pontos desse projeto o Bem-aventurado Tiago Alberione faz esta afirmação lapidar: “Jesus e Maria ao centro dos dois Testamentos”[3].
É interessante notar que, em 1959, logo após a publicação desses ensinamentos destinados a servir como um projeto de enciclopédia de Jesus Mestre, Caminho Verdade e Vida, o Padre Alberione se dedicou a estudar e publicar um escrito sobre Maria (Maria, Discípula e Mestra[4]), em que os títulos Mãe, Mestra e Rainha (paralelos aos de Cristo Vida, Verdade e Caminho) recebem a sua luz da consideração de Maria como Discípula: “Maria foi antes discípula e mestra depois”.



[1] G. Alberione, Introduzione, in Stefano Lamera, Gesú Maestro Via Veritá e Vita, , EP, Alba, 1949.
[2] G. Alberione, Ut perfectus sit homo Dei, II 148-161
[3] G. Alberione, Ut perfectus sit homo Dei, II 156.
[4] G. Alberione, Maria: Discepola e Maestra, in San Paolo, Novembre-Dicembre 1959, pp. 1-10.

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