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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Arturo Mari fala sobre o Papa Wojtyla aos jovens poloneses



O testemunho do fotógrafo em Czestochowa

ROMA, quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 (ZENIT.org) - "Czestochowa ocupa um lugar especial na minha vida, aqui me sinto em casa." Disse Arturo Mari, o fotógrafo do Beato João Paulo II, que na noite de ontem encontrou-se com os moradores de Czestochowa e com a comunidade acadêmica na igreja de Santo Irineu. Na reunião participaram cerca de 300 pessoas, a maioria estudantes.

Perguntado sobre como ele vê Czestochowa, sete anos após a morte de João Paulo II, Mari disse que "se todos os dias vocês participam do apelo de Jasna Gora, tradicional oração mariana, e se aqui em Czestochowa tem o Museu das Moedas de João Paulo II, o único do seu tipo no mundo, ele, João Paulo II, está aqui com vocês. "

O fotógrafo do Papa Wojtyla disse que "o verdadeiro poder do papado de João Paulo II foram os jovens. Vocês foram a sua esperança, a sua força ", disse Mari.

"O amor pelos jovens era o seu estilo de vida. Queria que os jovens vivessem com dignidade e em armonia com a Verdade. Os jovens têm procurado daquele homem de branco, nas suas vidas, os seus caminhos", continuou o fotógrafo.

Mari lembrou "a grande importância que tinham na vida de João Paulo II, a oração, a humildade, o amor por outro ser humano, mas também o sofrimento."

"A Cruz de Cristo era para ele um ponto de referência. Na Cruz João Paulo II procurou a força espiritual. A sua vida estava inserida no mistério da cruz ", disse o fotógrafo.

"João Paulo II fazia tudo com humildade. Tinha uma fé profunda. Com as palavras do Evangelho tem fortalecido os jovens ", disse Mari.

O famoso fotógrafo também lembrou a sua amizade com o cardeal Stefan Wyszynski, o Primaz do Milênio. "Wyszynski, no Concílio Vaticano II apresentou-me o jovem Karol Wojtyla", disse Arturo Mari.

Lembrou também seu último encontro com João Paulo II, oito horas antes da sua morte. "Virou a cabeça para mim, tocou meu rosto e disse baixinho:" Arturo, obrigado '", disse o fotógrafo.

Arturo Mari também participou da Santa Missa, celebrada pelo Pe. Marek Bator, capelão universitário e pároco da paróquia acadêmica de Santo Ireneu. "Este é um dia importante para a nossa comunidade: está no meio de nós um testemunho do pontificado do Beato João Paulo II", disse Don Marek.

Arturo Mari veio a Czestochowa nos últimos dias, a convite de Krzysztof Witkowski, fundador do Museu de moedas e medalhas do Papa João Paulo II.

Durante a sua estada em Czestochowa, Mari conheceu, entre outros monsenhor Wacław Depo, Arcebispo Metropolitano de Czestochowa, visitou Jasna Gora e o Museu das moedas e das medalhas do Papa João Paulo II.

O fotógrafo também teve tempo para se encontrar com uma família em Blachownia perto de Czestochowa. "Foi uma verdadeira alegria para nós quando Arturo Mari quis encontrar-nos. Ele é testemunha do Beato João Paulo II. Este dia permanece em nossos corações para sempre ", disse à Zenit a Sra. Jowita Kostrzewska. "Estou muito feliz", disse Wojciech Kostrzewski, o marido de Jowita.

Arturo Mari foi o fotógrafo de seis papas, desde março de 1956, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, o Beato João Paulo II e Bento XVI. Durante o pontificado de João Paulo II tirou quase seis milhões de fotos.

Pe. Mariusz Frukacz

[Tradução Thácio Siqueira]

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