terça-feira, 23 de setembro de 2014

Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,19-21

Naquele tempo:
A mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.
Então anunciaram a Jesus:
'Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver.'
Jesus respondeu:
'Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.'
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Coloca a lâmpada no candeeiro, a fim de que todos os que entram, vejam a luz

+ Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,16-18

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
Ninguém acende uma lâmpada
para cobri-la com uma vasilha
ou colocá-la debaixo da cama;
ao contrário, coloca-a no candeeiro,
a fim de que todos os que entram, vejam a luz.
Com efeito, tudo o que está escondido
deverá tornar-se manifesto;
e tudo o que está em segredo deverá tornar-se conhecido
e claramente manifesto.
Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis!
Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais;
e àquele que não tem,
será tirado até mesmo o que ele pensa ter.'
Palavra da Salvação.


REFLEXÃO

O conhecimento da Palavra de Deus é muito importante, mas não é suficiente para que uma pessoa se torne verdadeiramente cristã. O importante é assumir os valores que estão presentes nela, de modo que a Palavra de Deus se torne vida das pessoas, e assim elas testemunhem esses valores para todos e manifestem o amor de Deus para com seus filhos e filhas. Jesus nos faz uma grave advertência no Evangelho de hoje: "Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis!" Existem doutores na Palavra de Deus, mas que fazem da Palavra de Deus apenas objeto de conhecimento. É claro que o conhecimento da Palavra de Deus é importante, mas devemos ser doutores na sua vivência.

Fonte: liturgiadiaria.cnbb.org.br

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Martírio de São João Batista


A festa da natividade de são João Batista ocorre no dia 24 de junho. Ela faz parte da tradição dos cristãos como esta que celebramos hoje, do martírio de são João Batista. No calendário litúrgico da Igreja, esta comemoração iniciou na França, no século V, sendo introduzida em Roma no século seguinte. A origem da comemoração foi a construção de uma igreja em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João Batista. 

João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no evangelho de são Lucas: "Na verdade vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista". João Batista foi o precursor do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades. 

A ousadia do profeta despertou a ira do rei, que imediatamente mandou prendê-lo. João Batista permaneceu na prisão de Maqueronte, na margem oriental do mar Morto, por três meses. Até que, durante uma festa no palácio daquela cidade, a filha de Herodíades, Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou para o rei e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a exuberância da juventude, o que proporcionou a todos um estonteante espetáculo. 

No final, ainda entusiasmado, o rei Herodes disse que ela poderia pedir o que quisesse como pagamento, porque nada lhe seria negado. Por conselho da mãe, ela pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, a palavra do rei foi mantida. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. O martírio por decapitação de são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

São Pio X, papa


"Um pobre pároco da roça", assim se definia.
Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser padre.

Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e piedosa, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903.

No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo". Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença.

Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples pároco do campo". Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de são Pedro". Quando alguém o chamava de "padre santo", ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família.

No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O seu testamento assim se inicia:"Nasci pobre, vivi pobre e desejo morrer pobre".

O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

100 ANOS DA FAMÍLIA PAULINA



Foi no dia 20 de agosto de 1914, em um momento de oração e a bênção de uma minúscula tipografia que se iniciava a Família Paulina.

Uma grande família para uma grande missão, ou, no dizer de Pe. Tiago Alberione, “uma grande árvore ” com dez ramos.

Apóstolo da Comunicação
Tiago Alberione nasceu em São Lourenço de Fossano, na Itália, no dia 4 de abril de 1884. Na passagem do século 19 para o 20, estando em oração, Alberione sentiu que deveria fazer alguma coisa pelas pessoas do novo século. Foi um profeta que soube responder plenamente aos apelos de Deus. Sua resposta foi de extraordinária fecundidade para a Igreja e para o mundo. Alberione morreu no dia 26 de novembro de 1971 e foi declarado Bem-aventurado no dia 27 de abril de 2003 pelo Papa João Paulo II.

A espiritualidade paulina
A espiritualidade paulina, centrada em \"Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida\", é atualíssima e leva em consideração Jesus em sua totalidade e o ser humano na sua integralidade. Diante dos problemas atuais da humanidade, neste início de século e de milênio, nada melhor que enfrentá-los, buscando iluminação nas palavras e ações de Jesus. Ele sempre tem algo a ensinar, a cada dia, ao homem e à mulher que buscam a vida em plenitude. 

Em Maria, Rainha dos Apóstolos, temos o modelo para o equilíbrio entre a mística da vida e do trabalho apostólico. Ela, a primeira comunicadora de Jesus, é nossa inspiração e síntese de fé.

Paulo é o discípulo apaixonado por Jesus, no qual se inspirou Tiago Alberione. Ele é o nosso exemplo de ação missionária, nosso protetor e pai.

A partir de 1914 e 1915, surge a Família Paulina que concretiza o grande carisma acalentado no coração de Alberione: Viver Jesus Cristo, Mestre e Comunicador, Caminho, Verdade e Vida e anunciá-lo com os mais modernos e eficazes meios que o progresso humano oferecer. Para responder às novas exigências apostólicas vão surgindo através dos anos as diversas Congregações e Institutos da Família Paulina:10 vozes que anunciam o Evangelho

1914 - Sociedade São Paulo – Padres e Irmãos Paulinos
Nós, Paulinos, proclamamos o Reino de Deus na missão específica de anunciar o Evangelho na cultura da comunicação. Fomos fundados em 1914 pelo Bem-aventurado Tiago Alberione, na Itália, e hoje encontramo-nos nos cinco continentes.

Como consagrados, somos chamados a falar ao maior número possível de pessoas de forma atual e profunda. 

Somos Paulinos porque anunciamos o Evangelho do Mestre com a mesma ousadia do nosso pai e inspirador, São Paulo. 

O jovem, quando ingressa numa de nossas comunidades, já vive a missão paulina, de forma concreta, desde a sua chegada. É a missão que nos dá identidade na Igreja. 

Se você acredita que o anúncio do Evangelho com os meios de comunicação pode transformar o mundo, junte-se a nós e seja Paulino também.
Site: www.paulinos.org.br - E-mail: centrovocacional@paulinos.org.br


1915 - Filhas de São Paulo - Irmãs Paulinas
Nós, Irmãs Paulinas, somos chamadas e enviadas para viver e comunicar Jesus Cristo, Mestre Caminho, Verdade e Vida, na cultura da comunicação. Corno Irmãs comunicadoras de Jesus Cristo vivemos e realizamos nossa missão em comunidade. 

Nossa espiritualidade está centrada em Jesus Mestre, em Maria, Rainha dos Apóstolos e em São Paulo apóstolo, de quem aprendemos o ardor missionário. A Eucaristia e a Palavra são fontes para nossa espiritualidade paulina.

Como mulheres consagradas para o anúncio do Evangelho nos colocamos a serviço da Palavra de Deus. O fundador, Bem-aventurado Tiago Alberione nos deixou a herança missionária de fazer dos meios de comunicação nosso lugar e espaço de evangelização. Por isso, ele nos dizia: \"o rádio, a televisão, o microfone, os filmes... são nossos púlpitos (lugares de pregação). Os livros, as mensagens, as músicas, as livrarias são igrejas de onde anunciamos o Evangelho\". Realizamos juntas esta missão, colocando a comunicação a serviço da vida. 

Se você se sente chamada a entregar sua vida por esta causa, comunique-se conosco! 
Acesse nosso blog http://www.blogpaulinas.blogspot.com.br e e-mail: irmaspaulinas@hotmail.com

1917 - União dos Cooperadores Paulinos 
Padre Alberione, além das congregações religiosas e dos institutos, organizou leigos e leigas que estivessem estreitamente ligados à missão e à espiritualidade de suas fundações. 

Os Cooperadores Paulinos ajudaram as congregações nascentes em tudo aquilo que era necessário, participando de sua mística e missionariedade. No pensamento de Padre Alberione, os Cooperadores são benfeitores, sim, mas, ao mesmo tempo, pessoas que compartilham do mesmo ideal com os membros das várias fundações.

É formada por homens e mulheres, jovens e adultos - que acreditam no ideal e no valor do carisma paulino e prolongam, nos mais variados ambientes, os múltiplos apostolados da Família Paulina.

São chamados a viver o apostolado paulino em todas as dimensões: catequese, redação, inserção nos meios de comunicação, evangelização, inserção nas diversas pastorais, acreditando que o carisma paulino é atual e urgente e constitui um grande desafio para o mundo de hoje.
E-mail: cooperadores@paulinas.com.br

1924 - Discípulas do Divino Mestre
Nós, Irmãs Discípulas do Divino Mestre, cultivamos uma espiritualidade litúrgica, centrada na pessoa de Jesus Mestre que se faz presente na Palavra, na Eucaristia e na comunidade reunida. Assim como Maria e o apóstolo Paulo, vivemos nossa consagração em comunidades de oração e de atividades apostólicas, no seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida. Nossa missão na Igreja se insere no amplo horizonte do sacerdócio dos batizados, dos ministérios litúrgicos e da pastoral litúrgica. Essa missão acontece também através da formação litúrgica e da produção de subsídios que colocam a arte e a criatividade a serviço da Liturgia. 

Se você sente no coração o desejo de consagrar sua vida a Deus, seguindo Jesus, venha nos conhecer, venha partilhar da nossa vida e da nossa missão. 
E-mail: vocacional@piasdiscipulas.org.br 

1938 - Irmãs de Jesus Bom Pastor (Irmãs Pastorinhas) 
Nós, Irmãs de Jesus Bom Pastor, temos como centro de nossas vidas a pessoa de Jesus Bom Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Alimentamo-nos da Palavra de Deus e da Eucaristia. Vivemos em pequenas comunidades a consagração religiosa, a vida de oração, a partilha de vida e dos bens e a missão comum.

Com um carisma bem definido, participamos da missão de Cristo Pastor, na edificação e no crescimento das comunidades cristãs, em colaboração e reciprocidade com os padres, bispos e leigos na Igreja. 

Movidas pela compaixão do Jesus Bom Pastor, vivemos com simplicidade e disponibilidade nos lugares mais necessitados de evangelização, atuamos no anúncio da Palavra de Deus, na orientação bíblica, na catequese e liturgia, na formação de agentes de pastorais, nos movimentos populares e projetos sociais...

Você se sente atraída por esta missão? Entre em contato conosco! Venha ser Irmã Pastorinha, colocando sua vida a serviço de Deus e dos irmãos e irmãs na missão Pastoral. 
E-mail: vocacional@irmaspastorinhas.com.br

1959 - Instituto Rainha dos Apóstolos (Irmãs Apostolinas) 
No seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, sob o olhar da Rainha dos Apóstolos e no espírito de São Paulo, nós, Irmãs Apostolinas, somos chamadas e enviadas a anunciar o Deus que chama \"consumindo a vida pelas vocações\". 

Em nossa atuação pastoral, buscamos despertar a consciência de que todos somos vocacionadas e vocacionados. Ajudamos e acompanhamos as pessoas na descoberta e vivência de sua vocação e ministério na Igreja e no mundo para que o Reino de Deus aconteça entre nós. 

Na simplicidade, na fraternidade e na oração realizamos nossa missão por meio de encontros e retiros vocacionais, orientação vocacional, semanas vocacionais, exposição vocacional, experiência de oração, formação de lideranças, participação nas equipes de Pastoral Vocacional e por meio do Centro Vocacional. 

A você jovem, aberta à vida, ao amor, ao compromisso vocacional, o nosso convite: venha juntar-se a nós consagrando sua vida pelas vocações!
E-mail: apostolinas@hotmail.com

1960 - Institutos Seculares: 

Padre Alberione, em sua preocupação apostólica, buscou contemplar todas as pessoas. Assim deu início aos Institutos de Vida Secular Consagrada e à União dos Cooperadores Paulinos.

Instituto São Gabriel Arcanjo - Gabrielinos
É destinado a homens solteiros que, como leigos consagrados, exercem sua missão na sociedade, usando dos meios que têm ao seu alcance para tornar conhecido Jesus Mestre. 

Instituto Nossa Senhora da Anunciação - Anunciatinas 
Destina-se a mulheres que se consagram a Deus no ambiente da própria família. As Anunciatinas realizam sua missão onde vivem, tendo como suporte espiritual a herança deixada pelo Bem-aventurado Tiago Alberione.

Instituto Jesus Sacerdote
Destina-se a sacerdotes diocesanos que aspiram viver a espiritualidade e missão paulinas e proclamam, onde se encontram, nuanças dessa vivência.

Instituto Sagrada Família
Tem como fim a santificação da vida conjugal e familiar. Cada casal que participa do Instituto acolhe o dom dos votos de pobreza, castidade e obediência e busca testemunhar o Evangelho no ambiente onde vive e age.
E-mail: institutospaulinos@paulinos.org.br

Agradeça conosco este grande dom de Deus!
Irmã Patrícia Silva, fsp

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Hora da Vida" 2014 propõe celebrar a dignidade da pessoa humana

A edição 2014 traz como tema de reflexão "Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas", propondo sete encontros, com diferentes abordagens.

Brasília,  (Zenit.org) Redacao

Em sua 4ª edição, o subsídio “Hora da Vida” é convite à sociedade para a celebração da Semana Nacional da Vida, de 1º a 7 de outubro, e Dia do Nascituro, comemorado na quarta-feira, 8.  Trata-se de uma mobilização em todo o país, com intensa programação nas dioceses, paróquias e comunidades, com objetivo de propor a sociedade debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até seu fim natural.
De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, “compreender e admirar são passos necessários para acolher e respeitar a vida, para superar a visão da cultura dominante que tende a banalizar e a considerar de maneira superficial”.
A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da CNBB. O Dia do Nascituro celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. Visando auxiliar na organização e vivência das atividades de evangelização destas datas, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar oferecem o subsídio “Hora da Vida” 2014.
A edição 2014 traz como tema de reflexão “Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas”, propondo sete encontros, com diferentes abordagens.  O primeiro tema é “Vida e cultura do encontro”, tendo como base os ensinamentos da primeira Exortação Apostólica do papa Francisco, “Evangelli Gaudium”. Outras temáticas são sugeridas para as reuniões em grupos como responsabilidade política e social, educação para o amor, memória e gratidão; todos eles voltados para a reflexão sobre a vida.
Dom Petrini explica que o material “constitui em uma preciosa ajuda para compreender; com fundamento em conhecimentos científicos e teológicos, a beleza da vida, sua grandeza e dignidade, seu incomparável amor; numa linguagem acessível, mesmo para quem não é especialista”.
Santificar a vida
O “Hora da Vida” deste ano tem a colaboração da Comissão da Pastoral Familiar do regional Sul 4 da CNBB. No texto de apresentação, o bispo de Caçador (SC) e referencial da Pastoral Familiar, dom Severino Clasen, explica sobre o tema escolhido. “Queremos uma pátria livre de opressão, contra toda espécie de exploração e atitudes que machucam a vida”. O bispo lembrou que todos são “chamados a cuidar e preservar a vida como dom maior”, e ainda, “santificar a vida”.         
O material contém discursos e homilias do papa Francisco sobre a missão e a vida, além de reflexão do pontífice a respeito da proteção do nascituro. As comunidades contam com sugestões de celebrações e roteiros de vigílias de oração, bênção para crianças, pessoa idosa e enfermas. A Comissão Nacional orienta que se organizem reuniões familiares, comunitárias e de grupos, em todos os ambientes para aprofundar o valor único e próprio da vida. Outras iniciativas podem ser promovidas na cidade como caminhadas, seminários de estudos, fóruns de debates, entre outros.
Como adquirir
O subsídio está disponível para venda com os casais coordenadores paroquias, diocesanos e regionais da Pastoral Família e pelo site www.lojacnpf.org.br. Pedidos também podem ser feitos pelos telefones (61) 3443 2900 / Fax: (61) 3443-4999 ou por e-mail vendas@cnpf.org.br
(Fonte: Comissão Nacional da Pastoral Familiar - CNPF)

Vaticano: judeus, cristãos e muçulmanos demonstraram que a convivência pacífica é possível

Momento histórico nos jardins do Vaticano: as três delegações rezaram uma ao lado da outra, cada qual conforme a tradição da sua religião
Por Sergio Mora
CIDADE DO VATICANO, 09 de Junho de 2014 (Zenit.org) - No entardecer deste domingo, 8 de junho de 2014, os jardins do Vaticano registraram um acontecimento excepcional: pela primeira vez na história, os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Palestina, Mahmud Abbas, se reuniram para rezar pela paz, a convite do papa Francisco, em pleno Vaticano. Estavam presentes também o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, e o custódio da Terra Santa, o padre franciscano Pierbattista Pizzaballa.
O Santo Padre fez o convite no dia 25 de maio, durante a sua viagem à Terra Santa. Na Palestina, ele disse, surpreendendo o mundo: “Senhor presidente Mahmoud Abbas, neste lugar, onde nasceu o Príncipe da Paz, eu desejo convidar o senhor e o presidente Shimon Peres a elevarmos juntos uma intensa oração, pedindo a Deus o dom da paz. Ofereço a minha casa no Vaticano para acolher este encontro de oração”.
Neste domingo, 8 de junho, pouco depois das 18 horas, o Santo Padre recebeu os presidentes em sua residência na Casa Santa Marta. Após a recepção privada de cada um, os mandatários se reuniram no hall de entrada, onde, sem que estivesse programado, trocaram um abraço. Uniu-se a eles o patriarca Bartolomeu. Da Casa Santa Marta, todos se dirigiram de carro, juntos, até o local da celebração: um espaço dos jardins vaticanos entre a chamada “Casina Pio IV” e a área dos Museus do Vaticano. Participaram da cerimônia, ainda, dois amigos de longa data do papa argentino, o rabino Abraham Skorka e o líder muçulmano Abbud Omar, que, junto com Bergoglio, empreenderam há muitos anos, ainda em Buenos Aires, este caminho do diálogo inter-religioso.
O início do encontro de oração pela paz foi às 19 horas (horário de Roma), com uma abertura musical. “Nosso Senhor lhes conceda a paz! Viemos a este lugar, israelenses e palestinos, judeus, cristãos e muçulmanos, para oferecer a nossa oração pela paz, pela Terra Santa e por todos os seus habitantes”, proclamou-se na introdução.
O encontro teve três momentos: louvor, perdão e invocação de paz, seguidos por uma conclusão.
A oração da delegação judia
O salmo número oito de Davi abriu a oração dos representantes judeus; vieram a seguir o salmo 147 e o Hino ao Onipotente. Depois de um intervalo musical, realizou-se o pedido de perdão recitado em hebraico, seguido pelo salmo 25 e pelo salmo 130. Encerrou-se esta parte da cerimônia com uma meditação musical judaica.
A oração da comunidade cristã
A comunidade cristã realizou a sua prece começando com um agradecimento pela criação, em inglês, seguido pela leitura do salmo 8 e pela leitura do livro de Isaías.
“Rezemos: Deus Pai Onipotente, nós, aqui reunidos, vossos filhos judeus, cristãos e muçulmanos, vos reconhecemos como nosso Criador. Vimos dar-vos graças pela beleza e maravilha da vossa criação".
Seguiu-se um intervalo musical. A segunda parte da oração cristã começou com um pedido de perdão recitado em italiano, com a leitura de uma oração de João Paulo II: “... Rezemos para que, contemplando Jesus, nosso Senhor e nossa paz, os cristãos sejam capazes de arrepender-se das palavras e das atitudes causadas pelo orgulho e pelo ódio, pelo desejo de dominar os outros, pela inimizade para com os membros de outras religiões e para com os grupos mais frágeis da sociedade, como migrantes e itinerantes. Rezemos por todos aqueles que sofreram atos contrários à dignidade humana e por aqueles cujos direitos foram pisoteados”.
“Concedei que os nossos progenitores, nossos irmãos e irmãs, e todos nós, vossos servidores, que, por graça do Espírito Santo, nos dirigimos a vós com arrependimento sincero, possamos sentir a vossa misericórdia e receber o perdão dos nossos pecados. Nós vos pedimos por meio de Cristo, nosso Senhor. Amém”.
Após uma pausa de silêncio, seguiu-se a oração: “Deus Pai Onipotente, dai-nos a graça de apresentar-nos humildemente diante de vós e de implorar o vosso perdão por termos ofendido a vós e os nossos irmãos e irmãs. Nós não fomos custódios da vossa criação, especialmente em vossa Terra Santa. Empreendemos guerras, cometemos violência, ensinamos o desprezo pelos nossos irmãos e irmãs, ofendendo profundamente a vós, ó Pai de todos nós. Dai-nos a graça de nos empenharmos novamente para agir com justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente com nosso Deus, por meio de Cristo, nosso Senhor. Amém”.
Depois de mais um breve intervalo musical, veio a invocação de paz, em árabe, iniciada pela leitura da oração de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz”.
A oração da comunidade muçulmana
“Seja louvado Deus, que criou o céu e a terra, que transformou as trevas em luz, que fez surgir todas as coisas do nada...”. Assim começou a oração islâmica, terminada com outro intervalo musical, após o qual foi feita a invocação pela paz, em árabe e encerrada com uma última interpretação musical muçulmana.
O evento foi concluído com as palavras do papa Francisco: shalom, paz, salam. Seguiram-se as palavras dos dois presidentes, todas em favor da paz, culminadas com um aperto de mãos. Juntos, Francisco, Peres e Abbas plantaram uma pequena oliveira, como símbolo do desejo de paz entre os povos palestino e israelense.
Fonte: zenit.org

LEITURA ORANTE: A perda é salvação

Quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os que, nesta rede da...