domingo, 8 de novembro de 2009

Rascunho...

Não sei por onde começar, tenho medo de lhe assustar com o que eu quero lhe dizer. Não sei o que você poderá pensar o como reagirá diante do que eu tenho para lhe revelar. Sinto-me muito inquieto, meu coração bate aceleradamente, as palavras não saem... O fato é que eu me perco todo quando estou diante de você! O Universo, o mundo, as pessoas, as coisas todas desaparecem quando lhe vejo. É só eu e você, você e eu. E nada mais existe além de nós!
Não sei o que você pensará a meu respeito, mas também não me importo com isso! É importante que eu lhe revele isso que tenho sentido nesses último meses. EU ESTOU PERDIDA, COMPLETAMENTE APAIXONADO POR VOCÊ. Pronto! Falei. Agora eu estou nas suas mãos...

Noite Sensível da Alma

"Procure sempre inclinar-se,
não ao mais fácil, e sim ao mais difícil;
não ao mais saboroso, e sim ao mais insípido;
não ao mais gostoso, mas ao que dá menos gosto;
não ao repousante, mas ao trabalhoso;
não ao que consola, mas ao desconsolo;
não ao mais, e sim ao menos;
não ao mais alto e precioso, mas ao mais baixo e desprezível;
não a querer alguma coisa, mas ao nada querer;
não a andar buscando o melhor das coisas temporais, mas o pior;
e desejar entrar em toda nudez, vazio e pobreza
de tudo quanto há no mundo por amor a Cristo.

Convém abraçar de coração essas obras e procurar conformar a elas a vontade... O que foi dito, se bem praticado, bastará para entrar na noite sensível."

(Santa Tereza Benedita da Cruz)

Invocação ou Louvor?

"Sois grande, Senhor, e infinitamente digno de ser louvado" (Sl 95,4). "É grande o vosso poder e incomensurável a vossa sabedoria" (Sl 146,5). O homem, fragmentozinho da criação, quer louvar-Vos; - o homem que publica a sua mortalidade, arrastando o testemunho do seu pecado e a prova de que Vós resistis aos soberbos. Todavia, esse homem, particulazinha da criação, deseja louvar-Vos. Vós o incitaria a que se deleite nos vossos louvores, porque nos criaste para Vós e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós.
Concedei, Senhor, que eu perfeitamente saiba se primeiro Vos deva conhecer ou invocar.
Mas quem é que Vos invoca se antes não conhece? Esse, na sua ignorância, corre perigo de invocar outrem. - Ou, porventura, não sois antes invocado para depois serdes conhecido? "Mas como invocarão Aquele em quem não acreditaram? Ou como hão de acreditar, sem que alguém lhes pregue?" (Rm 10,14). "Louvarão ao Senhor aqueles que O buscarem" (Sl 21,27). Na verdade, os que O buscam, encontrá-Lo-ão, e aqueles que O encontraram hão de louvá-Lo.
Que eu Vos procure, Senhor, invocando-Vos; e que Vos invoque, crendo em Vós, pois nos fostes pregado. Senhor, invoca-Vos a fé que me destes, a fé que me inspirastes por intermédio da humanidade de vosso Filho e pelo ministério do vosso pregador.
AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p 37-38.

sábado, 24 de outubro de 2009

Contigo é bem melhor

Não posso caminhar
Com minhas próprias forças
Contigo é bem melhor
Contigo o pouco é muito
Sem Ti o tudo é nada
Minha vida é Teu mandar.
O teu caminho é o meu.

Não eu não posso, não vou
Dar um passo sequer
Se Deus não for comigo não irei jamais.

(Anderson Freire e Junior Maciel)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Insatisfação nas Criaturas

Deus das virtudes, convertei-nos, mostrai-nos a vossa face, e seremos salvos. Para qualquer parte que se volte a alma humana, é à dor que se agarra, se não se fixa em Vós, ainda mesmo que se agarre às belezas existentes fora de Vós e de si mesma. Estas nada teriam de belo, se não se proviessem de Vós. Nascem e morrem. Nascendo, começam a existir; crescem para se aperfeiçoarem; e, quando perfeitas, envelhecem e morrem. Nem tudo envelhece, mas tudo morre. Por isso, os seres, quando nascem se esforçam por existir, quanto mais depressa crescem para existir tanto mais se apressam a não existir. Tal é sua condição. Só isso lhes destes, porque são partes de coisas que não existem simultâneamente, e que, desaparecendo e sucedendo-se, perfazem todas juntas um todo de que são partes. É assim que as conversas se completam por meio de sinais sonoros. Não existiriam na sua totalidade se cada palavra, depois de emitidas as sílabas, não se extinguisse, para outra lhe suceder.


Que minha alma Vos louve por tudo isso, ó meu Deus, Criador de todas as coisas. Que não se agarre a elas pelo visco do amor que entra pelos sentidos do corpo. Também as coisas caminham para não existirem, e dilaceram a alma com desejos pestilenciais, porque ela quer existir e gosta de descansar no que ama. Mas não tem onde, porque as coisas não são estáveis: fogem. Quem as pode seguir com a sensibilidade? Quem as pode alcançar mesmo quando presentes? A sensibilidade é vagarosa porque é sensibilidade. Tal é a sua condição. É suficiente para aquilo para que foi criada; mas não o é para reter as coisas que transitam de um princípio devido para um fim que lhes é devido, porque, no vosso Verbo, que as criou, ouvem estas palavras: "Daqui até ali".
(AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p.109)

A Verdadeira Amizade

É isto o que se ama nos amigos. De tal maneira se amam que a consciência humana se julga por culpada, se não ama a quem lhe paga amor com amor, ou se não paga com amor a quem primeiro a amou, só procurando na pessoa do amigo os sinais exteriores da benevolência. Daqui, esse luto quando alguém morre, as trevas de dores, o coração umedecido pela mudança da doçura em angústia e a morte dos vivos pela perda da vida dos mortos.


Feliz o homem que Vos ama, feliz o que ama o amigo e Vós, e o inimigo por amor de Vós. Só não perde nenhum amigo aquele a quem todos são queridos n'Aquele que nunca perdemos. E quem é Esse, senão o nosso Deus, o Deus que criou o céu e a terra e os enche porque, enchendo-os, os criou? Ninguém Vos perde, a não ser quem Vos abandona; e, se Vos deixa, para onde vai, para onde foge, senão de Vós manso, para Vós irado? Onde é que não encontra, no seu castigo, a vossa lei? "A vossa lei é a verdade", e "Vós a mesma verdade".
(AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 108.)

Angústia

Vm, sim, agora vem todos os dias para meu deleite! Antes vinha apenas alguns dias da semana, apenas na parte da tarde. Agora vem também na parte da manhã. Ah, quero nem pensar quando eu tiver de voltar à rua. Parece que meu dia não é completo seu que eu o possa ver, admirar seu sorriso, o meu céu!
Sim vem óh amado, estou lhe esperando como nunca antes esperei por alguém. Com amor eterno que jamais imaginei poder algum dia possuir. Arde em meu peito uma vontade de estar sempre contigo. Vem para mim pois sem você minha vida não tem cor. Vem, flor mais bela e mais perfumada do campo! Sou seu, só seu, todo seu!

LEITURA ORANTE: A perda é salvação

Quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os que, nesta rede da...