domingo, 3 de abril de 2011

4º DOMINGO DA QUARESMA

Domingo, 03 de abril de 2011

1ª Leitura: 1Sm 16,1b.6-7.10-13a

Salmo: Sl 22(23) (R/. 1: “O Senhor é o pastor que me conduz;/ não me falta coisa alguma.”)

2ª Leitura: Ef 5,8-14

Evangelho: Jo 9,1-41


REFLEXÃO


Os textos de hoje nos falam da arrogância dos que tentam se evadir dos desígnios de Deus. Na primeira leitura, temos a confirmação de que o menor, aquele em que ninguém pensara, se converte no justo e no eleito de Deus, que supera todos os irmãos maiores. "O olhar de Deus não é como o olhar do homem, pois o homem olha as aparências, mas o Senhor olha o coração."


Paulo nos conclama a sermos filhos da luz e darmos frutos de bondade, justiça e verdade. E ele afirma que a esterilidade dos que se escondem nas trevas deve ser denunciada: "O que esta gente faz em segredo, é vergonhoso até dizê-lo".


O evangelho nos mostra que o cego de nascença não pede a Jesus que lhe conceda a visão, nem Jesus lhe pergunta se quer ver. Ele apenas evidencia como a ação de Deus deve se manifestar. E, a partir da sua cura, um processo lento e progressivo se desencadeia até que reconheça Aquele que o libertou das trevas. Todos os demais, fariseus, pais e mestres da Lei, permanecem nas trevas e o expulsam da sinagoga.


O detalhe mais vital desta narrativa é que aquele-que-era-cego só reconhece Jesus quando se torna como Ele, um proscrito. Com todas as suas amarras sociais e religiosas rompidas, o cego é capaz de proclamar: "Creio, Senhor". Ele participa da verdade mais profunda do outro, das suas fragilidades e esperanças. Ele, que agora vê, pode caminhar na lealdade da vida e do projeto histórico de Jesus. Aquele que declarou que veio para os pecadores e doentes nos revela que só os proscritos pelo mundo é que terão condição de reconhecê-Lo e caminhar, lado a lado, com Ele. Os que trazem o sinal da proscrição, como Jesus, serão sempre Caim para os homem e Abel para Deus.


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Pe. Paulo Botas, mts

sábado, 26 de março de 2011

3º DOMINGO DA QUARESMA

Domingo, 27 de março de 2011

1ª Leitura: Ex 17,3-7

Salmo: Sl 94(95) 1-2.6-7.8-9. (R/. 8: “Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor!”)

2ª Leitura: Rm 5,1-2.5-8

Evangelho: Jo 4,5-15.19b-26.39ª.40-42


REFLEXÃO


Os textos de hoje a importância vital da água para a manutenção da Vida. Na primeira leitura, o povo cansado da liberdade e com sede reclama do Senhor. Provoca-O e O tenta. O Senhor, na sua misericórdia, se mostra rochedo e deste rochedo brota a água que, matando a sede do povo inconformado, o recoloca na travessia para a liberdade. Paulo nos vai afirmar que a água que mata a nossa sede "é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado".


O Evangelho nos mostra Jesus pedindo água para uma mulher samaritana. Ao oferecer o dom da água viva, que a mulher pensa ser uma mina d'água, ela, carinhosamente lembra Jesus que Ele não tem um balde. Jesus, ao não condenar a samaritana e nem julgá-la, abre o coração desta mulher e dialoga com ela sobre a adoração do Senhor, diante da qual nossos tropeços e fragilidades são insignificantes. Finalmente, Jesus declara a disputa superada.


A Adoração do Senhor não tem lugar e muito menos templo. A adoração do Senhor é, em espírito e verdade, no e pelo encontro amoroso do outro, diferente de nós, mas em comunhão fraterna. Devemos nos perguntar qual a sede de nossa vida, aqui e agora. E onde e que água estamos buscando para saciá-la. Quem não reconhece, em espírito e em verdade, a sua sede não busca e corre o risco de se acomodar na mediocridade, bebendo qualquer coisa que possa iludi-lo.


Temos que reconhecer que só o amor nos dá a vida e nos faz viver na verdade, matando, cotidianamente, a nossa sede e nos entusiasmando para as novas sedes que estão por vir. Nada devemos temer, na nossa travessia, porque nos foi prometido: "A quem tiver sede, darei gratuitamente da fonte da água viva" (Ap 21,6-7).

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Pe. Paulo Botas, mts

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mensagem do Papa Bento XVI para a Campanha da Fraternidade 2011

Ao Venerado Irmão

DOM GERALDO LYRIO ROCHA
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB

É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.

Pensando no lema da referida Campanha, "a criação geme em dores de parto", que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a "criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus" (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes "os filhos de Deus", cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Co 15, 28).

O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a "ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.

Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 16 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"MAIS SERVIRA, SE NÃO FORA..."


Pasquale Cipro Neto

Na escola nem sempre se ensina que o mais-que-perfeito do indicativo pode ser simples ou composto

A palavra “perfeito” é o particípio de “perfazer”, verbo que, entre outros significados, tem o de “fazer completamente”. Quando se diz, por exemplo, que Chico Buarque compôs “A Banda” na década de 60, emprega-se a forma verbal “compôs” (da terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) porque o processo em questão é perfeito, ou seja, está totalmente concluído.

Quando se diz que aos 20 e poucos anos de idade Chico Buarque já compunha obras-primas, emprega-se “compunha” (do pretérito imperfeito do indicativo) porque o processo em questão, contínuo, habitual, corriqueiro, ocorre num passado cujo fim não se estipula, não se define.

Se o pretérito que indica processo totalmente concluído é (por motivos óbvios) o perfeito, aquele que indica fato passado que se repete e cujo fim não se determina é (também por motivos óbvios) o imperfeito.

E o bendito “mais-que-perfeito”? Veja este caso: “Quando cheguei, o menino já tinha conseguido abrir a porta”. Qual é a sequência dos fatos? Primeiro eu chego e depois o menino consegue abrir a porta? Ou o menino consegue abrir a porta antes da minha chegada? É mais do que óbvio que a sequência correta é a segunda, não? Em outras palavras, o fato expresso pela locução “tinha conseguido” é anterior ao expresso pela flexão “cheguei”.

O caro leitor já sabe que a forma “cheguei” expressa fato pretérito totalmente concluído, num tempo específico, determinado do passado, razão pela qual é do pretérito perfeito. Se já sabemos que o processo expresso por “tinha conseguido” é anterior ao expresso por “cheguei”, ou seja, é mais velho do que esse, que é do perfeito... Ora, o que é mais velho do que o perfeito só pode ser “mais-que-perfeito”, certo? Como o caro leitor já concluiu, o nome “pretérito mais-que-perfeito” embute uma palavra (velho, antigo, etc.).

“Ué! Então ‘tinha conseguido’ é do pretérito mais-que-perfeito? Mas não foi isso que me ensinaram na escola! O que aprendi como mais-que-perfeito é algo como ‘conseguira’, ‘fora’, ‘beijara’, ‘estivéramos’ etc”.

Pois é, caro leitor, muita gente deve ter pensado ou dito essa frase. O fato é que na escola nem sempre se ensina que o mais-que-perfeito do indicativo pode ser simples ou composto. A forma simples da primeira e da terceira do singular do pretérito mais-que-perfeito de “conseguir” é “conseguira”, que equivale a “tinha (ou ‘havia’) conseguido”. Na linguagem oral, é muito mais comum o uso da forma composta do mais-que-perfeito; na escrita, pode-se dizer que a forma composta também predomina, mas a simples nem de longe é pouco comum ou rara.

Por fim, seria interessante trocarmos duas palavras sobre os valores paralelos do pretérito mais-que-perfeito, mas o espaço acabou. Como aperitivo, deixo este passo, do monumental Camões: “Mais servira, se não fora/Para tão longo amor tão curta a vida”. É isso.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ateísmo ao ateísmo

Hoje em dia ainda há muitas pessoas que não crêem em um Deus ou em algum outro ente ao qual se dê o título de “o criador do Universo” e de tudo o que nele existe. Mas isso não é novidade, pois, no passado, também existiram muitas outras pessoas que tiveram o mesmo modo de pensar. Trata-se de um fenômeno que atravessa gerações e que por isso, sempre estará presente enquanto a humanidade existir.

O ser humano é racional, possui várias faculdades que nenhum outro ser vivente neste planeta tem. O ser humano sofre, ama, odeia, sente saudades, felicidade, enfim, tantas outras capacidades característica da espécie humana. Mas entre todas elas, destaco uma que é fundamental no contexto do ateísmo: o senso crítico. Aqui não falo da crítica perversa e má que tem por objetivo destruir ou abalar aos outros, mas sim daquela crítica que ajuda, soma, constrói e que faz crescer e amadurecer.

Se pensarmos bem, veremos que na realidade é impossível a existência de um ateísmo prático. Veja bem: só pelo fato de se pensar no nome “Deus” nós mesmos damos existência ao termo. Veja, disse ao termo “Deus”. Note que todos os termos dão nome a algo que existe, seja um ente concreto ou abstrato. Ninguém duvida da existência das bruxas, talvez elas não sejam da forma como as imaginamos, mas elas existem e estão por aí, em todas as partes do mundo. Ninguém duvida da existência do ar, nós não o vemos ou sentimos mas sabemos que sem ele não poderíamos ser neste planeta. E assim por diante, para dizer: não precisa haver alguém que creia ou não creia, o termo existe por si mesmo. Assim também ocorre com o Criador, Ele é o que é, existe por Ele mesmo, quer creiamos ou não. Olhe que em momento algum estou dando o direito dos não crentes a continuarem não crentes. De forma alguma! Mas o ser de Deus é assim, com essa simplicidade que esmola de nós a nossa fé nEle.

Analisemos mais a fundo e vejamos algumas vias de acesso ao conhecimento de Deus. Disse Santo Agostinho: “Interroga a beleza da terra, interroga a beleza do mar, interroga a beleza do ar que se dilata e se difunde, interroga a beleza do céu... interroga todas essas realidades. Todas elas te respondem: olha-nos, somos belas. Sua beleza é um hino de louvor. Essas belezas sujeitas à mudança, quem as fez senão o Belo, não sujeito à mudança?” (Serm. 241,2: PL 38, 1134). Observe a criação, todos os seres vivos e também os não vivos. Sua beleza e perfeição falam sim de seu Criador. Quem consegue realmente contemplar todos os seres criados vê o dedo de Deus em todos eles. Contemplando o mundo em sua beleza, bondade e verdade consegue conhecer a Deus como o Princípio e o Fim último do Universo.

“Pois o que de Deus se pode conhecer é a eles (os pagãos) manifesto, já que Deus mesmo lhes deu esse conhecimento. De fato, as perfeições invisíveis de Deus – não somente seu poder eterno, mas também a sua eterna divindade – são percebidas pelo intelecto, através de suas obras, desde a criação do mundo.” (Rm 1,19-20)

Olhemos o ser humano. Vejamos como o homem é capaz de pensar, sentir, agir. Também possui grande abertura à verdade e à beleza. Somente o ser humano possui o senso do bem e do mal, utiliza-se de sua liberdade e escuta a voz de sua consciência. Ele pode fazer planos para o futuro, conquistar sua felicidade e ir muito além de seus próprios limites. O fato de o ser humano poder questionar a própria existência de Deus. Com isso tudo ele sente sua alma espiritual, “semente de eternidade que leva dentro de si, irredutível a só matéria” (Gaudium et Spes 18,1; cf. 14,2). O Catecismo da Igreja Católica diz no parágrafo 34: “O mundo e o homem atestam que não têm em si mesmos nem seu princípio primeiro nem seu fim último, mas que participam do Ser em si, que é sem origem e sem fim. Assim, por estas ‘vias’, o homem pode aceder ao conhecimento da existência de uma realidade que é a causa primeira e o fim último de tudo, ‘e que todos chamam Deus’” (Sto. Tomás de Aquino, S. Th I,2,3.)

O que todo homem tem em comum, seja ele crente ou descrente, é o fato de que todos possuem dentro de si um grande desejo de Deus. A alma de todo ser humano clama por Deus e sabe que só encontra a verdadeira felicidade quem encontra a esse mesmo Deus. E é por isso que alguns acabam agindo de forma desesperada e entram no mundo da prostituição, das drogas, ou também grandes atos de bondade sendo sempre solícitos, amorosos, caridosos. Em tudo isso está a busca da alma por Deus, o seu Amado.

“A minh’alma tem sede de Vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água!” (Sl 62,2).

Não se pode impor a que os não crentes comecem a crer a qualquer custo e o quanto antes. Não é dessa forma que as coisas funcionam. Faz-se necessária toda uma vida de conversão, reflexão e escuta da voz de Deus. Deus dá a sua graça a todos os homens. A nós (mesmo nós que somos crentes) resta colocarmo-nos à disposição dessa graça como Maria Santíssima fez: Fiat! – Faça-se a Tua vontade! - O importante é caminhar, viver cada dia, passo a passo. Com o tempo, a graça de Deus há de conquistar-nos e então, finalmente, buscaremos a Felicidade em sua fonte original. Dizem que todos os caminhos levam a Roma. Bem, nem todos os caminhos levam a Deus. Mas todos eles são trilhados no mais simples desejo de encontra-lo.

"Tu me seduziste, Senhor,

E eu me deixei seduzir!

Foste mais forte do que eu..." (Jr 19,7)

“Vós sois grande, Senhor, e altamente digno de louvor: grande é o vosso poder, e a vossa sabedoria não tem medida. E o homem, pequena parcela de vossa criação, pretende louvar-vos, precisamente o homem que, revestido de sua condição mortal, traz em si o testemunho de seu pecado e de que resistis aos soberbos. A despeito de tudo, o homem, pequena parcela de vossa criação, quer louvar-vos. Vós mesmo o incitais a isto, fazendo com que ele encontre suas delícias no vosso louvor, porque nos fizestes para vós e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em vós.” (Sto. Agostinho, Conf. I,1,1)

LUCIANO BENEDITO DOS SANTOS

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Amor de Índio

(Beto Guedes/Ronaldo Bastos)

Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo o cuidado
Meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver a teu lado
Com arco da promessa
Do azul pintado
Pra durar

Abelha fazendo o mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor
E ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo

Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado
Meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo
Sim, todo amor é sagrado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Palhaço


(Vocal Ellas)

Preste atenção nessa história
que eu vou te contar.
Essa história que eu conto é pra fazer pensar.

No altar da igreja, um belo dia,
chega o sacristão com a vassoura,
pá e pano pra limpar o chão.

E lá chegando encontrou o palhaço a brincar,
equilibrando uma bola em seu calcanhar.

E entre risos o palhaço escorregou no chão
e terminando a cambalhota viu o sacristão.

"Mas que vergonha, o que é isso?"
disse o sacristão.
"Onde se viu fazer bagunça?"
o que ele disse então.

Mas o palhaço sorriu e disse a cantar:
"Eu sou o palhaço e brincando é que eu seu rezar
como você o que tenho pra oferecer,
igual a você o melhor para oferecer para Deus".

Essa palavra então, por fim, calou o sacristão.
E ele lembrou que o melhor se dá de coração.

E o palhaço assim se despediu
em uma pirueta longa como ele partiu.

Laiá, laiá, laiá, laiá...

Mas o que nem sacristão nem palhaço viu,
é que a imagem do menino Jesus sorriu.

LEITURA ORANTE: A perda é salvação

Quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os que, nesta rede da...